Weverton Rocha, nascido em Imperatriz, no Maranhão, em 8 de outubro de 1979, é uma das figuras mais proeminentes da política maranhense contemporânea. Com trajetória marcada pela militância estudantil e por cargos públicos, o político, filiado ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), transitou por diferentes esferas do poder, desde a administração municipal até o Congresso Nacional, onde atualmente exerce mandato como senador. Sua carreira política, no entanto, não é isenta de controvérsias, especialmente em relação a suspeitas de irregularidades administrativas e ao uso de meios de comunicação a seu favor.
A trajetória de Weverton começou ainda na adolescência, quando ingressou no PDT e se filiou à Juventude Socialista do partido. Durante o ensino médio, já demonstrava habilidades de liderança ao ser eleito presidente do Grêmio Estudantil do Colégio Dinâmico e, posteriormente, presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UMES). Sua atuação no movimento estudantil o levou a representar o Norte e Nordeste em um evento internacional em Havana, na Cuba, como delegado da Organização Continental Latino Americana e Caribenha dos Estudantes (OCLAE). Na faculdade, continuou engajado, gradando-se em Administração pela Faculdade São Luís e assumindo a vice-presidência da União Nacional dos Estudantes (UNE), além de presidir a Juventude Socialista do PDT.
A entrada na política institucional veio com cargos na Prefeitura de São Luís, onde atuou como assessor especial entre 2000 e 2006. Naquele período, participou ativamente da campanha que elegeu Jackson Lago governador do Maranhão em 2006, uma vitória histórica que quebrou décadas de domínio da família Sarney no estado. Após a posse, Weverton assumiu a Secretaria de Esporte e Juventude, mas sua permanência no governo foi marcada por turbulências. Em 2009, após a cassação de Jackson Lago pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) pela posse de Roseana Sarney, ele se manteve ao lado do governador cassado em um movimento de resistência intitulado "Balaiada", em referência à revolta popular do século XIX contra a elite dominante.
Sua trajetória no governo federal também foi intensa. Em 2009, integrou a equipe do Ministério do Trabalho como assessor especial do então ministro Carlos Lupi, líder do PDT. Quatro anos depois, candidatou-se a deputado federal e, mesmo obtendo 47.130 votos como suplente, foi nomeado secretário-geral do partido e retornou ao ministério. Em 2011, assumiu efetivamente a vaga na Câmara, após a eleição do então deputado federal Edivaldo Holanda Júnior para a prefeitura de São Luís. Reeleito em 2014 com mais de 81 mil votos, consolidou-se como uma das principais vozes do PDT no Congresso, ocupando a liderança do partido na Casa em 2016 e 2017.
Como líder do PDT, Weverton se destacou por sua postura crítica a medidas consideradas prejudiciais aos interesses sociais. Em 2016, votou contra o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, alinhando-se à defesa da democracia e da estabilidade política. No ano seguinte, liderou a oposição à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 55/2016, conhecida como PEC dos Gastos Públicos, argumentando que a proposta restringiria investimentos essenciais em educação e saúde sem, contudo, impor limites significativos ao pagamento da dívida pública. Durante o governo Bolsonaro, ainda comandou o bloco da Minoria na Câmara, composto por partidos de esquerda que se opunham às políticas do então presidente.
Sua atuação parlamentar também foi marcada por embates com pautas liberais. Em 2017, votou contra a reforma trabalhista e apresentou emendas à proposta de reforma da previdência, buscando minimizar os impactos sobre os trabalhadores. Em 2019, posicionou-se contrário ao Decreto de Armas do governo Bolsonaro, defendendo o controle das armas como medida de segurança pública. Essas escolhas consolidaram sua imagem como um político de oposição ferrenha, especialmente em temas econômicos e sociais.
Em 2018, Weverton Rocha alcançou um novo patamar na carreira ao ser eleito senador pelo Maranhão com 34,91% dos votos válidos, mais de 1,9 milhão de sufrágios. A vitória representou a confirmação de sua influência política no estado, embora também tenha aberto espaço para questionamentos sobre seu método de atuação. Em 2022, tentou disputar o governo maranhense, mas terminou em terceiro lugar com 20,71% dos votos, um resultado que refletiu tanto os desafios de sua agenda quanto as críticas ao seu histórico.
As controvérsias que cercam Weverton Rocha, no entanto, transcendem sua trajetória política. Ele foi investigado por suposto peculato e corrupção relacionados a desvios de verbas do Ministério do Trabalho, mediante contratações irregulares de ONGs. Além disso, responde a processos por improbidade administrativa, incluindo um caso envolvendo o uso de um jatinho custeado por uma entidade conveniada ao ministério, quando ocupava o cargo de secretário. Outra acusação diz respeito à dispensa indevida de licitação durante sua gestão na Secretaria de Esporte do Maranhão, favorecendo uma empresa na reforma de um ginásio.
O controle sobre meios de comunicação também chamou a atenção. Desde 2016, Weverton arrenda o Sistema Difusora de Comunicação, que inclui a Rede Difusora, a Difusora FM e o portal MA10, utilizando essas plataformas como instrumento político tanto para si quanto para aliados, como o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior. As transações financeiras relacionadas a esses veículos envolveram o empresário Willer Tomaz de Souza, preso na Operação Lava Jato em 2017. Em 2018, o político adquiriu ainda o Sistema Sinal Verde de Comunicação, o que reforçou sua presença no setor midiático, gerando debates sobre a concentração de poder e a influência na opinião pública.
Apesar das polêmicas e investigações, Weverton Rocha segue como uma figura central na política maranhense, especialmente no PDT, partido do qual é presidente estadual e membro da Executiva Nacional. Sua trajetória, que mescla militância estudantil, cargos públicos e polêmicas judiciais, oferece um retrato das complexidades da política brasileira contemporânea, onde ideologia, poder e interesses muitas vezes se entrelaçam de maneira opaca.