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Renato Aragão

Ator e comediante brasileiro

7 min de leitura01/01/2024
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Antônio Renato Aragão OMC (Sobral, 13 de janeiro de 1935) é um comediante, ator, empresário, apresentador, roteirista, produtor, advogado e filantropo brasileiro. Amplamente reconhecido como um dos maiores nomes do humor na história do Brasil e uma das figuras mais influentes da televisão e do entretenimento nacional. Notabilizou-se por sua longa trajetória à frente do grupo Os Trapalhões (1964–1995), no qual deu vida ao icônico personagem Didi Mocó, consolidando-se como um dos artistas mais populares do país ao longo de várias décadas. Sua obra, marcada por um estilo cômico acessível e de grande apelo popular, exerceu papel significativo na formação do imaginário cultural brasileiro, alcançando milhões de espectadores tanto na televisão quanto no cinema.

Formado em direito pela Faculdade de Direito do Ceará da Universidade Federal do Ceará em 1961, iniciou sua carreira na TV Ceará na década de 1960, viajando posteriormente para o sul, onde trabalhou em vários programas nas mais variadas emissoras, como TV Excelsior, Record e TV Tupi. Nesta época, criou o personagem Didi Mocó, com o qual estrelou uma série de humorísticos, como Os Adoráveis Trapalhões e Os Insociáveis. Em 1974, retornou a Tupi, desta vez ao lado dos amigos Dedé Santana, Mussum e Zacarias, com qual formou o quarteto humorístico Os Trapalhões, que posteriormente transferiram-se para a TV Globo, tornando-se um sucesso de público e audiência por três décadas consecutivas. Paralelamente à sua atuação na televisão, destacou-se no cinema brasileiro ao protagonizar uma série de produções de grande sucesso de bilheteria, especialmente ao lado de seus colegas de grupo, em filmes que figuram entre os mais assistidos da história do cinema nacional, reforçando sua popularidade junto ao público e sua relevância na indústria cinematográfica.

Após o fim definitivo dos Trapalhões em 1995, Aragão permaneceu em carreira solo, dando continuidade à sua carreira com participações em programas televisivos, especiais humorísticos e produções cinematográficas, além de realizar aparições em entrevistas e eventos comemorativos relacionados à história da televisão brasileira; e continuou a atuar como apresentador do Criança Esperança, iniciativa beneficente de grande alcance nacional, entre 1986 a 2012. Nesse contexto, também exerceu o papel de embaixador do UNICEF no Brasil, envolvendo-se em campanhas voltadas à defesa dos direitos da infância e da adolescência. Em 1998, criou um novo programa, A Turma do Didi, que permaneceu no ar até 2010, tendo sido substituído por um derivado, Aventuras do Didi, cujo término dois anos depois.

Nas décadas mais recentes, manteve-se ativo por meio de participações esporádicas na mídia e presença em plataformas digitais, incluindo redes sociais, nas quais compartilha conteúdos voltados ao entretenimento e à memória de sua trajetória artística. Nesse período, sua carreira também foi ocasionalmente objeto de debates e controvérsias na mídia, envolvendo relatos sobre sua relação profissional com antigos colegas de elenco, decisões artísticas ao longo de sua trajetória e supostas declarações públicas repercutidas pela imprensa.

Nascido no interior do Ceará em 13 de janeiro de 1935, bacharel em Direito e filho do escritor sobralense Paulo Ximenes Aragão (1897-1979) e da professora Dinorá Lins (1894-1977). Em 1955, tornou-se oficial do Exército (segundo-tenente de infantaria), formado pelo Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR). Ainda estudante de Direito, em 5 de setembro de 1958, enquanto voltava de Recife para Fortaleza, Renato era um dos passageiros a bordo do avião Curtiss C-46 Commando, prefixo PP-LDX, do Lóide Aéreo Nacional, que caiu na região do Serrotão, próximo ao Aeroporto Presidente João Suassuna, em Campina Grande (PB). Ele e um amigo sobreviveram ajudando outros sobreviventes até a chegada dos socorristas, que abriram caminho na mata com facões para chegar ao local da queda. Renato e o amigo andaram até uma cidade próxima onde souberam que haviam sido dados como mortos, pelo rádio. A muito custo, conseguiram voltar para Fortaleza. Anos depois, formou-se em Direito, na Faculdade de Direito do Ceará, em 1961.

