misterios

Josef Kentenich

Sacerdote alemão

5 min de leitura01/01/2024
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Josef (José) Kentenich (Gymnich, 18 de novembro de 1885 - Schoenstatt, 15 de setembro de 1968) foi um padre católico alemão. Foi o fundador do Movimento de Schoenstatt, movimento católico fundado em 1914 na localidade de Schoenstatt, cidade de Vallendar, próxima de Koblenz, Alemanha.

Nascido em 18 de novembro de 1885 em Gymnich, perto de Colônia, José é o filho de José e Catarina Kentenich Koep, fruto de um relacionamento fora do casamento. Com sua mãe aprendeu a devoção mariana. No entanto, a situação de extrema pobreza, com uma avó muito idosa e de saúde debilitada levam-na a deixar o seu filho de oito anos no orfanato São Vicente em Oberhausen (Alemanha), em 1894.

Esses anos de orfanato serão difíceis para a criança, com duas tentativas de fuga e numerosas travessuras. Mas ele conseguirá boas notas na escola e permanecerá profundamente marcado por sua consagração a Maria.

Em 1897, José exprime pela primeira vez o desejo de se tornar sacerdote. Dois anos depois, entra para o seminário menor de Ehrenbreitstein, dirigido pelos padres palotinos. Em 1904, passa ao noviciado dos Palotinos de Limburg an der Lahn.

Admitido à profissão religiosa em 1909, Kentenich é ordenado sacerdote em Limburg an der Lahn, no dia 8 de julho de 1910. Seu sonho de ir para a África como missionário não pode ser realizado por haver adquirido a tuberculose.

Foi inicialmente professor no Seminário Menor de Ehrenbreistein e, em seguida, de 1912 a 1919, Diretor Espiritual no Seminário Menor dos Padres Palotinos em Vallendar-Schoenstatt, perto de Koblenz. Seu carisma como educador se manifesta logo nos primeiros anos de seu sacerdócio.

Nesse período, uma tempestade agitava o seminário de Vallendar-Schoenstatt: os estudantes protestavam contra o novo regulamento interno, considerado por eles demasiadamente severo; as paredes são grafitadas com mensagens de protesto. Dois padres encarregados pela direção espiritual dos seminaristas renunciam. É neste ambiente que o jovem padre José Kentenich é chamado para ocupar esse cargo e restaurar a confiança dos seminaristas.

Com alguns de seus alunos, em 18 de outubro de 1914, o Padre Kentenich iniciava o que seria mais tarde considerado o primeiro marco da fundação da Obra de Schoenstatt. Na antiga capela de São Miguel, então abandonada e utilizada como depósito de ferramentas, um grupo de cerca de vinte seminaristas sela com a Virgem Maria um pacto que ele viria mais tarde a chamar de "Aliança de Amor", considerado um contrato bilateral entre duas partes contratantes. Cada membro do grupo concorda em abandonar-se inteiramente à Mãe de Deus e deixar-se guiar por ela durante toda sua vida.

Por seu lado, os jovens seminaristas compreenderam suas intenções e trabalharam durante os duros anos da Primeira Guerra Mundial. Entre estes, o Servo de Deus José Engling, morto em 4 de outubro de 1918, por uma granada no norte da França, em Thun-Saint-Martin; o Pe. Kentenich o indicará como modelo.

Em abril de 1915, um professor presenteia ao Padre Kentenich uma reprodução de uma gravura de Nossa Senhora tendo ao colo Jesus menino, pintada por Luigi Crosio, sob o título "Refugium Peccatorum". Apesar do reduzido valor artístico da obra, ele entroniza essa imagem no altar da capelinha. Reverenciada como Mater Ter Admirabilis (Mãe Três Vezes Admirável), ela será colocada em todas as casas e santuários do Movimento de Schoenstatt. Durante a guerra, uma revista sob esse patrocínio é enviada para os jovens que lutam na frente de batalha.

O projeto expandiu-se rapidamente após a Primeira Guerra Mundial, englobando diversas categorias de pessoas, as quais são estruturadas em ligas, uniões e institutos seculares.

O Pe. Kentenich passa a percorrer toda a Alemanha, Áustria, Tchecoslováquia e Suíça, para pregar retiros e sessões de formação. Entre 1928 e 1935, a cada ano mais de 2.000 sacerdotes participam de suas conferências, sem contar os participantes leigos.

Kentenich observa com preocupação o crescimento do nazismo. Em 1933, quando os nazistas tomam o poder na Alemanha e são fechados diversos conventos, ele não tardou em enviar grupos de religiosas para a África do Sul, Brasil, Argentina, Chile e Uruguai a fim de permitir o Movimento de sobreviver caso a perseguição da Igreja na Alemanha aumentasse.

Padre Kentenich diz sobre a suástica: "Para nós, é a Cruz de Cristo que devemos seguir". E sobre o nazismo, "Não vejo nenhum lugar por onde aí poderia passar a água do batismo".

Após diversas ameaças e vexações, no dia 20 de setembro de 1941, Kentenich é convocado pela Gestapo; ele é acusado pelo teor de uma frase, pronunciada em privado, mas denunciada por um delator: "Minha missão é revelar o vazio interior do nacional-socialismo, a fim de assim poder derrotá-lo." A polícia aprisiona o religioso durante um mês em um quarto sem ventilação. Padre Kentenich é mantido por quatro semanas nesse bunker escuro e sem ar, que era antes o cofre de uma filial do Reichsbank. É daí transferido fisicamente debilitado, para a prisão de Koblenz, um antigo convento carmelita, onde passa outros 5 meses.

Enviado para o campo de concentração de Dachau

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