Charlie Kirk nasceu em 14 de outubro de 1993 em Arlington Heights, Illinois, e cresceu em Prospect Heights, subúrbios de Chicago. Filho de um arquiteto e uma conselheira de saúde mental, Charlie foi membro dos Escoteiros da América e alcançou o posto de Escoteiro Águia. Seu envolvimento com a política jovem começou cedo: durante seu terceiro ano na Wheeling High School em 2010, ele se engajou na campanha bem-sucedida pelo republicano Mark Kirk para o Senado dos Estados Unidos. Em seu último ano do ensino médio, Charlie criou uma campanha que resultou no reverter um aumento nos preços dos biscoitos em sua escola e escreveu um artigo para o Breitbart News alegando parcialidade liberal nos livros didáticos, levando a exposição na Fox Business.
Em 2010, durante uma palestra no "Dia do Empoderamento Juvenil" da Universidade Benedictine, Charlie conheceu Bill Montgomery, um aposentado mais de 50 anos mais velho. Este encontro mudaria o rumo de sua vida, pois Montgomery incentivou Kirk a se dedicar ao ativismo político em tempo integral. Na mesma época, Charlie fundou a Turning Point USA (TPUSA) aos 18 anos, uma organização que visava rivalizar com grupos liberais como o MoveOn.org. Em 2012, durante a Convenção Nacional Republicana, Kirk conheceu Foster Friess, um proeminente doador republicano, que viu potencial em Charlie e financiou sua organização.
Charlie se tornaria conhecido por suas atividades na TPUSA, incluindo o desenvolvimento da Professor Watchlist e School Board Watchlist. O The New York Times descreveu a TPUSA como uma "operação de mídia bem financiada", apoiada por doadores conservadores como Foster Friess. Kirk ampliou sua influência por meio de debates informais em campi universitários, realizados em sua mesa característica chamada "Prove Me Wrong". Essas iniciativas levaram à criação de diversos grupos afiliados, incluindo o Turning Point Action e o Turning Point Faith, voltado para a mobilização de comunidades religiosas em torno de questões conservadoras. Em parceria com o pastor pentecostal Rob McCoy, Kirk se alinhou à direita cristã e defendeu o nacionalismo cristão.
Charlie Kirk era aliado fundamental de Donald Trump e adotou uma variedade de posturas conservadoras, incluindo oposição ao aborto, controle de armas, aos programas DEI (diversidade, equidade e inclusão) e aos direitos LGBT. Ele criticava a Lei dos Direitos Civis de 1964 e Martin Luther King Jr., além de promover desinformação sobre a COVID-19, falsas alegações de fraude eleitoral em 2020 e a teoria da conspiração da Grande Substituição. Sua retórica foi descrita como divisiva, racista, xenófoba e extrema por grupos que estudam discurso de ódio.
Em 10 de setembro de 2025, Charlie Kirk foi baleado e morto enquanto discursava em um evento de debate público da TPUSA no campus da Universidade do Vale de Utah. Sua morte provocou grande repercussão internacional e levou à condenação da violência política por figuras proeminentes nacionais e internacionais. Trump anunciou que Kirk receberia postumamente a Medalha Presidencial da Liberdade, e em 21 de setembro ocorreu um grande serviço memorial público no Estádio State Farm em Phoenix, Arizona.
Várias pessoas compartilharam suas experiências com Charlie ou comentaram sobre as realizações de sua vida. Trump fez o discurso final, homenageando Kirk como "um gigante de sua geração", "um grande herói americano" e "maior evangelista da liberdade americana". A fé cristã de Kirk foi fortemente destacada durante os eventos, com sua viúva, Erika, fazendo um penúltimo discurso emocionante.