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Maguito Vilela

Advogado, político brasileiro, 13.º prefeito de Aparecida de Goiânia, 31.º prefeito de Goiânia, 12.º vice-governador e 72.º governador de Goiás

5 min de leitura01/01/2024
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Luiz Alberto Maguito Vilela (Jataí, 24 de janeiro de 1949 — São Paulo, 13 de janeiro de 2021) foi um advogado e político brasileiro filiado ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Por Goiás, foi governador, senador, deputado federal e deputado estadual. Foi também prefeito de Goiânia e de Aparecida de Goiânia, além de vereador de Jataí, onde iniciou sua carreira política. Foi um dos principais nomes do MDB em Goiás e no Brasil, tendo ocupado os cargos de vice-presidente nacional de 2000 a 2001 e presidente nacional entre maio e setembro de 2001. Foi também vice-presidente do Banco do Brasil.

Nascido em Jataí, no dia 24 de janeiro de 1949, Luiz Alberto Vilela se formou em Direito, e a partir de 1972, ingressou como professor da rede estadual de Goiás, onde atuou até 1977. Em 1976, presidiu a Associação Esportiva Jataiense, tendo recebido o apelido "Maguito" devido sua participação no futebol.

Teve quatro filhos, entre eles, o presidente do MDB estadual e atual governador de Goiás, Daniel Vilela. Foi avô de quatro netos e esposo da empresária Flávia Teles. Era também tio do político Leandro Vilela, ex-deputado estadual por Goiás e prefeito de Aparecida de Goiânia.

Foi eleito vereador por Jataí pela Aliança Renovadora Nacional, no ano de 1976, permanecendo até 1983, chegando a presidir a Câmara Municipal.

Elegeu-se deputado estadual, nas eleições estaduais em Goiás em 1982, já pelo MDB. Durante o mandato, exerceu a liderança do governo Iris Rezende (MDB) na Assembleia Legislativa. Permaneceu por um quadriênio, quando foi eleito para uma vaga de deputado federal constituinte, para o período 1987-1991. Entre as suas principais realizações no Poder Legislativo Estadual destaca-se a proposta na Assembleia Legislativa para acabar com as aposentadorias políticas.

Deputado federal por Goiás e participação na Assembleia Nacional Constituinte de 1987

Em 1986, Maguito elegeu-se deputado federal e participou ativamente da elaboração da Constituição Federal, vigente no país. Durante o mandato, foi vice-líder da bancada do MDB na Câmara dos Deputados.

Em fevereiro de 1987, Vilela assumiu posição na Assembleia Nacional Constituinte (ANC) entre os 559 parlamentares. A assembleia foi responsável por aprovar a sétima Constituição do Brasil no período de redemocratização do país que seguiu a Ditadura Militar.

Votou favoravelmente ao mandato de cinco anos para o presidente José Sarney, à criação de um fundo de apoio à reforma agrária, à limitação dos encargos da dívida externa, à proibição do comércio de sangue, à limitação do direito de propriedade privada, ao mandado de segurança coletivo, à proteção do emprego contra demissões sem justa causa, ao turno ininterrupto de seis horas, ao aviso prévio proporcional, ao voto aos 16 anos, ao limite de 12% ao ano de juros, à estatização do sistema financeiro e à soberania popular.

Ainda na Câmara dos Deputados, apresentou a emenda ES24701-8, conhecida como a Lei do Impeachment, que foi aplicada pela primeira vez em 1992 com o afastamento do então presidente Fernando Collor e mais recentemente em 2016 com o afastamento da presidente Dilma Rousseff.

Nas eleições de 1990, candidatou-se a vice-governador de Goiás, na chapa de Iris Rezende, vencendo e permanecendo entre março de 1991 e abril de 1994, quando renunciou para concorrer ao governo no pleito daquele ano. Durante seu mandato, foi condecorado com a Ordem do Mérito Militar no grau de Comendador especial pelo presidente Itamar Franco.

Foi governador de Goiás, de 1 de janeiro de 1995 a 2 de abril de 1998. Maguito foi promovido a Grande-Oficial por Fernando Henrique Cardoso em seu primeiro ano como governador. Entre 1995 a 1998, pesquisa do Datafolha o apontou como o governador mais popular do Brasil.

Em seu mandato como governador de Goiás, atendeu 150 mil famílias carentes com o projeto Solidariedade Humana, que consistia na a doação de pão e leite diariamente e de uma cesta básica por mês, beneficiando quase um milhão de pessoas. Em quatro anos foram distribuídas cinco milhões de cestas de alimentos com 28 quilos cada .

Maguito também trabalhou para atrair grandes indústrias para Goiás - várias empresas nacionais e multinacionais foram instaladas no Estado durante seu mandato, como Perdigão, Goiástêxtil – formada pelas empresas JMA (Portugal), Piu Belle (Itália) e Bouquet (Brasil), Mitsubishi e Nestlé . A chegada das indústrias gerou mais de 1.500 novos empreendimentos em 40 meses, com investimentos superiores a R$ 5 bilhões e geração de quase 100 mil novos empregos.

Nesse período, o programa Fomentar foi remodelado, atendendo milhares de empresas goianas e outras que vieram para o Estado, financiando o pagamento de 70% do ICMS em até 15 anos .

Instituiu o programa Luzes no Campo, com o qual a eletrificação rural chegou a 95% das propriedades do estado, atendendo 43 mil produtores.

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