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Ángel Di María

Futebolista argentino

5 min de leitura22/08/2026
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Ángel Di María é um dos nomes mais emblemáticos do futebol argentino contemporâneo, um meio-campista ou ponta-direita que construiu uma carreira repleta de conquistas e momentos memoráveis. Nascido em Rosário, na Argentina, em 14 de fevereiro de 1988, ele iniciou sua trajetória profissional no Rosario Central, onde rapidamente se destacou como um talento promissor. Com apenas 17 anos, já fazia parte do time principal, mostrando desde cedo sua habilidade com a bola nos pés e sua determinação em campo. Sua passagem pelo clube de sua cidade natal foi marcada por 35 partidas e seis gols, mas foi no Mundial Sub-20 de 2007 que Di María realmente chamou a atenção do mundo do futebol, ao marcar três gols e ajudar a Argentina a sagrar-se campeã do torneio.

O desempenho no Sub-20 abriu portas para o futebol europeu, e em 2007, o jovem extremo transferiu-se para o Benfica, de Portugal. A contratação, avaliada em cerca de 6 milhões de euros, foi uma aposta que logo se mostrou acertada. Di María rapidamente conquistou a titularidade no clube lisboeta, substituindo o também argentino Javier Zanetti, que havia deixado o time. Sua adaptação foi rápida, e logo ele se tornou um dos principais jogadores da equipe, especialmente na temporada 2009-10, quando se destacou como líder de assistências na Liga Portuguesa. Um de seus jogos mais impressionantes foi na Liga Europa, contra o Everton, onde distribuiu três passes para gols em uma vitória por 5 a 0, a maior derrota da história do clube inglês em competições europeias na época. Sua habilidade em criar jogadas e sua velocidade fizeram dele um jogador indispensável para o Benfica, que o viu como um dos pilares de seu sucesso.

No entanto, foi no Real Madrid que Di María alcançou o auge de sua carreira na Europa. Em 2010, o clube espanhol pagou aproximadamente 25 milhões de euros para contratá-lo, um valor recorde para um jogador saído de um time português na época. Sua estreia no Real Madrid foi marcada por um papel fundamental no ataque, formando um quarteto ofensivo lendário ao lado de Cristiano Ronaldo, Mesut Özil e Gonzalo Higuaín. Em 2011, foi decisivo na conquista da Copa do Rei, ao dar a assistência para o gol de Ronaldo que definiu o título. Na temporada seguinte, 2011-12, Di María foi um dos principais responsáveis pela quebra da hegemonia do Barcelona no Campeonato Espanhol, marcando gols e dando assistências em clássicos memoráveis, como a vitória por 2 a 1 sobre o rival no Camp Nou. Sua versatilidade e capacidade de decisão fizeram dele um jogador-chave para o time merengue, que, apesar de não ter conquistado a Liga dos Campeões naquele ciclo, viveu momentos de grande sucesso.

A temporada 2013-14 foi um marco na carreira de Di María no Real Madrid. Após anos de tentativas frustradas, o clube finalmente conquistou o tão sonhado décimo título da Liga dos Campeões, com o argentino desempenhando um papel fundamental na campanha. Contudo, sua passagem pelo time de Madrid chegou ao fim em 2014, quando se transferiu para o Manchester United, em uma negociação que chamou a atenção por seu valor recorde de 59,7 milhões de libras esterlinas. A transação surpreendeu muitos, já que Di María estava em seu melhor momento no Real Madrid, mas o desafio de atuar na Premier League parecia irresistível. Sua estreia pelo United foi promissora, com um gol marcado logo em seu segundo jogo, mas sua passagem pela Inglaterra não durou muito tempo. Problemas pessoais, como a invasão de sua residência em Manchester por intrusos, e dificuldades de adaptação ao estilo de jogo da liga inglesa contribuíram para um período conturbado.

Apesar dos altos e baixos, Di María deixou sua marca no futebol mundial como um dos poucos atletas a conquistar títulos em níveis distintos. Ele é um dos quatro jogadores na história a marcar gols em finais de Copa do Mundo e do torneio olímpico de futebol, ao lado de lendas como Ferenc Puskás e Pelé. Além disso, é um dos 14 futebolistas a terem conquistado tanto a Copa do Mundo FIFA quanto as Olimpíadas, um feito que o coloca em um seleto grupo de craques. Junto com Lionel Messi, Di María também é um dos poucos a ter vencido a Copa do Mundo principal, a Copa do Mundo Sub-20 e os Jogos Olímpicos, o que demonstra sua capacidade de brilhar em diferentes níveis de competição.

Sua trajetória é um exemplo de resiliência e superação. Desde os tempos de Rosario Central até os grandes palcos europeus, Di María sempre se destacou por sua habilidade técnica, visão de jogo e capacidade de decidir partidas importantes. Mesmo em momentos de adversidade, como a passagem pelo Manchester United, ele conseguiu se reinventar e continuar brilhando em outros clubes. Atualmente, de volta ao futebol argentino pelo Rosario Central, o meio-campista mostra que ainda tem muito a oferecer, mesmo em uma fase mais avançada de sua carreira.

Di María também é conhecido por sua personalidade forte e seu compromisso com a seleção argentina. Ao longo dos anos, ele foi um dos principais jogadores da *Albiceleste*, contribuindo para conquistas históricas como a Copa América de 2021 e a Copa do Mundo de 2022, onde foi um dos destaques na campanha que levou a Argentina ao título mundial após 36 anos de espera. Sua habilidade em jogos decisivos e sua capacidade de se adaptar a diferentes sistemas táticos fizeram dele um jogador indispensável para a equipe nacional.

Hoje, aos 36 anos, Di María continua a ser uma figura relevante no futebol, tanto pelo seu legado quanto pela sua capacidade de influenciar partidas. Sua carreira é um testemunho de como o talento, a dedicação e a capacidade de superar obstáculos podem levar um jogador a alcançar o topo do futebol mundial. Seja no Brasil, na Europa ou na Argentina, ele deixou sua marca como um dos grandes meias da sua geração, um exemplo de profissionalismo e paixão pelo esporte.

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