Renato Aragão é primo do ator e diretor Paulo Leão.

Aos 24 anos, inscreveu-se num concurso da TV Ceará para trabalhar como "realizador" - uma espécie de diretor, redator e produtor de programas. Ele venceu, demonstrando seu talento e em pouco tempo já trabalhava como ator. O primeiro programa de televisão de que participou foi Vídeo Alegre. Em 1964, Renato mudou-se para o Rio de Janeiro a fim de estudar direção de programas e logo foi contratado pela TV Tupi de São Paulo para trabalhar no humorístico A, E, I, O...URCA. A mudança para a TV Excelsior em 1966, lhe proporcionou a oportunidade de criar um humorístico próprio; nascia então Os Adoráveis Trapalhões, em que contracenava com Wanderley Cardoso, Ivon Curi e Ted Boy Marino.

Apesar de ter participado de muitos outros programas humorísticos, Aragão nunca se esqueceria da fórmula utilizada em Adoráveis Trapalhões, e finalmente conseguiria consagrá-la em 1974, ao estrear Os Trapalhões, já regresso à TV Tupi, ao lado de Dedé Santana, Mussum e Zacarias). Renato Aragão atuou em diversos filmes, tendo alguns recebido premiações estrangeiras, como Os Vagabundos Trapalhões e O Cangaceiro Trapalhão, no Festival Internacional de Cinema para a Infância e Juventude (Portugal), em 1984, e Os Trapalhões e a Árvore da Juventude, no III Festival de Cine Infantil de Ciudad Guayana (Venezuela), em 1993. Entre outras grandes personalidades, Renato Aragão atuou com Pelé em 1986 no filme Os Trapalhões e o Rei do Futebol, quando gravou cenas em um Maracanã lotado antes de uma partida de seu clube de coração, o Vasco da Gama. Fundou, em 1977, a Renato Aragão Produções Artísticas Ltda., responsável pela produção de filmes, programas de televisão, vídeos e shows, dentre outros. Recebeu, em 1980, o título de Cidadão do Estado do Rio de Janeiro e, em 1982, o título de Personalidade Ilustre do Estado do Rio de Janeiro, ambos concedidos pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Em 1991, tornou-se representante especial do UNICEF e embaixador do mesmo órgão, em prol da infância brasileira. Foi condecorado chanceler da Ordem do Rio Branco, título concedido pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), em 1994. Nesse mesmo ano, foi agraciado com a admissão na Ordem Nacional do Mérito Educativo, no grau de oficial, por indicação do Ministério da Educação e do Desporto. Ainda em 1994, Renato Aragão estreou um programa em Portugal, a convite da emissora portuguesa SIC, com a participação dos atores Dedé Santana e Roberto Guilherme, além de vários artistas portugueses. Em 1995, recebeu o título de Cidadão Paulistano, concedido pela Câmara Municipal de São Paulo. O grupo "Os Trapalhões" entrou para o Guinness Book, o livro dos recordes, em 1997, como o humorístico brasileiro que permaneceu por mais tempo em exibição na TV.

Renato ficou afastado da TV depois da morte de seus companheiros Zacarias e Mussum (sem esquecer o querido Tião Macalé). Em 1998, estreou um programa inédito, com formato diferente, A Turma do Didi. No ano 2000, festejou seus 40 anos de carreira. Em 2002, sua empresa Renato Aragão Produções Artísticas Ltda comemorou 25 anos de sucesso. Nesse mesmo ano, Renato lançou o livro Meus Caminhos. Em 2004, os personagens Didi e Dedé, interpretados por Renato Aragão e Dedé Santana, se reconciliaram no programa Criança Esperança, ao som da canção "No Mundo da Lua", de Michael Sullivan e Paulo Massadas. Em 2011, foi homenageado pela escola de samba paulista X-9 Paulistana. O enredo foi: "De eterna criança a embaixador da esperança... Renato Aragão, Didi Trapalhão!".

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