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Glenda Jackson

Atriz e política britânica (1936-2023)

7 min de leitura01/01/2024
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Glenda May Jackson CBE (Birkenhead, 9 de maio de 1936 – Londres, 15 de junho de 2023) foi uma atriz e política britânica nascida na Inglaterra. Ao longo de sua distinta carreira, recebeu inúmeros prêmios, incluindo dois Óscares de Melhor Atriz, três Emmys e um Tony, tornando-se uma das poucas artistas a conquistar a " Tríplice Coroa da Atuação ". Também conquistou outros prêmios importantes tais como o Globo de Ouro, o BAFTA e o de melhor atriz no Festival de San Sebastián e no Festival de Montreal.

Jackson estudou na Royal Academy of Dramatic Art (RADA) e estreou na Broadway em Marat/Sade (1966). Durante a primeira metade da década de 70, foi agraciada com o Oscar de Melhor Atriz duas vezes, pelos filmes românticos Mulheres Apaixonadas (1969) e Um Toque de Classe (1973), mas não compareceu pessoalmente para receber nenhum dos prêmios. Outros filmes notáveis ​​em sua carreira incluem: a versão cinematográfica de Marat/Sade (1967), Delírios de Amor (1971), Mary, Rainha da Escócia (1971), As Criadas (1975), Hedda (1975), A Incrível Sarah (1976), Um Viúvo Trapalhão (1978), Stevie (1978) e O Retorno do Soldado (1980). Ela ganhou dois Primetime Emmy Awards por sua interpretação da Rainha Elizabeth I na aclamada série de 1971 da BBC, Elizabeth R.

Em seu retorno triunfal aos palcos, após uma aposentadoria que abrangeu mais de duas décadas e na qual dedicou-se em representar os eleitores de Hampstead e Kilburn em Londres como deputada trabalhista, Jackson conquistou o Prêmio Tony de Melhor Atriz em Peça Teatral e o Drama Desk Award de Melhor Atriz em Peça Teatral por seu papel na remontagem de Three Tall Women, de Edward Albee (2018), além de ter sido agraciado com o BAFTA e o Emmy Internacional por sua atuação em Elizabeth Is Missing de (2019).

Ao lado de Vanessa Redgrave, Judi Dench, Maggie Smith, Eileen Atkins, é uma das grandes damas do teatro e cinema britânico.

Glenda Jackson nasceu em Birkenhead, Wirral, Cheshire (agora Merseyside), onde seu pai era um pedreiro. Sua mãe lhe deu o nome em homenagem à estrela de cinema de Hollywood Glenda Farrell. Foi educada na West Kirby Grammar School for Girls, e logo em seguida trabalhou por dois anos em uma filial da farmácia Boots em West Kirby, antes de se candidatar à Royal Academy of Dramatic Art (RADA), recebendo uma bolsa da prefeitura para que pudesse mudar para Londres, onde começaria seus estudos, em 1955.

Após formar-se pelo RADA, em Bloomsbury, em 1957 Glenda Jackson iniciou sua carreira no teatro com a peça "Separate Tables" de Terence Rattingan.

De 1958 a 1961, Jackson passou por um período de dois anos e meio em que não conseguiu encontrar trabalho como atriz. Após realizar alguns testes sem sucesso para a Royal Shakespeare Company (RSC), foi aceita finalmente como membro da companhia teatral em 1963, tornando-se, na ocasião, integrante na temporada Theatre of Cruelty do diretor Peter Brook, que a dirigiu na peça Marat/Sade (1965), de Peter Weiss, na qual a atriz interpretou uma das internas do hospício, onde a história era ambientada. A produção estreou na Broadway em 1965 e em Paris, e conquistou a primeira indicação de Glenda para o Tony Awards, nesta feita, como atriz coadjuvante. No mesmo ano, ela interpretou Ofélia na produção de Hamlet de Peter Hall. A crítica Penelope Gilliatt a descreveu a performance de Jackson como "a única Ofélia pronta para interpretar o próprio Hamlet".

Estreou no cinema seis anos depois com o filme "This Sporting Life" de 1963. Mais Tarde trabalhou com Peter Brook na adaptação de "Marat Sade" para o cinema.

