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Segunda Guerra Mundial

Conflito militar global ocorrido entre 1939 e 1945

7 min de leitura01/01/2024
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A Segunda Guerra Mundial foi o maior e mais devastador conflito que a humanidade já travou. Entre 1939 e 1945, mais de cem milhões de soldados foram mobilizados por dezenas de nações, e entre cinquenta e setenta milhões de pessoas perderam a vida — uma cifra que inclui não apenas combatentes, mas civis massacrados, populações inteiras varridas por bombas, fome e doenças, e seis milhões de judeus assassinados sistematicamente pelo regime nazista alemão num crime que recebeu o nome de Holocausto.

As raízes do conflito estavam enterradas nos escombros da Primeira Guerra Mundial. O Tratado de Versalhes de 1919 havia punido a Alemanha com indenizações pesadas, perdas territoriais de cerca de 13% do território nacional, a proibição de manter um exército significativo e a atribuição exclusiva da culpa pela guerra. A humilhação gerou um caldeirão de ressentimento nacionalista que o frágil governo democrático da República de Weimar foi incapaz de conter. Quando a Grande Depressão estourou em 1929 e o desemprego chegou a um terço da força de trabalho alemã, Adolf Hitler e o Partido Nacional-Socialista ofereceram bodes expiatórios convenientes — os judeus, os comunistas, os tratados impostos pelos vencedores — e uma promessa de grandeza restaurada. Em 1933, Hitler era chanceler.

Enquanto a Alemanha rearma às claras, o mundo hesitou. França e Inglaterra apostaram na chamada política de apaziguamento, cedendo ao ditador em esperança de comprar a paz. A anexação da Áustria em 1938 e a desmembração da Tchecoslováquia foram aceitas sem guerra. Mas quando a Alemanha invadiu a Polônia em 1 de setembro de 1939, França e Grã-Bretanha finalmente declararam guerra. A Segunda Guerra Mundial havia começado oficialmente.

A fase inicial do conflito foi dominada pelas forças alemãs. A doutrina da Blitzkrieg — guerra-relâmpago combinando blindados, aviação e infantaria motorizada — superou as defesas estáticas aliadas. A França, considerada o maior exército terrestre do mundo, capitulou em apenas seis semanas, em junho de 1940. O exército britânico foi expulso do continente em Dunquerque. A Batalha da Grã-Bretanha que se seguiu foi o primeiro grande revés do Eixo: a Royal Air Force impediu a Luftwaffe de conquistar o domínio aéreo necessário para uma invasão das ilhas britânicas, e Hitler precisou adiar indefinidamente a operação.

O conflito ganhou dimensões verdadeiramente globais em 1941. Em junho, a Alemanha lançou a Operação Barbarossa, a maior invasão terrestre da história, contra a União Soviética — quebrando o pacto de não-agressão assinado dois anos antes. O exército vermelho recuou por centenas de quilômetros, sofrendo baixas colossais, mas não colapsou. Em dezembro do mesmo ano, o Japão atacou a base naval americana de Pearl Harbor, no Havaí, arrastando os Estados Unidos para o conflito. O que havia começado como uma guerra europeia era agora uma guerra com teatros simultâneos na Europa, no norte da África, no Pacífico e no sudeste asiático.

A virada decisiva veio em 1942 e 1943. Na frente soviética, a Batalha de Stalingrado entre agosto de 1942 e fevereiro de 1943 terminou com a rendição do 6º Exército alemão — a primeira derrota catastrófica das forças de Hitler — e inverteu o ímpeto da guerra no Leste. No norte da África, as forças do general Montgomery derrotaram Rommel em El Alamein. No Pacífico, a Batalha de Midway em junho de 1942 destruiu o poder aeronaval japonês e interrompeu a expansão do Japão.

O Dia D, em 6 de junho de 1944, foi o maior desembarque anfíbio da história: mais de 150 mil soldados aliados cruzaram o Canal da Mancha e desembarcaram nas praias da Normandia. A partir daí, as forças aliadas avançaram pelo oeste enquanto os soviéticos empurravam pelo leste. Berlim foi capturada pelos soviéticos em maio de 1945, Hitler suicidou-se no seu bunker, e a rendição alemã foi assinada em 8 de maio — o Dia da Vitória na Europa. No Pacífico, a guerra terminou em agosto de 1945 com um evento sem precedentes: os Estados Unidos lançaram bombas atômicas sobre Hiroshima, em 6 de agosto, e Nagasáqui, em 9 de agosto, as únicas vezes em que armas nucleares foram usadas em combate. O Japão rendeu-se formalmente em 2 de setembro de 1945.

As consequências foram transformadoras. A Europa estava arrasada materialmente e psicologicamente. A Organização das Nações Unidas foi criada para evitar que semelhante catástrofe se repetisse. Os Estados Unidos e a União Soviética emergiam como as duas superpotências do planeta, e sua rivalidade ideológica daria origem à Guerra Fria que definiria as próximas quatro décadas. Na Ásia e na África, os impérios coloniais enfraquecidos pela guerra não conseguiram resistir às ondas de descolonização. O mundo de 1945 era irreconhecível em comparação com o de 1939.

O Holocausto deixou uma marca indelével na consciência moral da humanidade. O extermínio sistemático de seis milhões de judeus — além de ciganos, deficientes, homossexuais, prisioneiros soviéticos e opositores políticos — revelou até onde a burocracia moderna e a ideologia de ódio podiam levar um Estado. O processo de Nuremberg, onde líderes nazistas foram julgados por crimes de guerra e crimes contra a humanidade, estabeleceu precedentes jurídicos que ainda hoje fundamentam o direito internacional.

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