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Batalha de Stalingrado

Combate entre as forças armadas da Alemanha Nazista e do Eixo contra as da União Soviética em 1942–1943

7 min de leitura01/01/2024
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A Batalha de Stalingrado (português brasileiro) ou Batalha de Estalinegrado (português europeu) foi um grande combate travado entre a Wehrmacht (o exército da Alemanha Nazista) e seus aliados do Eixo contra as tropas da União Soviética pela posse da cidade de Stalingrado (atual Volgogrado), às margens do rio Volga, entre 23 de agosto de 1942 e 2 de fevereiro de 1943, durante a Segunda Guerra Mundial. A batalha foi um dos pontos de virada da guerra na Frente Oriental, marcando o limite da expansão alemã no território soviético, a partir de onde o Exército Vermelho empurraria as forças alemãs até Berlim.

Marcada por violentos combates em ambientes fechados, privações e desrespeito e desprezo pela vida de militares e civis, a luta em Stalingrado acabou sendo a maior (mais de 2,2 milhões de soldados envolvidos) e mais sangrenta (1,8 a 2 milhões de mortos, feridos ou capturados) batalha na história das guerras. Após serem derrotados, o Alto Comando alemão teve que retirar e relocar várias tropas estacionadas na Frente Ocidental para o leste, a fim de substituir suas perdas.

A ofensiva alemã para capturar a cidade de Stalingrado começou em 23 de agosto de 1942 (após um mês de combate nas cercanias), com o 6º Corpo de Exército e elementos do 4º Exército Panzer na linha de frente. O avanço da infantaria alemã foi acompanhado por centenas de aviões da Luftwaffe, que bombardearam as posições soviéticas na cidade e em seus arredores, rapidamente transformando Stalingrado numa grande ruína. A luta então acabou virando um desgastante combate casa por casa; ambos os lados comprometeram enormes reforços para a cidade a fim de se manter na ofensiva e o número de mortos foi subindo exponencialmente. Em meados de novembro de 1942, os alemães já tinham empurrado os defensores soviéticos para uma pequena zona na margem oeste do rio Volga. Porém, enquanto a Wehrmacht se ocupava em avançar pela cidade e esmagar os últimos bolsões de resistência soviética, o Exército Vermelho começava a mobilizar uma grande tropa na margem oposta do rio.

Ao final de novembro de 1942, os soviéticos lançaram uma enorme contra-ofensiva, a Operação Urano. Foi um grande ataque em pinça, movendo-se pelos enfraquecidos flancos das tropas do Eixo, formados principalmente por soldados romenos e húngaros, que eram as tropas mais fracas da coalizão liderada pelos alemães. As forças do Eixo nos flancos acabaram sendo facilmente sobrepujadas e o 6º Exército alemão se viu cercado e isolado na área de Stalingrado. O general Friedrich Paulus pediu autorização para tentar furar o cerco e abandonar suas posições indefensáveis, mas Adolf Hitler desautorizou qualquer retirada e ordenou que o exército cercado fosse reabastecido pelo ar enquanto uma tropa era preparada para resgatar o 6º exército. Combates intensos se seguiram pelos próximos dois meses. No começo de 1943, as forças do Eixo em Stalingrado estavam exaustas e quase sem munição e comida. Friedrich Paulus decidiu então desobedecer as ordens do seu Führer e permitiu que o que sobrava do seu exército se rendesse aos soviéticos.

A 22 de junho de 1941, a Alemanha e os seus aliados do Eixo invadiram a União Soviética, na chamada Operação Barbarossa, avançando rapidamente para dentro de território soviético.

Tal como acontecera na invasão da Polónia, o avanço das tropas da Wehrmacht era seguido por unidades especiais das SS, as Einsatzgruppen, encarregadas de execuções em massa de judeus, bolcheviques, activistas e intelectuais. Hitler proclamou a sua intenção de assassinar todos os cidadãos masculinos de Stalingrado e de deportar mulheres e crianças, com base no fato de os seus habitantes serem completamente comunistas e especialmente perigosos.

