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Marcos Aoás Corrêa

Futebolista brasileiro

4 min de leitura15/08/2026
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Marcos Aoás Corrêa, mais conhecido como Marquinhos, é um dos nomes mais emblemáticos do futebol brasileiro contemporâneo. Nascido em São Paulo no dia 14 de maio de 1994, o zagueiro construiu uma trajetória marcada por conquistas precoces e uma adaptação impressionante a diferentes realidades futebolísticas. Desde cedo, mostrou que seu talento não se limitava às categorias de base, onde se destacou no Corinthians antes de se profissionalizar aos 17 anos. Sua ascensão rápida chamou a atenção de clubes europeus, mas também gerou dúvidas sobre seu potencial como zagueiro, um estigma que ele superou com autoridade ao longo dos anos.

A passagem pelo Corinthians foi fundamental para o início de sua carreira profissional. Em 2012, ainda com 17 anos, Marquinhos estreou pelo Timão em uma partida do Campeonato Paulista e, semanas depois, foi incluído no elenco campeão da Copa Libertadores da América, mesmo sem atuar na competição. A decisão de Tite de negociá-lo, alegando que o jovem não teria físico para a zaga, contrastou com o futuro brilhante que o aguardava. O clube italiano Roma, entretanto, enxergou potencial no brasileiro e o contratou por cerca de 3 milhões de euros, um investimento que se provaria acertado em pouco tempo.

Na Roma, Marquinhos rapidamente se estabeleceu como titular, surpreendendo pela maturidade técnica e capacidade de saída de bola. Sua performance na temporada 2012–13, que incluiu a chegada à final da Copa da Itália, consolidou seu nome no futebol europeu. O desempenho chamou a atenção do Paris Saint-Germain, que desembolsou 31,4 milhões de euros pelo seu passe em julho de 2013. Desde então, o brasileiro se tornou peça-chave em um dos clubes mais dominantes da França, colecionando títulos e se adaptando a diferentes estilos de jogo sob vários treinadores.

A trajetória no PSG é um dos capítulos mais impressionantes de sua carreira. Marquinhos chegou ao clube francês como promessa e se transformou em um líder dentro e fora de campo. Embora tenha enfrentado períodos de menor regularidade, especialmente após a chegada de David Luiz, o defensor reassumiu a titularidade em 2016 e nunca mais saiu dela. Com o tempo, tornou-se vice-capitão e, após a saída de Thiago Silva, herdou a braçadeira de capitão. Sua capacidade de liderança foi crucial em momentos históricos, como a conquista inédita da Liga dos Campeões em 2025 e a Copa Intercontinental do mesmo ano, embora este último título tenha sido marcado por polêmicas devido a um pênalti cometido por ele na final.

Na Seleção Brasileira, Marquinhos também deixou sua marca. Começou a atuar pela equipe principal em 2013 e, desde então, se tornou presença constante nas convocações, especialmente sob o comando de Tite. Sua estreia ainda como jovem promessa abriu caminho para uma carreira internacional repleta de altos e baixos. Participou de duas Copas do Mundo, foi campeão da Copa América de 2019 e vice-campeão em 2021, além de conquistar a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro. Curiosamente, ele e outros companheiros de equipe em Londres 2012 não receberam medalhas de prata por não terem atuado em nenhuma partida, um detalhe que, anos depois, não ofuscou suas conquistas.

O estilo de jogo de Marquinhos é frequentemente associado à elegância e inteligência. Diferente de muitos zagueiros que se apoiam no físico, ele se destaca pela leitura de jogo, passes precisos e tranquilidade com a bola nos pés. Essa característica foi um divisor de águas em sua carreira, permitindo que se adaptasse a diferentes sistemas táticos, seja como líbero, zagueiro central ou até mesmo em ocasiões como lateral. Sua capacidade de iniciar jogadas a partir da defesa tornou-o um jogador versátil, valorizado tanto em clubes quanto na seleção.

Fora dos gramados, Marquinhos também é conhecido por sua personalidade discreta e profissionalismo. Primo do ex-jogador Moreno, ele sempre manteve um perfil baixo, mesmo após se tornar capitão de um clube como o PSG. Na Itália, foi chamado de Marcos para evitar confusão com o meia Marquinho, uma curiosidade que revela como o futebol europeu costuma adaptar nomes de jogadores estrangeiros. Essa adaptação, no entanto, não afetou seu desempenho, que continuou a brilhar em um dos campeonatos mais competitivos do mundo.

Apesar das críticas pontuais, como a polêmica no pênalti da Copa Intercontinental, Marquinhos construiu uma carreira sólida e respeitada. Sua trajetória é um exemplo de resiliência e evolução, passando de promessa questionada a ícone de um clube e capitão da seleção. Com 38 títulos pelo PSG, incluindo onze campeonatos franceses e duas Liga dos Campeões, ele já faz parte da história do futebol francês e brasileiro. Seu legado, no entanto, ainda pode crescer, especialmente se continuar a ser um líder dentro de campo nos próximos anos.

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