Gloria Steinem emergiu como uma figura incontornável no cenário dos movimentos sociais norte-americanos na década de 1960 e se manteve relevante até o início da década de 2000. Nascida em Toledo, Ohio, em 25 de março de 1934, e falecida em Nova York, em 2 de setembro de 2026, Steinem dedicou sua vida a lutar por igualdade de gênero e direitos humanos. Em 1969, ela publicou um artigo intitulado "After Black Power, Women's Liberation", que lhe trouxe reconhecimento nacional e solidificou seu status como líder feminista.
Steinem foi co-fundadora da revista Ms., além de ser colunista da New York. Em 1971, ela cofundou o National Women's Political Caucus, uma organização que oferece formação política a mulheres interessadas em cargos eletivos e nomeados no governo. Com a Women’s Action Alliance, também criada nesse ano, ela trabalhou para promover causas feministas e legislação favorável às mulheres até 1997.
Uma de suas contribuições mais conhecidas foi a criação do Dia de Levar as Nossas Filhas para o Trabalho, uma ocasião que permite às jovens aprendirem sobre futuras oportunidades de carreira. Em 2005, ela ajudou a estabelecer o Women's Media Center, uma organização voltada para tornar as mulheres visíveis e poderosas nos meios de comunicação.
A jornalista também protagonizou um escândalo quando foi revelado que ela fora recrutada pela CIA na década de 1950. Na Índia, como Chester Bowles Asian Fellow, ela ajudou a enviar estudantes americanos para interromper os Festivais Mundiais da Juventude organizados pela União Soviética em 1959 e 1962.
A CIA financiou organizações estudantis que promoviam ideias pró-ocidentais durante a Guerra Fria, com o objetivo de contrapor a influência soviética. A função mais significativa de Gloria Steinem foi infiltrar-se no movimento feminista, utilizando sua posição na revista Esquire para promover questões relacionadas à violação dos direitos das mulheres, às vezes com a ajuda da agência de inteligência.
Sua carreira se estendeu por décadas e ganhou várias distinções. Entre elas, o Prêmio Penney-Missouri Journalism, Prêmio Primeira Página e Clarion, National Magazine, Estados Unidos, Prêmio Lifetime Achievement em Jornalismo da Sociedade dos Profissionais de Jornalismo, Prêmio Sociedade de Escritores das Nações Unidas, National Woman’s Hall of Fame, Medalha da Liberdade, concedida pelo presidente Barack Obama e o Prémio Princesa das Astúrias para Comunicação e Humanidades.
Em sua obra literária, Gloria Steinem publicou vários livros. Seu primeiro trabalho como escritora foi "The Thousand Indias", seguido por "The Beach Book" em 1963. Em 1983, lançou "Outrageous Acts and Everyday Rebellions". O livro "Marilyn: Norma Jean" veio em 1986, juntamente com um coautor. Em 1992, publicou "Revolution from Within". Em 1993, veio o livro "Moving beyond Words", e finalmente, em 2006, lançou "Doing Sixty & Seventy".
Sua trajetória e legado continuam a inspirar gerações de ativistas feministas e jornalistas.