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Paulo Vieira

Humorista brasileiro

5 min de leitura20/08/2026
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Paulo Henrique Vieira da Silva é um dos nomes mais versáteis e carismáticos do humor brasileiro contemporâneo. Nascido em Trindade, Goiás, em 1992, o artista se mudou ainda criança para Palmas, no Tocantins, onde cresceu e desenvolveu sua identidade cultural, assumindo-se como tocantinense. Além de sua trajetória profissional, Paulo é conhecido por sua devoção ao Candomblé, religião que influencia tanto sua vida pessoal quanto sua arte. Sua trajetória é marcada pela dedicação ao humor desde a infância, quando começou a estudar teatro aos cinco anos e, aos doze, já pisava nos palcos profissionalmente em sua cidade natal.

A carreira de Paulo Vieira ganhou impulso quando, aos 18 anos, foi convidado a participar de um show do grupo Comédia em Pé em Palmas. Após a apresentação, ele mergulhou de cabeça no stand-up comedy, fundando com amigos o primeiro coletivo dedicado ao gênero no Tocantins, o Tô na Comédia. Essa iniciativa não só impulsionou a cena local como também chamou a atenção de jurados e plateias maiores, levando-o a conquistar prêmios nacionais, como o Prêmio Multishow de Humor em 2014 e o Risadaria de Humor Brasileiro em 2015. Seu talento rápido e sua capacidade de conectar com o público foram reconhecidos ainda no quadro Quem Chega Lá, do Domingão do Faustão, consolidando seu nome no cenário nacional.

Em 2015, Paulo estreou o espetáculo teatral Torrenegra, ao lado de Kaká Nogueira e Thiago Omena, com direção de Ana Isabel Friedlander e texto de Wilson Fumoy. A peça, produzida pela Companhia Cenaberta de Teatro, percorreu capitais como Palmas, Goiânia e Belo Horizonte até 2017, mostrando sua versatilidade além do stand-up. No mesmo ano, participou do Programa do Porchat na RecordTV, onde atuou como sidekick de Fábio Porchat e protagonizou o quadro Emergente Como a Gente, uma sátira bem-humorada sobre as dificuldades financeiras de pessoas comuns. Em 2017, lançou seu primeiro projeto musical, o EP Circo das Pulgas, com quatro canções autorais e produção de Gustavo Ruiz e arte de capa assinada por Tulipa Ruiz.

Aproveitando a visibilidade do programa, Paulo realizou outro sonho em 2018: fundou a empresa Viva Jalapão, que combina turismo no Parque Estadual do Jalapão, no Tocantins, com ações sociais em prol da comunidade local. Naquele mesmo ano, estreou o espetáculo Juntei Tudo Para Te Contar, uma reflexão bem-humorada sobre sua infância interiorana e os desafios da vida de ator iniciante. Sua habilidade para transitar entre diferentes formatos artísticos ficou ainda mais evidente em 2019, quando dirigiu o suspense teatral O Antiquário Frankl, também pela Cia. Cenaberta, demonstrando seu talento por trás das câmeras e no palco.

A virada na carreira televisiva veio em 2019, quando Paulo foi contratado pela Rede Globo. Inicialmente, integrou o elenco do humorístico Zorra, mas logo ganhou destaque ao interpretar Seu Fininho na Escolinha do Professor Raimundo, personagem originalmente vivido por André Mattos nos anos 1990. Ainda naquele ano, estreou no programa Se Joga com o quadro Isso é Muito Minha Vida e participou do média-metragem Se Beber, Não Ceie, produzido pelo Porta dos Fundos em parceria com a Netflix, especial que conquistou o Emmy Internacional de Melhor Comédia em 2019. Sua trajetória na Globo continuou com o programa Fora de Hora, apresentado ao lado de Renata Gaspar, uma sátira telejornalística que, devido à pandemia, foi adaptada para o formato podcast.

Durante a pandemia de COVID-19, Paulo expandiu sua atuação com o quadro Como Lidar? no Fantástico, oferecendo doses de humor e reflexão em meio ao isolamento social. Também em 2020, estreou com Fernando Caruso no programa Cada Um no Seu Quadrado, na Globoplay, uma produção que explorava o cotidiano com muito bom humor. Em 2021, assumiu a apresentação do Rolling Kitchen Brasil no GNT, um jogo culinário inovador que combinava competição, gastronomia e dinâmicas surpreendentes, como um palco que se movimentava durante as provas. No ano seguinte, sua presença no reality show Big Brother Brasil, com o quadro Big Terapia, trouxe ainda mais visibilidade ao seu trabalho, mostrando sua capacidade de interagir com diferentes gêneros de entretenimento.

Em 2022, Paulo lançou seu primeiro livro infantil, O Dia Que a Árvore do Meu Quintal Falou Comigo, pela editora HarperKids. Narrado em primeira pessoa, o livro conta a história de uma criança que conversa com uma árvore desejosa de explorar o mundo, uma obra que reflete sua sensibilidade e criatividade para alcançar públicos de diferentes idades. Além disso, em 2023, coordenou a cerimônia de entrega do Prêmio Sim à Igualdade Racial ao lado de Lucy Alves e Sheron Menezzes, reforçando seu compromisso com pautas sociais e culturais. Em 2025, deu um passo ousado ao criar e roteirizar a série Pablo & Luisão, exibida no Globoplay, onde retrata as aventuras de seu pai, Aílton Graça, e do amigo Otávio Müller, explorando com humor as relações familiares e a vida no interior.

Com uma carreira que vai do teatro ao streaming, passando por televisão, cinema e literatura, Paulo Vieira se estabeleceu como um dos humoristas mais dinâmicos e multifacetados do Brasil. Sua trajetória, que começou em uma cidade do interior do Tocantins, é um exemplo de como o talento, aliado à persistência e à versatilidade, pode romper fronteiras geográficas e artísticas. Além disso, sua participação em projetos sociais e seu engajamento em causas culturais demonstram que seu protagonismo vai além do palco, transformando-se em influência positiva para novas gerações de artistas.

O humor de Paulo Vieira é reconhecido pela capacidade de unir sarcasmo, ternura e crítica social, sempre com um tom acessível e envolvente. Seja interpretando personagens, dirigindo peças ou criando roteiros originais, ele mantém uma conexão autêntica com o público, seja nas grandes capitais ou nas pequenas cidades que visita em seus programas. Seu sucesso recente com séries e livros infantis mostra que sua criatividade não tem limites, e que sua mensagem de alegria e reflexão pode ser adaptada para os mais diversos formatos e audiências.

Hoje, Paulo Vieira é mais do que um humorista: é um fenômeno cultural que transita entre o riso e a responsabilidade, entre a arte e a comunidade. Sua trajetória inspira não só pela qualidade de seu trabalho, mas também pela maneira como utiliza a plataforma que conquistou para dar voz a causas importantes e para mostrar que o humor pode ser uma ferramenta de transformação social. Em um cenário artístico cada vez mais competitivo, ele se destaca por manter a essência de sua origem tocantinense, sem perder a capacidade de inovar e de se reinventar constantemente.

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