Adriano Eli Corrêa, mais conhecido como Eli Corrêa Filho, nasceu em São Paulo no dia 13 de janeiro de 1976 e representa uma síntese bastante peculiar entre duas vocações que raramente se separam na vida pública brasileira: a comunicação e a política. Filho do radialista Eli Corrêa e de Ana Maria Pacolo — psicóloga e advogada —, ele cresceu num ambiente familiar em que a palavra era ao mesmo tempo instrumento de trabalho e de influência, e não tardou a seguir o mesmo caminho.
A carreira na comunicação antecede a política. Eli Corrêa Filho tornou-se apresentador e radialista, participando do programa que leva o sobrenome da família na Rádio Capital, onde conduz o quadro "O Repórter do Povo". O espaço tem como foco orientar a população sobre direitos do consumidor e sobre as relações com os órgãos do Estado e do Município — uma espécie de advocacia pública que o aproximou dos ouvintes comuns, daqueles que raramente encontram resposta nos canais oficiais. Aos sábados, apresenta um programa mais abrangente, reunindo entretenimento, saúde, comportamento e lazer.
Essa proximidade com a população e os temas do cotidiano urbano foram o trampolim natural para a vida política. Eli Corrêa Filho foi eleito Deputado Estadual por São Paulo em três mandatos consecutivos, construindo uma base eleitoral sólida especialmente em Guarulhos e região. A atuação parlamentar incluiu a vice-presidência da Comissão Parlamentar de Defesa do Direito do Consumidor, área alinhada diretamente com o trabalho que já desenvolvia no rádio e que lhe conferia autoridade temática sobre questões práticas do dia a dia dos cidadãos.
Em 2016, Eli Corrêa Filho candidatou-se à Prefeitura de Guarulhos pelo Democratas, terminando em segundo lugar no pleito. A derrota não freou sua trajetória: nos anos seguintes, foi eleito Deputado Federal por São Paulo, chegando ao segundo mandato na Câmara dos Deputados. A filiação mais recente é ao União Brasil, partido que reuniu após fusão as legendas DEM e PSL.
Sua atuação na Câmara Federal foi marcada por posicionamentos alinhados à base governista nos momentos mais críticos da política brasileira dos anos 2010. Votou favoravelmente ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, decisão tomada em meio a um dos períodos de maior turbulência institucional da história recente do país. Em abril de 2017, manifestou apoio à Reforma Trabalhista, que alterou de forma profunda a legislação que regulava as relações entre empregadores e trabalhadores desde a década de 1940.
Nos momentos mais tensos para o governo Michel Temer, Eli Corrêa Filho tomou partido de maneira clara. Em agosto de 2017, votou contra a autorização para abertura de investigação do então presidente, contribuindo para arquivar a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal. Meses depois, em outubro do mesmo ano, repetiu o voto contrário ao prosseguimento das investigações contra Temer, desta vez acusado de obstrução de Justiça e organização criminosa. O resultado daquela votação impediu que o Supremo Tribunal Federal avançasse na apuração das acusações.
É casado com Francislene Assis de Almeida Corrêa e pai de duas filhas, Sophia e Luna. A trajetória de Eli Corrêa Filho ilustra um modelo de político que chega ao mandato carregando uma identidade pública construída fora da política, num espaço de credibilidade cotidiana — o microfone do rádio — e que usa essa plataforma como ponto de partida para o exercício do poder. A combinação de radialismo popular e política parlamentar o coloca em uma tradição de comunicadores que descobriram nas urnas uma extensão natural de sua influência.


