biografias

Oleg Reabciuk

Jogador de futebol associação

4 min de leitura01/01/2024
Anúncio

A história de Oleg Reabciuk é, antes de mais nada, uma história de adaptação. Nascido em Ialoveni, cidade da Moldávia, em 16 de janeiro de 1998, o lateral-esquerdo cresceu como um cidadão do mundo desde cedo: aos quatro anos de idade, sua família se mudou para Portugal, deixando para trás a terra natal e abraçando uma nova cultura, um novo idioma e um novo jeito de viver o futebol.

Portugal seria o país que moldaria Reabciuk como jogador. Longe da Moldávia e da língua romena, ele aprendeu a se comunicar em português e mergulhou nas categorias de base do futebol lusitano com a determinação de quem precisa conquistar espaço num ambiente que não é o seu por nascimento. Entre 2009 e 2016, percorreu a formação de clubes como o NS Rio Maior, o Sporting e o Belenenses, acumulando experiências e refinando as qualidades defensivas e ofensivas que caracterizam um bom lateral no futebol moderno.

O salto decisivo veio em 2016, quando ingressou nas fileiras do Porto, um dos mais importantes clubes do futebol europeu. Chegar ao Porto é uma conquista que muito poucos jovens conseguem, e para um garoto moldavo criado em Portugal, representava a culminação de anos de dedicação e sacrifício. Em 2017, foi integrado ao Porto B, a equipe de reservas que disputa a Segunda Liga portuguesa, competição que serve de palco para a revelação e o amadurecimento de talentos do clube.

A temporada 2018-19 na Segunda Liga foi uma demonstração de regularidade e comprometimento profissional raros para um jovem de apenas vinte anos. Reabciuk participou de 31 jogos ao longo da campanha, e em 29 deles esteve em campo pelos 90 minutos completos, uma marca que revela não apenas qualidade técnica, mas também resistência física e o nível de confiança que o treinador depositava nele. Em apenas uma partida entrou como substituto, jogando somente um minuto, e numa outra não cumpriu o tempo total. O único jogo em que não foi utilizado foi contra a UD Oliveirense.

Essa constância chamou a atenção e abriu portas para um novo desafio. No verão de 2019, Reabciuk se transferiu para o Paços de Ferreira, clube com tradição no futebol português e reconhecido pela capacidade de desenvolver e valorizar jogadores jovens. A mudança significou mais minutagem, mais responsabilidade e mais exposição dentro do futebol profissional português.

Paralelamente à carreira nos clubes, Reabciuk seguiu um caminho interessante na sua seleção nacional. Apesar de ter crescido e se formado em Portugal, ele optou por defender as cores da Moldávia, a terra de seu nascimento, uma decisão que fala muito sobre identidade e pertencimento. Em 2016, representou a seleção moldava Sub-19 em dois jogos, iniciando seu vínculo oficial com a federação.

Em 2018, deu o passo esperado ao estrear pela seleção principal da Moldávia. Sua estreia aconteceu em uma derrota por 2 a 1 para a Costa do Marfim, partida em que entrou em campo e permaneceu por 65 minutos, tempo suficiente para demonstrar que estava à altura das exigências do futebol adulto entre seleções. Representar uma nação num cenário competitivo é sempre um passo carregado de significado, e para Reabciuk, que passou a infância num país diferente, vestir a camisa da Moldávia assumia uma dimensão ainda mais especial.

Mais tarde, Reabciuk seguiu sua carreira e acabou chegando ao Spartak Moscou, um dos clubes mais tradicionais da Rússia, ampliando ainda mais sua experiência internacional. Sua trajetória continua sendo uma das mais curiosas do futebol: um moldavo formado em Portugal, que escolheu defender a Moldávia mas construiu toda a base de sua carreira nas academias e campeonatos lusitanos. Uma história que cruza fronteiras, culturas e idiomas a cada capítulo.

Anúncio
Anúncio

Em breve no aplicativo World in Stories

Áudio, download offline, sem anúncios e muito mais.

Conhecer Premium

Histórias Relacionadas