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Adriana Paz

Adriana Paz (nascida em 13 de janeiro de 1980) é uma atriz e dançarina mexicana. Ela começ

4 min de leitura01/01/2024
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Adriana Paz nasceu em 13 de janeiro de 1980 e construiu uma das carreiras mais premiadas do cinema mexicano contemporâneo, percorrendo um caminho que começou longe de seu país natal e a levaria, décadas depois, a um dos palcos mais prestigiados do mundo: o Festival de Cannes. Atriz e dançarina, ela carrega em sua trajetória a marca de uma artista que busca papéis densos, personagens que habitam espaços de conflito e sobrevivência.

Os primeiros passos de sua carreira foram dados na Espanha, onde ela filmou comerciais e atuou em peças teatrais antes de retornar ao México e iniciar sua trajetória no cinema. Em 2007, ela participou de Todos los Besos, produção que sinalizava um início consistente. Mas foi em 2009 que seu nome começou a ganhar ressonância no circuito cinematográfico latinoamericano, com uma série de participações que mostraram sua versatilidade.

Naquele ano, Adriana apareceu em Rudo y Cursi, comédia dramática dirigida por Carlos Cuarón que reuniu no elenco Gael García Bernal e Diego Luna numa das comédias mais bem-sucedidas do cinema mexicano da época. Ela interpretou Toña e, pela atuação, recebeu uma indicação ao Prêmio Ariel na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante, o mais importante reconhecimento cinematográfico do México. Também em 2009 esteve nos filmes Backyard: El Traspatio, Not Forgotten e Un Mexicano Más, mostrando uma capacidade produtiva e uma variedade de projetos que poucos atores conseguem manter.

A virada definitiva veio em 2013, com Las Horas Muertas, filme dirigido por Sergio Caballero. Adriana Paz assumiu o papel de Miranda com uma entrega que conquistou os júris dos festivais. Sua atuação foi reconhecida com o prêmio de Melhor Atriz no Festival Internacional de Cinema de Morelia, um dos mais importantes da América Latina. Naquele mesmo ano, ela também esteve no cast de Elysium, produção hollywoodiana de ficção científica dirigida por Neill Blomkamp, dando um salto internacional em sua visibilidade.

Em 2014, seu talento foi reconhecido com o Prêmio Ariel de Melhor Atriz pela performance em La Tirisia, drama que exigiu dela uma presença cênica intensa e contida ao mesmo tempo. No ano seguinte, voltou ao circuito de prêmios com Hilda, conquistando o Prêmio Ariel de Melhor Atriz Coadjuvante. A sequência se repetiu em 2016 com La Caridad, que lhe rendeu o segundo Ariel consecutivo nessa categoria, tornando-a uma das atrizes mais premiadas pelo reconhecimento mexicano em um curto período de tempo.

Paralela à sua carreira no cinema, Adriana Paz também construiu uma presença sólida na televisão mexicana. Atuou nas séries Sucedió en Un Día em 2010, Capadocia no mesmo ano, El Encanto del Aguila em 2011 e Dios, Inc. em 2016. Em 2018 e 2019, expandiu sua presença para além das fronteiras ao aparecer na produção espanhola Vis a Vis, série que conquistou audiências em toda a Europa e na América Latina. Sua capacidade de transitar entre produções mexicanas e espanholas revelava um alcance artístico crescente.

Em 2017, a performance no filme El Autor lhe valeu uma indicação ao Prêmio Goya de Melhor Atriz Revelação, o principal reconhecimento do cinema espanhol. Era mais um passo em sua trajetória de afirmação além das fronteiras mexicanas. Mas seria em 2024 que Adriana Paz chegaria ao reconhecimento mais amplo de sua carreira. Pelo papel no filme Emilia Pérez, produção de Jacques Audiard que mesturou musical, crime e identidade de forma inovadora, ela foi reconhecida com o Prêmio do Festival de Cinema de Cannes de Melhor Atriz, compartilhado com as demais atrizes do elenco. Era o coroamento de uma carreira construída passo a passo, prêmio a prêmio, longe dos atalhos e sempre em busca de personagens que valessem a entrega.

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