Roger Rodrigues da Silva nasceu em Campinas, São Paulo, em 7 de janeiro de 1985, e construiu uma das carreiras mais longas e itinerantes do futebol brasileiro de sua geração. Centroavante de área, com faro apurado para o gol, Roger percorreu mais de quinze clubes diferentes ao longo de quase duas décadas de profissionalismo, sendo marcado tanto por momentos de brilho quanto por frustrações que acompanharam sua passagem por diversos estados do Brasil e por países da Europa, Ásia e América do Sul.
Formado nas categorias de base da Ponte Preta, clube de sua cidade natal, Roger foi revelado em 2003 e permaneceu no clube do Majestoso até o início de 2005. Em seguida, foi para o São Paulo, onde dividiu o ataque com nomes como Grafite e Diego Tardelli, jogadores de alto nível que tornavam o espaço escasso para jovens atacantes. Mesmo assim, o centroavante teve a recompensa de conquistar a Copa Libertadores da América pelo Tricolor Paulista, um dos títulos mais expressivos do futebol sul-americano.
Com poucas chances no São Paulo, Roger foi negociado com o Palmeiras ainda em 2006, numa transação que envolveu o lateral Lúcio indo na direção contrária. A passagem pelo Verdão não rendeu os resultados esperados, e o atacante retornou à Ponte Preta em 2007 para disputar a Série B. A sequência incluiu uma passagem rápida pelo Al-Nassr, da Arábia Saudita, antes de Roger encontrar um dos períodos mais produtivos de sua carreira no Sport, clube do Recife, em 2008. Pelo Leão pernambucano, conquistou o Campeonato Pernambucano, a Copa do Brasil e foi peça importante na campanha do clube no Campeonato Brasileiro daquele ano.
No início de 2009, ainda com os direitos econômicos pertencentes ao São Paulo, Roger foi emprestado ao Fluminense numa negociação que envolveu o jogador Arouca. A estadia no Rio de Janeiro foi curta: apenas quatro meses, sem muito espaço no time titular, especialmente após a chegada do centroavante Fred. O caminho seguinte levou Roger ao Vitória, de Salvador, onde viveu uma temporada de contradições. Foi o artilheiro do clube no Brasileirão e chegou a disputar a artilharia do campeonato no primeiro turno, mas foi alvo de duras críticas da torcida por desperdiçar oportunidades importantes ao longo da temporada. Às turbulências em campo somaram-se desafios pessoais de grande peso: sua filha Giulia nasceu com um raro problema genético que comprometia sua visão, e a família chegou a viajar para a China em busca de tratamento.
Roger retornou ao São Paulo para a temporada de 2010 e, sem espaço no clube, foi emprestado ao Guarani, onde voltou a marcar gols com regularidade, chegando a brigar pela artilharia do Campeonato Brasileiro nas primeiras rodadas. Em julho de 2010, o São Paulo confirmou sua venda para o Kashiwa Reysol, do Japão, por 1 milhão de dólares. A passagem pelo futebol japonês marcou uma nova fase em sua carreira, demonstrando a flexibilidade necessária para se adaptar a culturas futebolisticas muito distintas. Em 2011, aceitou um empréstimo ao Ceará, retornou ao Japão para uma nova temporada e em 2012 chegou ao seu quinto clube diferente: a Ponte Preta, desta vez declarando publicamente que voltava ao clube do coração.
O retorno à Ponte foi seguido por um segundo período no Sport, anunciado em dezembro de 2012. Marcou o gol do empate na reestreia pelo clube pernambucano, em janeiro de 2013, pela Copa do Nordeste. Depois, veio o Atlético Paranaense, em setembro de 2013, e em seguida o Suwon Bluewings, da Coreia do Sul, onde ficou por uma temporada antes de retornar ao Brasil pela Chapecoense. Em setembro de 2015, foi anunciado pelo Bahia, e logo em sua estreia pelo Tricolor de Aço marcou e deu assistência no empate de 2 a 2 contra o Ceará, na Arena Castelão.
Em janeiro de 2016, Roger assinou com o Red Bull Brasil para o Campeonato Paulista e viveu ali um dos seus momentos mais marcantes: terminou a competição como artilheiro, com 11 gols marcados. Depois vieram a Ponte Preta mais uma vez, o Botafogo, onde chegou para disputar a Copa Libertadores de 2017, o Internacional, pelo qual estreou em vitória de 3 a 0 sobre o Novo Hamburgo, e o Corinthians, clube no qual assinou em abril de 2018. No Timão, marcou seu primeiro gol em empate por 1 a 1 contra o Sport, em Recife.
Após mais uma passagem rápida pelo Ceará em 2019, Roger voltaria à Ponte Preta pela quinta e última vez em 17 de maio de 2019. Ao todo, entre as cinco passagens pelo clube campineiro, disputou 201 jogos e marcou 67 gols, números que o tornam um dos maiores artilheiros da história recente da Macaca. Depois de breve passagem pelo Operário-PR em 2020 e de uma última temporada pela Inter de Limeira no Campeonato Paulista de 2021, anunciou sua aposentadoria em 17 de maio daquele ano, assumindo simultaneamente o cargo de gerente de futebol do clube alvinegro. Poucos meses depois, em agosto de 2021, assumiu interinamente o comando técnico da Inter de Limeira, iniciando sua carreira como treinador e dando continuidade a uma ligação profunda com o futebol que as chuteiras sozinhas já não eram capazes de satisfazer.

