atualidades

Lionel Messi

Futebolista argentino

4 min de leitura20/06/2026
Anúncio

Lionel Andrés Messi Cuccittini nasceu em 24 de junho de 1987, na cidade de Rosário, no interior da Argentina, em uma família de ascendência italiana e espanhola. Filho de Jorge Messi e Celia Cuccittini, o terceiro de quatro irmãos cresceu num ambiente humilde e apaixonado pelo futebol. Desde criança, o menino demonstrava uma ligação quase inseparável com a bola — conta a família que ele se recusava a ir às compras sem levar uma consigo. Não era capricho: era a antecipação de um talento que mudaria a história do esporte.

Seus primeiros passos no futebol organizado aconteceram no Abanderado Grandoli, clube onde outros membros da família já haviam atuado. Foi a avó materna, Celia, quem o levava aos treinos e jogos com devoção. Porém, um desentendimento entre os pais e a diretoria do clube — relacionado ao acesso de familiares aos jogos — fez com que ele deixasse a equipe. Aos sete anos, ingressou nas divisões de base do Newell's Old Boys, clube de Rosário pelo qual nutria profunda paixão. Ali, integrou o famoso time juvenil conhecido como a "Máquina de '87", geração que levava o ano de nascimento de seus integrantes como identidade.

A infância, porém, não seria fácil. Com onze anos, Messi foi diagnosticado com um distúrbio hormonal que comprometia o desenvolvimento ósseo e, consequentemente, seu crescimento físico. O tratamento exigia injeções diárias alternadas em cada perna, com um custo mensal de 900 dólares — uma quantia significativa para a família. Durante um período, as sessões foram custeadas pela fundação onde seu pai trabalhava, mas quando o apoio cessou, o Newell's recusou bancar a continuidade. O River Plate demonstrou interesse, o que fez o clube de Rosário reconsiderar, mas a proposta foi modesta demais. Diante do impasse e da grave crise econômica que assolava a Argentina, o pai de Messi decidiu tentar a sorte na Europa. Uma prima da família residia em Lérida, na Catalunha, e abriu as portas para o novo capítulo.

Na Espanha, o jovem Lionel foi apresentado ao Barcelona. Os dirigentes catalães ficaram tão impressionados com suas habilidades que firmaram o contrato inicial no verso de um guardanapo de papel — episódio que se tornaria lendário no clube. Messi rapidamente conquistou as categorias de base e foi integrado ao elenco profissional, iniciando ali uma das mais duradouras e vitoriosas relações entre jogador e clube na história do futebol. Em pouco mais de uma década e meia atuando pelo Barça, ele se tornaria o maior artilheiro do clube, com 672 gols em jogos oficiais, e conquistaria 35 títulos, entre eles dez campeonatos espanhóis e quatro edições da Liga dos Campeões da Europa.

O sucesso individual caminhou junto com prêmios que nenhum outro atleta havia alcançado. Messi acumulou oito troféus da Bola de Ouro, concedidos pela revista France Football, e oito títulos de Melhor Jogador do Mundo pela FIFA. Também recebeu duas distinções do Prêmio Laureus de Melhor Esportista do Ano e conquistou seis Chuteiras de Ouro da Europa. Com 48 títulos coletivos somados ao longo de sua carreira, nenhum outro jogador na história do futebol reuniu tantas conquistas oficiais.

Apesar do brilho absoluto nos clubes, o maior vácuo na trajetória de Messi por anos foi a conquista com a seleção argentina. Como capitão desde junho de 2010, ele conduziu o país a três finais consecutivas — a Copa do Mundo de 2014 e as Copas América de 2015 e 2016 —, saindo derrotado nas três ocasiões. O peso das derrotas foi tamanho que ele chegou a anunciar sua aposentadoria da seleção, decisão que depois reverteu. A espera valeria a pena: em 2021, ergueu a Copa América, sendo eleito o melhor jogador e artilheiro do torneio. No ano seguinte, em 2022, o título máximo finalmente chegou — Messi foi campeão mundial no Catar, recebendo também o prêmio de melhor jogador da Copa do Mundo, tornando-se o maior goleador da história da seleção argentina.

Após sua saída do Barcelona, Messi passou uma temporada no Paris Saint-Germain, onde conquistou o Campeonato Francês em duas oportunidades. Em seguida, tomou uma decisão que surpreendeu o mundo do futebol: em vez de retornar à Europa em grande estilo, optou pelo Inter Miami, clube da Major League Soccer, nos Estados Unidos. A escolha foi recebida com entusiasmo gigantesco. Sua chegada transformou o futebol americano, impulsionou recordes de audiência e patrocínios e ajudou a elevar a liga norte-americana a um patamar de visibilidade inédito. Em campo, contribuiu para conquistas inéditas do clube floridiano.

Fora dos gramados, Messi construiu uma imagem que vai além do esporte. Esteve três vezes na lista das cem pessoas mais influentes do mundo pela revista Time — em 2011, 2012 e 2023 —, reconhecimento que reflete seu alcance global. Por meio da Fundación Leo Messi, mantém projetos voltados à saúde e à educação infantil, beneficiando crianças em situação de vulnerabilidade social. Também atua como Embaixador da Boa Vontade da UNICEF, reforçando seu compromisso com causas humanitárias.

Na vida pessoal, Messi compartilha sua trajetória com Antonela Roccuzzo, com quem se casou em 30 de junho de 2017 em Rosário — a mesma cidade que o viu crescer. Juntos, têm três filhos: Thiago, Mateo e Ciro. Em campo e fora dele, Lionel Messi representa uma geração que se recusou a aceitar limites — seja no crescimento físico que a medicina quase impediu, seja nos troféus que o talento insistiu em acumular.

Anúncio
Anúncio

Em breve no aplicativo World in Stories

Áudio, download offline, sem anúncios e muito mais.

Conhecer Premium

Histórias Relacionadas