Já reconhecida no teatro, ganhou fama internacional ao protagonizar dois filme de Ken Russell: "Mulheres Apaixonadas" (Women in Love), onde interpreta a escultora e artista plástica Gudrun Brangwen, filme que lhe valeu seu primeiro Oscar de melhor atriz; e depois "Delírio de Amor" (The Music Lovers), no papel de Antonina Miliukova esposa do compositor romântico russo Tchaikovsky, interpretado por Richard Chamberlain.

Por aceitar papéis controversos que muitas atrizes recusavam, Glenda Jackson adicionou à sua imagem a fama de fazer qualquer sacrifício pela sua arte. Provou isso ao interpretar a Rainha Elizabeth I em "Elizabeth R". série produzida pela BBC em 1971. Para o filme, Glenda teve que raspar a parte da frente do cabelo, fazendo com que se parecesse mais com a rainha, sendo sua interpretação nesta série considerada "o retrato mais real da amada Elizabeth I da Inglaterra". Recebeu dois Emmys por esse seu trabalho. Ainda em 1971, Glenda interpretaria a Rainha Elizabeth I mais uma vez no filme Mary, Rainha da Escócia, contracenando ao lado de Vanessa Redgrave no papel título; e também receberia sua segunda indicação ao Oscar, bem como um BAFTA de Melhor Atriz, por seu papel em Domingo Maldito, de John Schlesinger.

Vendo em Glenda potencial para comédias, após sua breve aparição como Cleópatra em um esquete de comédia para o programa da BBC Morecambe and Wise Show, o diretor e roteirista Melvin Frank ofereceu-lhe o papel com o qual ela ganharia o segundo Oscar de melhor atriz na comédia romântica de 1973 "Um Toque de Classe" (A Touch of Class), coestrelada por George Segal.

Ela continuou trabalhando no teatro, retornando à Royal Shakespeare Company (RSC) para o papel principal em "Hedda Gabler" , do dramaturgo norueguês Henrik Ibsen. Uma versão cinematográfica posterior, dirigida por Trevor Nunn, foi lançada sob o título de "Hedda" (1975), pela qual Jackson conseguiu sua quarta, e última, indicação ao Oscar. Escrevendo ao The New York Times, o crítico Vincent Canby elogiou a performance de Glenda: “Esta versão de Hedda Gabler é toda a Hedda da Srta. Jackson e, devo dizer, muito divertida de assistir... O virtuosismo técnico da Srta. Jackson é particularmente adequado a uma personagem como Hedda. Seu domínio da voz e do corpo, bem como os maneirismos de Jackson, têm o efeito de separar a atriz da personagem de uma maneira muito curiosa."

Em 1978, ela estrelou a comédia romântica Um Viúvo Trapalhão (House Calls), contracenando com Walter Matthau, com o filme passando duas semanas em 1º lugar nas bilheterias dos EUA. House Calls marcou sua estreia em Hollywood e foi o maior sucesso de bilheteria de sua carreira nos Estados Unidos. Naquele ano, ela foi condecorada com a Ordem do Império Britânico (CBE). Jackson e Matthau se uniram novamente na comédia Um Espião Trapalhão (Hopscotch) (1980), que estreou em 1º lugar em seu fim de semana de estreia nas bilheterias dos EUA, permanecendo também em primeiro lugar durante sua segunda semana.

Quinze anos após a temporada de Marat/Sade em Nova York , Jackson retornou à Broadway em Rose (1981), de Andrew Davies, contracenando com Jessica Tandy; ambas as atrizes receberam indicações ao Tony por seus papéis.

Em setembro de 1983, o Teatro Glenda Jackson em Birkenhead foi nomeado em sua homenagem, mas foi demolido em 2003 para dar lugar a construção de um campus próprio para estudantes.

Em novembro de 1984, Jackson interpretou o papel principal na tradução inglesa de Robert David MacDonald da obra Fedra, de Racine, encenada no Old Vic. A peça foi concebida e dirigida por Philip Prowse, que também desenhou o icônico figurino usado por Jackson o qual, atualmente encontra-se em exibição no Victoria and Albert Museum.

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