O desabamento nas minas de Rubaya foi um desastre natural e acidente de trabalho que ocorreu a 28 de janeiro de 2026 na República Democrática do Congo. O desabamento das minas de Rubaya, foi causado por um deslizamento de terras resultante de anos de práticas de mineração inadequadas, falta de manutenção e por fortes chuvas. Várias minas individuais desabaram no deslizamento. O colapso das minas causou a morte de pelo menos 400 pessoas, incluindo crianças e mulheres que trabalhavam na mina de forma ilegal e residentes das aldeias circundantes.
As minas de Rubaya, na província de Quivu do Norte no leste da República Democrática do Congo, são controladas pelo grupo rebelde conhecido como Movimento 23 de Março (M23), desde 2024. O M23 impôs impostos sobre o coltan, extraído em Rubaya, que chegam a mais de 800 mil dólares por mês. As minas de Rubaya respondem a mais de 15% do fornecimento mundial de tântalo, um metal que é processado do coltan, resistente ao calor e muito usado no fabrico de telemóveis, componentes aeroespaciais e computadores.
Apesar da imensa riqueza natural da região, os observadores afirmam que a população local ainda vive em condições indignas, trabalhando em circunstâncias extremas e inseguras apenas para sobreviver. Os túneis das minas são frequentemente escavados manualmente, com pouca supervisão e sem medidas de segurança, sendo sobre-explorados e sem qualquer manutenção durante anos, podendo ter cerca de 500 mineiros a trabalhar numa única cava.
Fortes chuvas causaram um grande deslizamento de terras nas minas de Rubaya a 28 de janeiro de 2026. Dois deslizamentos de terra foram relatados: um na tarde de 28 de janeiro e outro na manhã de 29 de janeiro. Várias minas individuais desabaram como resultado do deslizamento de terra.
Caminhos próximos ficaram submersos e intransitáveis, assim como casas e outras estruturas, que foram enterradas pelo lodo.
Inicialmente estimou-se que mais de 200 pessoas tenham morrido nos desabamentos. Os esforços de resgate foram dificultados pela lama e nem todos os corpos foram recuperados. Cerca de 20 mineiros feridos foram levados para hospitais na cidade de Rubaya e para a cidade mais próxima, Goma.
O governador da província de Quivu do Norte, nomeado pelo M23, Erasto Bahati Musanga, interrompeu a mineração artesanal no local das minas de Rubaya e ordenou que os moradores próximos fossem deslocados.
A 2 de fevereiro, foram confirmadas mais de 400 mortes no incidente, sendo a maioria dos mortos mineiros artesanais, mas também morreram pequenos comerciantes que trabalhavam nas imediações da mina e residentes das aldeias circundantes, algumas das quais foram arrasadas pelo desabamento.
