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Carlos Augusto

Futebolista brasileiro

5 min de leitura01/01/2024
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Carlos Augusto Zopolato Neves nasceu em Campinas, no interior paulista, em 7 de janeiro de 1999, e desde cedo demonstrou que o futebol seria o caminho natural de sua vida. Aos doze anos, ele ingressou nas categorias de base do Corinthians, um dos clubes mais tradicionais do Brasil, onde construiu os alicerces técnicos e táticos que moldariam sua trajetória profissional. A formação no Parque São Jorge é reconhecida por revelar atletas com mentalidade competitiva, e Carlos Augusto sorveu cada detalhe desse processo.

A jornada nas divisões de base rendeu frutos concretos ainda antes de ele completar a maioridade. Em 2017, Carlos Augusto integrou o elenco campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior, o principal torneio de categorias de base do Brasil, conquistando assim o seu primeiro título relevante no futebol. A conquista foi mais do que uma taça: foi a confirmação de que o jovem lateral tinha o perfil necessário para dar o passo em direção ao profissional.

A estreia entre os grandes aconteceu em um amistoso contra o Grêmio, em 8 de julho de 2018, marcando o início oficial de uma carreira que cresceria de forma vertiginosa. Semanas depois, em 4 de agosto, ele entrou como titular em partida oficial contra o Athletico Paranaense, consolidando sua presença no elenco principal do Corinthians. Ao longo do período alvinegro, disputou 32 jogos, marcou um gol e ainda conquistou o Campeonato Paulista de 2018 e o de 2019, somando dois troféus ao currículo antes mesmo de completar vinte anos.

A virada definitiva em sua carreira veio em 28 de agosto de 2020, quando foi vendido ao Monza, clube recém-promovido para a segunda divisão italiana. A mudança para a Serie B representava tanto uma aposta quanto um desafio: adaptar-se a um futebol diferente, em um time sem grande tradição, em um país onde a tática e a disciplina defensiva são cultivadas com rigor quase monacal. Carlos Augusto correspondeu às expectativas com naturalidade impressionante.

Na temporada 2020-21, o lateral brasileiro revelou-se uma das apostas mais bem-sucedidas do mercado. Marcou seu primeiro gol pela equipe italiana em 12 de dezembro de 2020, na vitória por 2 a 0 sobre o Venezia, fora de casa, e logo depois adicionou mais um tento em 22 de dezembro, num triunfo de igual placar contra o Ascoli. Ao final da campanha, somou três gols e duas assistências e foi indicado para a Seleção da Temporada da Serie B, distinção que ressaltou sua influência no esquema defensivo e ofensivo do Monza. O clube terminou em terceiro lugar, obrigado a disputar os play-offs de acesso, mas sucumbiu ao Cittadella com desvantagem no agregado.

Na temporada seguinte, 2021-22, Carlos Augusto seguiu sendo peça fundamental na engrenagem do Monza. Ele marcou um gol diante do SPAL na terceira rodada e outro na vitória por 3 a 2 contra o Frosinone, acumulando participações decisivas durante todo o campeonato. O clube garantiu o quarto lugar na tabela com 67 pontos e voltou a disputar os play-offs de acesso, desta vez com desfecho histórico. Na decisão contra o Pisa, o Monza saiu vitorioso por 3 a 2 após prorrogação, e Carlos jogou todos os cento e vinte minutos da partida. O clube alcançava pela primeira vez em sua história o acesso à Serie A, e o brasileiro estava no centro desse feito.

A temporada 2022-23 foi, sem dúvida, a mais impactante de Carlos Augusto com a camisa do Monza. Estreando em 13 de agosto de 2022 como titular contra o Torino, o lateral-esquerdo demonstrou que não chegava à elite italiana como coadjuvante. Seu primeiro gol na Série A veio em 9 de outubro, na vitória em casa por 2 a 0 sobre o Spezia. Ao longo da temporada, acumulou seis gols e cinco assistências, números excepcionais para um jogador que atua na linha defensiva. O Monza encerrou o campeonato na décima primeira colocação, à frente de tradicionais como Sampdoria, Udinese e Sassuolo. Depois de 107 partidas, 12 gols e 11 assistências pelo clube lombardo, Carlos Augusto recebeu propostas de grandes times europeus e decidiu voar mais alto.

Em 15 de agosto de 2023, o lateral foi emprestado à Internazionale, com opção e obrigação condicional de compra, integrando assim um dos clubes mais poderosos da Itália e da Europa. Sua chegada à Inter marcou uma nova fase: deixou de jogar exclusivamente pela lateral para atuar também como ala esquerda em um sistema tático mais ofensivo, sob o comando de Simone Inzaghi. Esteve presente em 37 rodadas do Campeonato Italiano, ausentando-se apenas uma vez por lesão, e contribuiu para que a Internazionale conquistasse o título da Serie A e a Supercopa da Itália naquela temporada. Também disputou partidas pela Liga dos Campeões, embora a Inter tenha sido eliminada pelo Atlético de Madrid na fase de oitavas, em uma partida que ele não atuou.

O reconhecimento do seu desempenho na Inter chegou também pela porta da seleção. Em 6 de outubro de 2023, Carlos Augusto foi convocado pela primeira vez para a Seleção Brasileira principal pelo técnico Fernando Diniz, preenchendo a vaga deixada pelo cortado Renan Lodi. Sua estreia internacional deu-se nas eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo, diante da Venezuela e depois do Uruguai. A trajetória que começou nas categorias de base do Corinthians havia alcançado o patamar mais alto do futebol nacional.

Do ponto de vista técnico, Carlos Augusto é um defensor versátil, capaz de atuar como lateral-esquerdo ou como zagueiro tanto em defesas de quatro quanto de três. Seu perfil físico se destaca pela altura e pela capacidade aérea, atributos valorizados especialmente no futebol europeu. Além das qualidades defensivas, o brasileiro possui saída de bola refinada e habilidade no cruzamento, o que o torna uma ameaça nos momentos ofensivos. Não por acaso, já foi descrito por especialistas italianos como "ideal para o futebol italiano", uma expressão que sintetiza a maneira como ele assimilou a cultura tática da Serie A.

Há também um elemento afetivo que aproxima Carlos Augusto da Itália de forma ainda mais profunda: o lateral possui passaporte italiano, herdado de seus bisavós imigrantes. Os torcedores do Monza o batizaram carinhosamente de "l'Imperatore", o Imperador, em clara referência ao imperador romano Augusto, cujo nome o jogador carrega. O apelido captura bem a imponência com que Carlos Augusto conduz sua trajetória: seguro, determinado e com a marca indelével de quem chegou ao topo do futebol europeu pelo mérito puro.

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