A eleição presidencial de 2018 no Brasil marcou um novo capítulo na história política do país. Realizada em dois turnos — o primeiro em 7 de outubro e o segundo em 28 de outubro —, foi a 8ª eleição presidencial realizada após a promulgação da Constituição Federal de 1988. Diferentemente das eleições anteriores, que foram dominadas por candidatos do Partido dos Trabalhadores (PT) e do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), essa disputa foi entre Fernando Haddad, do PT, professor e advogado, e Jair Bolsonaro, militar do PSL.
A eleição de 2018 aconteceu num contexto de profunda crise política e econômica. Após a reeleição de Dilma Rousseff em 2014, seu segundo mandato se tornou marcado por escândalos e crises políticas. Em agosto de 2016, Dilma foi afastada do cargo pelo Congresso Nacional e substituída por Michel Temer. A Operação Lava Jato intensificou as revelações sobre corrupção em alto nível, envolvendo figuras importantes do governo petista.
O processo eleitoral de 2018 apresentou algumas novidades. O financiamento empresarial foi vetado e a campanha eleitoral teve um horário menor no rádio e na televisão. A internet ganhou mais espaço, com a liberação do financiamento coletivo para as campanhas. O calendário eleitoral foi definido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 16 de agosto, permitindo que os candidatos iniciassem suas campanhas.
Com treze candidatos confirmados pelas convenções partidárias, foi a eleição presidencial com mais candidatos em 29 anos. Fernando Haddad e Jair Bolsonaro se destacaram, representando diferentes forças políticas. O candidato do PT prometia continuar os programas sociais de seu partido, enquanto o militar Bolsonaro apresentava um discurso de direita, criticando corrupção e prometendo uma reforma política.
A eleição foi fiscalizada pelo TSE e teve algumas regras diferenciadas em relação às anteriores. O horário eleitoral no primeiro turno durou 35 dias com dois blocos diários de 12 minutos e meio, distribuídos de forma proporcional entre os candidatos. No segundo turno, houve dois blocos diários de dez minutos. Essas regras visavam garantir uma campanha mais equilibrada.
A crise política persistiu durante o governo interino de Temer, que enfrentou denúncias por corrupção e teve um índice de rejeição alto. Em 2017, ele decidiu não se candidatar à reeleição, deixando o campo livre para Haddad e Bolsonaro.
No final das contas, Jair Bolsonaro saiu vitorioso na segunda volta, tornando-se o novo presidente do Brasil com a promessa de reformar o país. Este resultado marcou um ponto de virada na política brasileira, refletindo os desejos e preocupações dos eleitores em um momento crucial para o futuro do país.