Orlando Jonathan Blanchard Copeland Bloom nasceu em 13 de janeiro de 1977, na histórica cidade de Cantuária, no sudeste da Inglaterra. Seu nome foi escolhido como homenagem ao compositor inglês do século XVI Orlando Gibbons, um detalhe que revela o interesse cultural da família. Tem uma irmã mais velha, Samantha, que também trilhou o caminho das artes. A infância de Orlando foi marcada por uma revelação que só viria mais tarde: ele cresceu acreditando que seu pai era o romancista sul-africano Harry Saul Bloom, marido de sua mãe, que faleceu quando Orlando tinha apenas quatro anos. Mas aos 13 anos, sua mãe revelou que o pai biológico era Colin Stone, companheiro da família que se tornou seu guardião legal.
A mãe de Orlando, Sonia Constance Josephine Copeland, nascida em Calcutá, na Índia, levou uma vida de muitos deslocamentos antes de se estabelecer na Inglaterra. Orlando foi criado na fé anglicana, estudou nas escolas St Peter's Methodist Primary, King's School e St Edmund's School, em Cantuária. A descoberta de que era disléxico na infância foi um ponto de inflexão: em vez de deixar que a dificuldade de aprendizado fosse um obstáculo, sua mãe o incentivou a buscar expressão nas artes. Ele começou com aulas de teatro e de artes visuais.
Aos 16 anos, Orlando se mudou para Londres, onde concluiu um curso profissional de Teatro, Fotografia e Escultura na Fine Arts College. Em seguida, juntou-se ao National Youth Theatre, onde passou duas temporadas, e conquistou uma bolsa de estudos para a British American Drama Academy. O próximo passo foi a Guildhall School of Music and Drama, uma das mais respeitadas escolas de artes cênicas do mundo, onde estudou representação por três anos. Dois dias após sua formatura, a vida o surpreendeu com uma oferta que poucas pessoas recebem tão cedo: o papel de Legolas na trilogia O Senhor dos Anéis.
O processo de filmagem não foi isento de percalços físicos. Durante as gravações, Orlando caiu de um cavalo e fraturou uma costela, mas se recuperou e concluiu seu trabalho. Quando os filmes chegaram aos cinemas, o sucesso foi estrondoso. A trilogia baseada na obra de J.R.R. Tolkien tornou-se um fenômeno cultural que redefiniu o cinema de fantasia, e Legolas, o elfo arqueiro de movimentos graciosos e precisão letal, ficou gravado no imaginário coletivo. Em 2002, Orlando foi incluído na lista das 25 Hottest Stars Under 25 da revista People, que dois anos depois o elegeu o solteirão mais atraente do mundo.
Em 2001, ainda durante as filmagens da trilogia tolkieniana, fez uma aparição em Black Hawk Down, dirigido por Ridley Scott. Logo depois veio Ned Kelly, onde interpretou Joe Byrne, um dos foras da lei do bando de Heath Ledger. Em 2003, consolidou definitivamente sua popularidade com Pirates of the Caribbean: The Curse of the Black Pearl, onde seu personagem Will Turner contrastava perfeitamente com o excêntrico Capitão Jack Sparrow de Johnny Depp. O sucesso foi tão grande que a Disney encomendou outras duas partes, filmadas simultaneamente, e a trilogia rendeu mais de 2 bilhões de dólares ao todo.
Em 2004, interpretou Páris em Troy, o épico de Wolfgang Petersen baseado na Ilíada de Homero, ao lado de Brad Pitt e Eric Bana. Em 2005 voltou a trabalhar com Ridley Scott em Kingdom of Heaven, interpretando Balian de Ibelin, mas o filme recebeu críticas mistas e resultados de bilheteria abaixo das expectativas. No mesmo ano, Elizabethtown com Kirsten Dunst também decepcionou crítica e público. Após concluir sua participação no franchise de Piratas em 2007, Orlando tomou a decisão de se afastar do cinema e retornar ao teatro, seu objetivo inicial. Participou da peça In Celebration no Duke's Theatre em Londres.
Os anos seguintes foram de filmes com resultados menos expressivos, mas em 2013 ele voltou à Broadway com a peça Romeo and Juliet, em Nova Iorque, um retorno triunfal às origens teatrais. No mesmo ano e em 2014, ele voltou ao universo tolkieniano ao interpretar novamente Legolas em dois filmes da trilogia The Hobbit. Em 2017 retornou também ao franchise Pirates of the Caribbean com Dead Men Tell No Tales, encerrando o arco do personagem Will Turner. Além da carreira artística, Orlando Bloom dedica parte de seu tempo ao trabalho humanitário como Embaixador da Boa Vontade da UNICEF, levando sua visibilidade global para causas que beneficiam crianças em situação de vulnerabilidade ao redor do mundo.

