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Dinamarca

País da Europa

7 min de leitura01/01/2024
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Dinamarca (em dinamarquês: Danmark) é um país nórdico na porção centro-sul do Norte da Europa. É a parte metropolitana e o constituinte mais populoso do Reino da Dinamarca, um Estado constitucionalmente unitário que inclui os territórios autônomos das Ilhas Faroé e da Gronelândia no Oceano Atlântico Norte. A Dinamarca metropolitana é o mais meridional dos países escandinavos, situando-se a sudoeste e sul da Suécia, ao sul da Noruega e ao norte da Alemanha, com a qual partilha uma curta fronteira.

Em 2013, o Reino da Dinamarca, incluindo as Ilhas Faroé e a Groenlândia, tinha um total de 1.419 ilhas com mais de 100 metros quadrados de área; 443 delas foram nomeadas e 78 são habitadas. Abrangendo uma área total de 43 943 quilômetros quadrados, a Dinamarca metropolitana consiste na parte norte da península da Jutlândia e em um arquipélago de 406 ilhas. Destas, a ilha mais populosa é a Zelândia, na qual está situada a capital e maior cidade, Copenhague, seguida por Funen, a Ilha da Jutlândia do Norte e Amager. A Dinamarca possui terras planas e aráveis, costas arenosas, baixas elevações e um clima temperado. Tinha uma população de 5.964.059 (1 de dezembro de 2023), dos quais cerca de 800 mil vivem em Copenhaga (2 milhões na região metropolitana). A Dinamarca exerce influência hegemônica no reino dinamarquês, devolvendo poderes para lidar com assuntos internos. O autogoverno foi estabelecido nas Ilhas Faroé em 1948 e na Groenlândia em 1979; este último obteve maior autonomia em 2009.

O Reino unificado da Dinamarca emergiu no século VIII d.C. como uma potência marítima proficiente em meio à luta pelo controle do Mar Báltico. Em 1397, juntou-se à Noruega e à Suécia para formar a União de Kalmar, que persistiu até a secessão desta última em 1523. O restante Reino da Dinamarca e Noruega sofreu uma série de guerras no século XVII que resultaram em novas cessões territoriais. Uma onda de movimentos nacionalistas no século XIX foi derrotada na Primeira Guerra Schleswig de 1848. A adoção da Constituição da Dinamarca em 5 de junho de 1849 pôs fim à monarquia absoluta e introduziu o atual sistema parlamentar. Exportador industrializado de produtos agrícolas na segunda metade do século XIX, a Dinamarca introduziu reformas sociais e do mercado de trabalho no início do século XX, que formaram a base para o atual modelo de estado de bem-estar social com uma economia mista avançada. A Dinamarca permaneceu neutra durante a Primeira Guerra Mundial, mas a neutralidade dinamarquesa foi violada na Segunda Guerra Mundial por uma rápida invasão alemã em abril de 1940. Durante a ocupação, surgiu um movimento de resistência em 1943, enquanto a Islândia declarou independência em 1944; a Dinamarca foi libertada após o fim da guerra, em maio de 1945. Em 1973, a Dinamarca, juntamente com a Gronelândia, mas não as Ilhas Faroé, tornou-se membro do que hoje é a União Europeia, mas negociou certas opções de exclusão, como a manutenção da sua própria moeda, a coroa dinamarquesa.

A Dinamarca é um país desenvolvido com um elevado padrão de vida e foi o primeiro país a reconhecer legalmente o casamento entre pessoas do mesmo sexo. É membro fundador da OTAN, do Conselho Nórdico, da OCDE, da OSCE e das Nações Unidas, além de fazer parte do Espaço Schengen. A Dinamarca mantém estreitos laços políticos, culturais e linguísticos com os seus vizinhos escandinavos, sendo a língua dinamarquesa parcialmente inteligível mutuamente com o norueguês e o sueco. O sistema político dinamarquês é utilizado na ciência política como um ponto de referência para uma governança quase perfeita e o termo "chegar à Dinamarca" é utilizado para descrever como outros países podem melhorar os seus governos.

A etimologia da palavra Dinamarca e, especialmente, a relação entre os dinamarqueses e a Dinamarca e a unificação do país como um único reino, ainda são assuntos que atraem debate. Esta discussão é centrada principalmente no prefixo "Dan" e se refere aos danos ou uma pessoa histórica chamada Dan. A questão é ainda mais complicada por uma série de referências a vários danos na Escandinávia ou em outros lugares na Europa em fontes gregas e romanas (como Ptolomeu, Jordanes e Gregório de Tours), bem como na literatura medieval (como Adão de Bremen, Beowulf, Widsith e Edda em verso).

A maioria dos manuais considera a origem da primeira parte da palavra, bem como o nome das pessoas, de uma palavra que significa "terra plana", relacionada com as palavras em alemão tenne e em sânscrito dhanus (धनुस्; "deserto"). O sufixo marca provavelmente significa marca (território), mas, no entanto há quem lhe atribuía como sendo "floresta" ou "fronteira", com referências prováveis para as florestas de fronteira no sul do Schleswig.

Os primeiros achados arqueológicos da Dinamarca remontam ao período interglacial de Eem, de 130 000 a 110 000 a.C. A Dinamarca é habitada desde cerca de 12 500 a.C. e a agricultura é evidente desde 3900 a.C. Uma garota provavelmente com cabelos escuros, pele escura e olhos azuis, caçadora-coletora morava no sul da Dinamarca há 5 700 anos. A Idade do Bronze Nórdica (1800–600 a.C.) na Dinamarca foi marcada por túmulos, o que deixou uma abundância de descobertas, incluindo lurs e o carro solar.

Durante a Idade do Ferro pré-romana (500 a.C.–1 d.C.), os grupos nativos começaram a migrar para o sul, e os primeiros dinamarqueses tribais chegaram ao país entre a Idade do ferro pré-romana e a alemã, na Idade do ferro romana (1–400 d.C.). As províncias romanas mantinham rotas comerciais e relações com tribos nativas na Dinamarca, e moedas romanas foram encontradas na Dinamarca. Evidências de forte influência cultural celta datam deste período na Dinamarca e em grande parte do noroeste da Europa e estão entre outras coisas refletidas na descoberta do caldeirão de Gundestrup.

As estruturas de defesa de Danevirke foram construídas em fases a partir do século III e o tamanho dos esforços de construção em 737 d.C. é atribuído ao surgimento de um rei dinamarquês. Um novo alfabeto rúnico foi usado pela primeira vez na mesma época e Ribe, a cidade mais antiga da Dinamarca, foi fundada por volta de 700 d.C.

Do século VIII ao X, a região escandinava mais ampla foi a fonte dos vikings. Eles colonizaram, invadiram e negociaram em todas as partes da Europa. Os Vikings dinamarqueses eram mais ativos nas Ilhas Britânicas do leste e sul e na Europa Ocidental.

A origem da Dinamarca está perdida na pré-história. Sua fortaleza mais velha é datada do século VII, ao mesmo tempo que o novo alfabeto rúnico. A Dinamarca foi unida por Haroldo Dente-Azul por volta de 958 d.C.

Após o século XI, os dinamarqueses ficaram conhecidos como viquingues, colonizando, invadindo e negociando em toda a Europa.

Em vários momentos da história, a Dinamarca controlou a Inglaterra, Noruega, Suécia, Islândia, parte das Ilhas Virgens, partes da costa Báltica e o que é agora o norte da Alemanha. A Escânia foi parte da Dinamarca na maior parte de sua história, mas foi perdida para a Suécia em 1658.

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