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Daniela Escobar

Atriz brasileira

4 min de leitura01/01/2024
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Daniela Escobar Duncan nasceu em São Borja, no Rio Grande do Sul, em 16 de janeiro de 1969, numa cidade conhecida por ter sido terra de dois presidentes brasileiros. Cresceu ali até os dez anos, quando a família se mudou para Porto Alegre. Aos dezesseis, tomou uma decisão que moldaria sua vida: matriculou-se no curso de Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda na PUCRS. Três anos depois, no entanto, a publicidade cedeu lugar ao chamado das artes. Daniela trocou as salas de aula convencionais pelas aulas de teatro, canto e dança, e escolheu o Rio de Janeiro como o endereço onde queria construir sua história.

A decisão se revelou acertada. Com talento e determinação, ela rapidamente ganhou visibilidade no meio artístico carioca. Sua carreira televisiva decolou de forma consistente ao longo dos anos 1990 e 2000, mas foi em 2001 que ela alcançou o grande público nacional: em "O Clone", novela de Gilberto Braga exibida pela TV Globo, interpretou Maysa, uma mãe sofrida que travava uma batalha cotidiana e dolorosa para reconquistar a confiança da filha dependente de drogas. A personagem exigia profundidade emocional, e Daniela entregou uma performance que tocou os telespectadores brasileiros de ponta a ponta do país.

Dois anos depois, em 2003, ela ganhou outro papel de grande exigência dramática. Na minissérie "A Casa das Sete Mulheres", baseada no livro de Leticia Wierzchowski sobre a Revolução Farroupilha, Daniela interpretou Perpétua, filha do lendário Bento Gonçalves. O papel a levou de volta às raízes gaúchas e a colocou diante de um público ainda maior, que acompanhou com emoção aquela reconstituição histórica de inegável força visual e narrativa.

Em 2005, antes de encerrar sua fase mais intensa na TV brasileira, atuou em "América" como Irene Villa Nova. Naquele mesmo ano, Daniela tomou uma decisão ousada: mudou-se definitivamente para Los Angeles. A primeira passagem pelos Estados Unidos havia ocorrido em 1997, quando estudou teatro no John Starsberg Studios. Desta vez, a estadia seria permanente. Ela dedicou três anos de estudo intenso à UCLA, uma das universidades mais respeitadas do país, aprofundando-se não apenas na atuação, mas em todos os aspectos que envolvem a produção cinematográfica.

O retorno ao Brasil aconteceu em 2010, quando Daniela montou uma produtora em São Paulo em sociedade com um parceiro americano. Naquele ano, ela também voltou às telas no filme "400 Contra 1 — Uma História do Crime Organizado", dirigido por Caco Souza, drama polêmico sobre a ascensão do Comando Vermelho, com Daniel de Oliveira no papel principal. A produção foi recebida com interesse pelo público interessado em cinema de temática social e policial.

O mesmo ano de 2010 marcou nova entrada na televisão: em "A Vida da Gente", exibida entre 2011 e 2012, ela interpretou Suzana, mãe adotiva da personagem vivida por Sthefany Brito. Em 2011, também participou dos capítulos finais de "Ti Ti Ti" com uma participação especial como Daguilene, mãe de Stéfany, personagem de Sophie Charlotte. A versatilidade de Daniela — capaz de transitar entre papéis de protagonista e participações marcantes — ficou evidente.

Nos anos seguintes, ela continuou acumulando trabalhos de destaque. Em 2013, integrou o elenco de "Flor do Caribe", novela da TV Globo, interpretando a bióloga Natália, que vive um romance com o pescador Juliano, vivido por Bruno Gissoni. Em 2016, assumiu o papel da vilã Bernarda na série "A Garota da Moto", do SBT, e em 2017 assinou com a RecordTV para dar vida a Ângela na megaprodução bíblica "Apocalipse".

Paralelamente à carreira nas telas, Daniela abriu em Los Angeles uma agência de seleção de atores, tornando-se uma facilitadora entre os mercados norte-americano e latino-americano. A partir de 2016, passou a atuar também como dubladora, com foco especialmente em novelas produzidas em espanhol e português. Fluente em inglês e espanhol, ela construiu uma ponte profissional e cultural rara entre dois mundos que raramente dialogam com tanta naturalidade.

Sua vida pessoal também foi marcada por passagens intensas. Em 1995, começou a namorar o diretor Jayme Monjardim, com quem se casou em 1997 e teve um filho, André, nascido em junho de 1998. O casal se separou em 2003. Em 2005, iniciou novo relacionamento com o empresário Marcelo Woellner, casamento celebrado em 2009 num palácio em Istambul, que não durou além de 2010. Daniela, no entanto, nunca deixou o trabalho perder o fio: mesmo nas fases mais turbulentas da vida pessoal, manteve-se presente e ativa no universo das artes. A trajetória dela é, em síntese, a de uma gaúcha que escolheu o mundo como palco.

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