civilizacoes perdidas

Real Academia da História

Instituição espanhola

5 min de leitura01/01/2024
Anúncio

A Real Academia da História (em castelhano: Real Academia de la Historia) é uma instituição encarregada do estudo da História da Espanha, «antiga e moderna, política, civil, eclesiástica, militar, das ciências, letras e artes, ou seja, dos diversos ramos da vida, civilização e cultura dos povos espanhóis», e tem sua sede em Madrid.

As origens da Real Academia da História estão nas tertúlias celebradas por vários eruditos, desde 1735, no domicílio de Julián Hermosilla, advogado dos Reais Conselhos, para tratar assuntos de História.

Posteriormente, transferiram suas tertúlias aos salões da recém-criada Real Biblioteca e solicitaram a proteção do rei Filipe V, que lha outorgou criando oficialmente a Real Academia da História mediante Real Decreto de 18 de abril de 1738, e aprovando seus estatutos mediante Real Cédula em 17 de junho do mesmo ano, onde se estabelecia que a finalidade da Academia era a de esclarecer «A importante verdade dos acontecimentos, desterrando as fábulas introduzidas pela ignorância ou pela malícia, conduzindo ao conhecimento de muitas coisas que escureceu a antiguidade ou tem sepultado o descuido».Em 1785, Carlos III ordena sua transferência para a Casa da Panadería, na praça Maior de Madrid, onde já estava localizada a biblioteca da Real Academia da História desde 1775.

Em 1836, o governo de Juan Álvarez Mendizábal, concedeu à academia um grande número de códices, documentos e livros, além do casarão chamado Novo Rezado em Madrid, na rua do Leão, número 21, que tinha pertencido aos monges Jerônimos do Escorial até a desamortização dos bens das ordens religiosas, para onde se transferiu oficialmente por Real Ordem de 23 de julho de 1837, ainda que, na prática não tenham sido completamente transferidos até 1874.

Desde 1 de janeiro de 1938, data de sua criação, faz parte do Instituto de Espanha.

Em fevereiro de 2009 a rainha Sofia presidiu em Madrid o ato de apresentação do Atlas Cronológico da História de Espanha (ACHE), a primeira obra de referência de caráter normativo, elaborada pela Real Academia da História e editada pelo Grupo SM. É uma obra acessível por Internet para usuários registrados.

Em 21 de julho de 1999 a Real Academia da História assinou um convênio com o Ministério da Educação, Cultura e Desporto da Espanha com a finalidade de desenvolver num prazo de oito anos o Dicionário Biográfico Espanhol, que conterá cerca de 40 000 biografias de personagens destacados na história da Espanha. Em dezembro de 2008 o Centro de Estudos Biográficos publicou na internet os dados biográficos mínimos dos mais de 40 000 personagens que incluir-se-ão na primeira edição do Dicionário Biográfico Espanhol.

Em maio de 2011, os reis da Espanha presidiram a apresentação do Dicionário Biográfico Espanhol. Mais especificamente, Dom Juan Carlos e Sofia da Grécia receberam seus primeiros 25 tomos, que esteve completa em seus cinquenta volumes em setembro de 2013.

A atual sede da Real Academia da História foi desenhada pelo arquiteto Juan de Villanueva, e o edifício tinha como finalidade abrigar os livros de rezos (daí o nome do casarão de Novo Rezado) dos monges Jerônimos do monastério do Escorial, por isso encontra-se uma grelha, símbolo do martírio de São Lourenço, na fachada do edifício. As obras de construção começaram em 1788, com austeridade na ornamentação, mas com grandes proporções e valiosos materiais. As crônicas da época contam a admiração das pessoas, quando viram entrar por Madri os carregadores que conduziam as jambas e o dintel da porta sendo puxados por vinte e oito pares de bois.

Em 1836, o edifício foi desamortizado pelo governo de Mendizábal e judiciado à Real Academia da História. Entre 1871 e 1874, iniciaram-se as fases de reforma, a cargo do arquiteto Eduardo Saavedra, e o prédio foi declarado Monumento Nacional em 1945. Ao Casarão do Novo Rezado anexaram-se em 1974 o palácio do Marqués de Molins e uma pequena casa da rua das Huertas, completando assim todo o complexo entre as ruas León, Huertas, Amor de Deus e Santa María.

A Real Academia da História é regida pela Junta de Governo, que se reúne todas as sextas-feiras não feriados às sete da tarde, e está formada por:

O Diretor, eleito a cada três anos em votação secreta pelos Numerários presentes na última junta do ano, nomeia os interinos quando se produzem vagas.

O Secretário, eleito entre uma terna de candidatos de maneira vitalícia, é o chefe administrativo da Academia e executor dos acordos.

O Censor, eleito a cada três anos entre uma terna de candidatos, preza pelo exato cumprimento do Estatuto, Regulamento e acordos.

O Tesoureiro, eleito anualmente entre uma terna de candidatos, gere os rendimentos e despesas da Academia.

O Bibliotecário, eleito entre uma terna de candidatos de maneira vitalícia, tem a seu cargo a coleção de livros da Academia.

Anúncio
Anúncio

Em breve no aplicativo World in Stories

Áudio, download offline, sem anúncios e muito mais.

Conhecer Premium

Histórias Relacionadas