Cristóvão Colombo (em lígure: Christoffa Corombo; em italiano: Cristoforo Colombo; em latim: Christophorus Columbus; Génova, entre 22 de agosto e 31 de outubro de 1451 – Valladolid, 20 de maio de 1506) foi um navegador, explorador, cartógrafo e almirante responsável por liderar a frota que alcançou o continente americano em 12 de outubro de 1492, sob o comando dos Reis Católicos da Espanha, no que ficou conhecido como o descobrimento da América. Empreendeu a sua viagem através do Oceano Atlântico supostamente com o objetivo de atingir a Índia, tendo na realidade descoberto as ilhas das Caraíbas (Antilhas) e, mais tarde, a costa do Golfo do México na América Central.
O seu nome em italiano é Cristoforo Colombo, em latim Christophorus Columbus e em espanhol, Cristóbal Colón. Este antropónimo inspirou o nome de um país, a Colômbia, e de duas regiões da América do Norte: a Colúmbia Britânica, no Canadá, e o Distrito de Colúmbia, nos Estados Unidos. Entretanto, o Papa Alexandre VI escrevendo em latim sempre chamou ao navegador pelo nome de Christophorum Colon, com significado de membro, nunca pelo latim Columbus, com significado de Pombo. Está enterrado na catedral de Sevilha, na Espanha.
Colombo é creditado como o primeiro explorador europeu a estabelecer e documentar rotas comerciais para as Américas, apesar dele ter sido precedido por uma expedição viking liderada por Leif Erikson no século XI. Além disso, Colombo explorou o tráfico de indígenas e defendeu um projeto de escravidão dos povos ameríndios.
As viagens de Cristóvão Colombo abriram caminho para um período de contato, expansão, exploração, conquista e colonização do continente americano pelos europeus pelos próximos séculos. Essas viagens e expedições trouxeram várias mudanças e desenvolvimentos na história moderna do mundo ocidental.
Segundo a documentação existente, Colombo era natural de Génova, tendo provavelmente nascido no bairro de Quinto, onde o seu pai residia já em 1429. Era filho de Domenico Colombo e de Susana Fontanarubea, e neto de Giovanni Colombo, morador em Quinto, e já defunto a 20 de Abril de 1448. Tinha ainda um tio chamado António Colombo e uma tia Battistina, casada com Giovanni Frittalo, a qual foi dotada no referido ano de 1448. A 21 de Fevereiro de 1429 o pai de Colombo, Domenico, foi enviado pelo seu pai Giovanni, avô de Colombo, para casa de um tecelão alemão, como aprendiz dessa arte, por um prazo de seis anos. Giovanni, originário de Moconesi, era então habitante em Quinto.
Domenico tornou-se assim tecedor de panos, mas de carácter inquieto, e procurando melhorar a sua precária situação económica, estabeleceu-se alternadamente entre Génova e Savona, trabalhando como taberneiro, dedicando-se a pequenos negócios, comprando e vendendo quintas, e tendo até conseguido a guarda de uma das portas de Génova.
Domenico Colombo e Susana Fontanarossa tiveram pelo menos quatro filhos, Bartolomeu, Cristóvão, Giacomo e João Peregrino, e uma filha, Blanchinetta, a qual em 1489 estava já casada com o queijeiro Jacobo Bavarelli. Tanto João peregrino como Blanchinetta morreram jovens, tendo esta deixado um filho, por nome Pantaleão. Cristóvão e Bartolomeo terão tido desde cedo vocação marítima, enquanto Giacomo aprendeu o ofício de tecedor.
Vários documentos notariais genoveses atestam a presença em Espanha dos três filhos de Domenico, Bartolomeu, Cristóvão e Giacomo. Em 1489, após um processo entre Domenico e o pai do seu genro, Giacomo Bavarello, queijeiro, este, já viúvo, assina na qualidade de legítimo administrador da parte dos seus três filhos. A 11 de Outubro de 1496, um acordo é assinado entre Giovanni Colombo de Quinto e Matteo e Amighetto, seus irmãos, todos filhos de Antonio Colombo já defunto, segundo o qual o primeiro deles se deveria dirigir a Espanha, a expensas comuns, para visitar «Cristóvão Colombo, seu primo, Almirante do Rei de Espanha». Em 1501, alguns cidadãos de Savona juraram que Cristóvão, Bartolomeu e Giacomo Colombo, filhos e herdeiros do defunto Domenico são «há muito tempo afastados da cidade e território de Savona, para lá de Pisa e de Nice em Provença, e que vivem em Espanha, como toda a gente sabe e o sabia já.»
A origem genovesa de Cristóvão Colombo é a posição predominante na historiografia. No entanto, foram propostas hipóteses alternativas sobre a sua origem, incluindo a hipótese portuguesa, defendida por alguns autores com base em elementos linguísticos, documentais e interpretativos. Ver também: Teorias sobre a origem de Cristóvão Colombo.
A data do nascimento de Colombo pode ser determinada com alguma precisão, uma vez que num documento datado de 31 de Outubro de 1470 afirma-se que Cristóvão Colombo, filho de Domenico é já maior de dezenove anos. Esta informação, juntamente com o documento Assereto, onde ele próprio afirma ter "cerca de 27 anos", permite precisar o ano do seu nascimento como sendo o de 1451, entre 25 de agosto e 31 de outubro.
Colombo começou por seguir o ofício de tecelão, mas interessou-se desde cedo pela navegação. Os estudos que teve devem ter sido muito elementares, e talvez tenha aprendido matemática e a sua bela caligrafia em alguma modesta escola da região. Segundo o seu filho Fernando, aos catorze anos começou a navegar. Em 1492 Colombo afirmou que havia vinte e três anos que navegava, o que leva a 1469 e aos dezenove anos. De qualquer modo, num documento de 1472 ainda se intitula lanerio, e a partir do ano seguinte não surge mais como vivendo na região. É possível que alternasse entre os dois ofícios, começando a navegar como grumete e dedicando-se depois ao comércio, trabalhando à comissão, segundo se vê da documentação notarial.
Nestas primeiras viagens esteve na ilha de Quios, no mar Egeu, à época uma colónia genovesa, cuja produção de mástique recordou muitas vezes. Lembrava também de um feito militar que teria feito ao serviço de Renato de Anjou, aliado de Génova e proclamado rei de Aragão pelos catalães revoltados (1466), uma tentativa de captura em Tunes de uma galeaça de João II de Aragão, ou do sobrinho deste — o rei de Nápoles —, com os quais esteve em guerra; este feito, que poderia ter acontecido por volta de 1472, apresenta, no entanto, aspectos duvidosos.
Numa vaga afirmação do seu filho Fernando, recolhida por Las Casas, Colombo teria navegado com o pirata "Colombo, o novo", o grego Jorge Bissypat. No entanto, dada a cronologia, caso tenha realmente acontecido, apenas poderia ter acontecido com Coulon ou Colombo, o velho, um terrível corsário de nome Guilherme de Casenove.
Não se conhece qualquer documento dos arquivos portugueses que mencione o navegador. O único documento em português que o refere é um suposto salvo-conduto de D. João II datado de 1488, guardado no Arquivo Geral das Índias, cuja autenticidade é, no entanto, duvidosa. O registro da presença de Colombo em Portugal é estabelecido a partir das biografias escritas pelo seu filho, Fernando, e por Las Casas, assim como o Documento Assereto, que assinala a sua presença em Lisboa e na Madeira no verão de 1478, indicando sua intenção de se deslocar para Lisboa em agosto de 1479.