Após uma derrota, no verão e no inverno de 1941, as forças soviéticas contra-atacaram em larga escala próximo à capital do país, na chamada Batalha de Moscou, iniciada a 5 de dezembro de 1941. Os alemães, exaustos, com problemas de reposição logística (a maioria das divisões Panzer estava com a maior parte de seus carros de combate inoperantes) e ainda, com as tropas mal equipadas para a guerra no inverno e com linhas de suprimentos muito longínquas, acabaram sendo afastados das portas da cidade.

Os alemães estabilizaram sua frente de batalha na primavera de 1942. Apesar disso, as baixas da campanha de 1941 somadas às perdas de blindados e de material militar tornaram impossível a retomada de uma ofensiva em toda a frente oriental, obrigando Adolf Hitler a ter como ponto de partida uma ofensiva apenas setorial em 1942.

Planos para lançar uma segunda ofensiva contra Moscou foram rejeitados, não apenas porque o Grupo Central do Exército estava demasiadamente enfraquecido para um ataque, mas, ainda, pela concepção de Hitler que um ataque na direção sudeste da URSS – (Ucrânia) – propiciaria vantagens econômicas (cereais e petróleo) favoráveis a um futuro prosseguimento da guerra. Os alemães mantiveram-se no controle, não obstante, de dois salientes nas proximidades de Moscou, de maneira a permitir um blefe que tornasse crível a possibilidade de uma nova ofensiva contra a capital russa.

O Grupo de Exércitos Sul foi escolhido para a ofensiva pelas estepes do sudoeste da União Soviética em direção ao Cáucaso, para capturar os vitais poços de petróleo ali situados. Em vez de concentrar suas atenções num esforço final contra Moscou, como seus planejadores militares aconselhavam, Hitler continuou a enviar homens e suprimentos para o leste da Ucrânia. Os alemães continuaram usando as táticas estratégicas do Blitzkrieg (guerra-relâmpago) muito eficiente nas grandes extensões de campos abertos da Rússia mas que seriam anuladas nas ruínas de Stalingrado.

A planejada ofensiva de verão deveria incluir o 6º e o 17º Exército e o 1º e o 4º Exércitos Panzer. O Grupo Sul havia atravessado a Ucrânia durante a ofensiva de 1941. Assim, seria a ponta de lança da nova ofensiva até o rio Volga.

O início da chamada Operação Azul estava previsto para o fim de maio de 1942. Entretanto, numerosas unidades dos exércitos alemão e romeno que deveriam fazer parte da operação, ainda estavam envolvidas no cerco de Sebastopol e da península da Crimeia. Atrasos em terminar o cerco adiaram a data da operação por várias vezes e Sebastopol não caiu até o fim de junho.

A ofensiva finalmente foi iniciada em 28 de junho, com o Grupo Sul atacando no sudoeste da Rússia. Os ataques foram bem-sucedidos no começo, com as forças soviéticas oferecendo pouca resistência na vastidão das estepes e recuando para leste em desordem. Várias tentativas de restabelecer uma linha defensiva fracassaram ao serem atacadas nos flancos pelas forças alemãs. Dois grandes bolsões de resistência se formaram e foram destruídos na semana seguinte, ao nordeste de Kharkov e na província de Rostov. Ao mesmo tempo, forças húngaras, junto com o 4º Exército Panzer, lançaram um assalto a Voronej, capturando a cidade em 5 de julho de 1942.

No fim de julho, os alemães haviam empurrado os soviéticos para trás do rio Don e nesse ponto da ofensiva eles começaram a utilizar as forças italianas, húngaras e romenas, suas aliadas do Eixo, para guardar seu flanco norte. O 6º Exército alemão encontrava-se então a algumas dezenas de quilômetros de Stalingrado e o 4º Panzer, que atacava ao sul dele, foi direcionado ao norte para ajudar a tomar a cidade. Mais ao sul, o Grupo de Exércitos adentrava fundo no Cáucaso, mas seu avanço se tornava lento devido à extensão das linhas de suprimento que, não acompanhando a velocidade do avanço, não chegavam a linha de frente com a rapidez necessária. Os dois grupos de exército alemães não estavam em posição nem em condições de ajudarem um ao outro devido à grande distância entre eles.

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