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Azerbaijão

País no cruzamento da Europa Oriental e da Ásia Ocidental no Cáucaso

3 min de leitura•27/09/2026
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Azerbaijão é um país transcontinental situado no Cáucaso, ocupando um importante cruzamento entre o Leste Europeu e Sudoeste Asiático. Delimitado pelo Mar Cáspio ao leste, a Rússia ao norte, a Geórgia ao noroeste, Armênia no oeste e Irã ao sul, o Azerbaijão também contém um exclave chamado de Naquichevão, que faz fronteira com Armênia a norte e leste, Irã ao sul e oeste, tendo também uma pequena fronteira com a Turquia a noroeste.

A história do Azerbaijão remonta à antiguidade, passando por diversos períodos históricos. As evidências mais antigas do estabelecimento humano no território do país datam da Idade da Pedra e estão ligadas à cultura Guruchay, da caverna de Azykh. As culturas do Paleolítico Superior e do fim da Idade do Bronze são representadas pelas cavernas de Tağılar, Damaltya, Zar, Yataq-yeri, além das necrópoles de Leylatepe e Saraytepe.

No século IX a.C., os citas se estabeleceram na região. Posteriormente, os medos dominaram o sul do rio Arax entre 900-700 a.C., integrando o seu vasto império ao Império Aquemênida em torno de 550 a.C., contribuindo para a propagação do zoroastrismo. Durante esse período, o zoroastrismo se espalhou pela região do Cáucaso e da Atropatene. Os habitantes da Albânia, que originariam do nordeste do Azerbaijão, controlaram a área em torno do século IV a.C., estabelecendo um reino independente sob influência cultural dos armênios.

No século II a.C., entre 189 a.C. e 428 d.C., a metade oeste do Azerbaijão foi conquistada pelos Medos sob comando do Reino da Armênia, governado pelas dinastias artaxíada e Arsácida. Depois da divisão do Reino da Armênia pela Império Sassânida e pelo Império Bizantino em 387, as províncias de Artsaque e Otena passaram à Albânia.

Com a queda do Império Sassânida no século VII d.C., o Azerbaijão entrou na era feudal. O Império Sassânida transformou a Albânia em um Estado vassalo em 252, enquanto Urnair, rei da Albânia, adotou o cristianismo como religião oficial no século IV. Apesar das numerosas conquistas e mudanças de poder, a região manteve uma identidade cultural única.

A independência do Azerbaijão foi proclamada em 1918 após a dissolução da Rússia Imperial, tornando-se a primeira república democrática composta majoritariamente por muçulmanos e secular. Em setembro de 1991, a região de Alto Carabaque reafirmou sua intenção de se tornar um estado independente, levando à Guerra do Alto Carabaque, que ainda influencia as relações internacionais do país.

Atualmente, o Azerbaijão é uma república constitucional presidencial e unitária, membro da Comunidade dos Estados Independentes (CEI), Organização para a Proibição de Armas Químicas, Conselho Túrquico, Organização Internacional da Cultura Turca, Conselho Europeu, OSCE e Parceria para a Paz. O país é também um estado-membro da OTAN e participa em vários programas internacionais.

A etimologia do nome Azerbaijão remonta ao sátrapa persa Atropates, governante durante o Império Aquemênida e Medo. A palavra evoluiu ao longo dos séculos até chegar a "Azərbaycan" em azerbaijano moderno, com variadas interpretações no persa atual.

A história do Azerbaijão é um reflexo da diversidade cultural e política que o define, passando por períodos de unificação e descontinuidade. No século XX, o país enfrentou mudanças significativas, incluindo a incorporação à União Soviética e posteriormente, em 1991, a proclamação da independência.

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