misterios

Objeto voador não identificado

Termo para fenômenos aéreos não prontamente identificáveis

6 min de leitura01/01/2024
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Objeto voador não identificado (OVNI), também chamado de UFO (da sigla em inglês para unidentified flying object), e mais recentemente chamado de unidentified anomalous phenomenon (UAP) (em português: Fenômenos Anômalos Não Identificados), é um objeto ou luz vistos no céu (ou ocasionalmente em terra, ou no mar) que não consegue ser identificado pelos observadores com os meios de exame ao seu dispor.

A maioria dos relatos de objetos voadores não identificados, depois de investigados, são identificados como fenômenos mundanos ou naturais. Para uma parcela entre 25% e 30% dos casos estudados, não é encontrada explicação plausível.

O termo é amplamente usado para alegações de observação de aeronaves extraterrestres, mas não existe evidência científica para suportar a ideia de uma origem extraterrena.

O Relatório Condon, publicado em 1968 por um grupo de pesquisadores da Universidade do Colorado, sob direção científica do físico nuclear Dr. Edward Condon e financiado pela Força Aérea dos Estados Unidos – USAF, definiu OVNI como sendo um "estímulo que provoca um relato, por um ou mais indivíduos, de algo visto no céu (ou um objeto considerado capaz de voar, mas pousado na terra) que o observador não consegue identificar como tendo uma origem natural vulgar, parecendo-lhe suficientemente enigmática a ponto de comprometê-lo a fazer um relatório à polícia, autoridades governamentais, imprensa, ou talvez a representantes de organizações privadas devotadas ao estudo de tais objetos."

O falecido astrônomo e ufólogo estadunidense J. Allen Hynek, em seu livro The UFO Experience de 1972, dividiu seus pares em dois grupos. Um ridicularizava o assunto, se recusando a investigá-lo. O outro, se investigasse, o trataria como um fenômeno psicológico, mesmo que envolvesse mais de uma pessoa. Declarações foram contestadas por ele: de que nunca pessoas treinadas cientificamente relatavam OVNIs. Ele contestou. De que os relatos vinham de pessoas sem instrução, novamente contestou: não significava sem inteligência. Que vinham de pessoas com instabilidade mental. Hynek alegou que pesquisas com doentes mentais não comprovavam tal ligação. Em 1981, escreveu que três aspectos trouxeram grande descrédito ao tema: que os declarados OVNIs eram na maioria dos casos equívocos de eventos comuns; a crença do não estamos sós e grupos muito ativos de crentes em visitas celestiais, com fervor quase religioso. Para combater esses equívocos e a noção de que OVNI é sinônimo de visitantes espaciais, em 1972 ele o definiu como: "a percepção relatada de um objeto ou luz vistos no céu ou sobre a terra, cuja aparência, trajetória e comportamento dinâmico geral; e luminescente não sugerem uma explicação lógica e convencional, e que não só é incompreensível para os percipientes originais, mas permanece não identificada após um exame minucioso de todas as evidências disponíveis por pessoas tecnicamente capazes de, com bom senso, fazer uma identificação se ela for possível".

O astrofísico e ufólogo francês Jacques Vallée em seu livro Anatomy of a Phenomenon de 1965, propôs uma das primeiras definições de OVNI: seriam manifestações encontradas entre relatos da percepção de uma imagem visual, comumente interpretada pela testemunha como a de um objeto voador material, que possuiria pelo menos umas das seguintes características: uma aparência que, para a testemunha, seria incomum. Em 1990, em seu livro Confrontations, Vallee retomou a discussão de sua proposta de 1965 e a definição proposta por Hynek em 1972. As duas, na verdade, seriam insuficientes. Em Hynek, uma primeira inconsistência seria o pressuposto de que sempre haveria um grupo de pessoas capazes de chegar a um consenso sobre luzes estranhas e a segunda porque deixava de fora uma gama de fenômenos que outros pesquisadores consideravam importante no contexto OVNI, como o próprio Vallee. Esses fenômenos aparentemente distintos e não ligados aos objetos voadores não identificados, na verdade, integrariam um conjunto de fenômenos interligados, como seres vistos ou efeitos físicos incomuns em contexto não OVNI. Vallée reformulou sua definição: "Os fenômenos UFO são encontrados entre relatos de objetos, luzes, seres ou efeitos físicos que são considerados pelas testemunhas como anomalias por causa de sua aparência ou comportamento."

UFO é o acrônimo para Unidentified Flying Objects (Objetos Voadores Não Identificados). Esse termo foi criado no âmbito do Projeto Livro Azul, pelo capitão da USAF, Edward J. Ruppelt. Em seu livro The Report on Unidentified Flying Objects de 1956, Ruppelt declara: “UFO é o termo oficial que eu criei para substituir as palavras discos voadores". No Oxford English Dictionary, é atribuída a primeira referência publicada do termo ao major da Marinha Donald Keyhoe em 1953.

UAP é o acrônimo para Unidentified Aerial Phenomena (Fenômenos Aéreos Não Identificados) utilizado no âmbito da National Aviation Reporting Center on Anomalous Phenomena – NARCAP, como alternativa ao termo UFO, porque usado muitas vezes como sinônimo de espaçonave extraterrestre. Sua definição pela NARCAP guarda semelhanças com a definição do Relatório Condon e de Hynek. O cientista chefe da NARCAP, Dr. Richard F. Haines, definiu em 1980 o UAP como o estímulo visual que provoca um relatório de observação de um objeto ou luz vista no céu, com aparência e, ou dinâmica de voo que não possuam a lógica de um objeto voador convencional e que permaneça não identificado após a análise de todas as evidências disponíveis por pessoas que são tecnicamente capazes de fazê-lo.

PAN é o acrônimo para Phénomenès Aérospatiaux Non identifiés (Fenômenos Aeroespaciais Não Identificados), utilizado no âmbito do Grupo de Estudos e de Informações sobre os Fenômenos Aeroespaciais Não Identificados – GEIPAN do Centro Nacional de Estudos Espaciais – CNES da França.

PAN Classe A: Observação explicada de forma inequívoca;

PAN Classe B: Observação em que a suposição feita pelo GEIPAN é considerada muito provável;

PAN Classe C: Observação não explorada por falta de informações;

PAN Classe D: Observação não explicada apesar da evidência disponível para o GEIPAN.

PAN D1: Correspondente a fenômenos estranhos, associado a um único testemunho, nenhuma foto ou vídeo.

PAN D2: Que correspondem a fenómenos muito estranhos e alta consistência: várias testemunhas independentes e / ou fotografia ou vídeo e / ou vestígios na terra.

OANI é o acrônimo para Objetos Aéreos Não-Identificados, utilizado pela Força Aérea Brasileira, no âmbito do Sistema de Investigação de Objetos Aéreos Não Identificados - SIOANI, que foi uma estrutura organizacional criada pelo Comando da 4ª Zona Aérea, para investigação e pesquisa científica dos OANIs, entre os anos de 1969 e 1972. Sua área de atuação foi principalmente o Estado de São Paulo, mas investigou casos em vários outros.

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