Osama bin Laden nasceu no dia 10 de março de 1957 na cidade de Riade, Arábia Saudita. Filho da rica família Bin Laden, ele foi criado no islamismo sunita e teve uma formação educacional sólida, embora sua paixão pelo jihadismo e a luta contra o ocidente fosse adquirindo forma ao longo do tempo.
Com a Guerra Soviético-Afegã (1979-1989), bin Laden se uniu aos mujahidin afegãos, contribuindo para combater a ocupação soviética. Em 1984, ele fundou o Maktab al-Khidamat (MAK), que se tornaria um importante centro de recrutamento e financiamento para os mujahidin. O MAK era responsável por atrair voluntários estrangeiros para ajudar a luta contra o exército soviético.
Em 1988, bin Laden fundou a al-Qaeda, uma organização que se propunha a organizar e financiar militantes islâmicos globalmente. Sua visão era criar um califado pan-islâmico, estabelecendo uma base para atividades terroristas. O ataque ao World Trade Center em 1993 foi o primeiro grande golpe da al-Qaeda contra os Estados Unidos.
A expulsão de bin Laden da Arábia Saudita em 1991 gerou um novo capítulo na história do terrorismo a partir de seu retorno ao Afeganistão. Lá, ele continuou a liderar os esforços terroristas e guerrilheiros da al-Qaeda. Em 1996, o Sudão expulsou bin Laden, levando-o novamente ao Afeganistão sob controle do Talibã.
Os ataques de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos foram planejados por bin Laden e Khalid Sheikh Mohammed. Estes ataques devastaram a infraestrutura americana, resultando em mais de 2.977 mortes. O mundo entrou em uma era de guerra antiterrorista intensa, culminando na invasão do Afeganistão pelos Estados Unidos em 2001.
A caça internacional a bin Laden continuou até 2011, quando um grupo de SEALs dos Estados Unidos o matou durante uma operação no Paquistão. A morte de bin Laden marcou um ponto final para sua liderança da al-Qaeda e o início de uma nova era para a luta antiterrorista.
Muitos muçulmanos veem bin Laden negativamente, apesar de alguns islamistas considerarem-no um herói heroico. Em todo o mundo, ele é visto como um símbolo do terrorismo. Sua vida e obra são uma complexa mistura de história, política e religião que continua a influenciar as relações entre islamistas e o Ocidente até hoje.
Sua romanização no ocidente frequentemente varia, com "bin Laden" sendo mais comum na primeira frase, enquanto "Usama bin Laden" ou "Osama bin Laden" são usados em referências posteriores. Sua história é um refletor complexo das lutas internas do islamismo moderno e suas relações com o mundo ocidental.