Madson Ferreira dos Santos nasceu em 13 de janeiro de 1992, em Itaparica, na Bahia, e cresceu em Salvador, onde começou sua formação futebolística nas categorias de base do Vitória, clube que frequentou por anos antes de ser dispensado em 2007. A despedida precoce poderia ter sido um fim, mas para Madson representou apenas uma mudança de endereço: ainda naquele mesmo ano, ele se transferiu para a base do Bahia, iniciando uma nova etapa que o levaria até o profissionalismo.
A promoção ao time profissional do Bahia ocorreu em 2010, mas sem grandes oportunidades. O passo decisivo viria em 2011, quando Madson participou da campanha histórica do Tricolor de Aço na Copa São Paulo de Futebol Júnior. A equipe chegou à final do torneio pela primeira vez em sua história, e Madson foi um dos responsáveis por essa façanha, marcando dois gols na semifinal contra o América Mineiro. O desempenho chamou atenção suficiente para que o técnico Ney Franco o convocasse para representar a Seleção Brasileira nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, no México. No torneio, o lateral foi titular em todos os jogos, mas a seleção decepcinou ao ser eliminada ainda na fase de grupos.
De volta ao Bahia, Madson foi ganhando espaço no time principal, fazendo sua primeira partida com a camisa do clube num goleada de 4 a 0 sobre o Fluminense de Feira. Em 2012, viveu um semestre como titular e conquistou o Campeonato Baiano, seu primeiro título como profissional — antes de sofrer uma lesão em maio que o manteve afastado por quatro meses. Seu retorno, diante do Internacional no Beira-Rio, foi marcado por outra contusão logo no início, impedindo-o de contribuir na segunda metade do ano.
A temporada de 2013 foi turbulenta. Titular ao longo do Brasileirão, Madson sofreu com uma queda de rendimento na segunda parte da competição e chegou a ser vaiado pela torcida. O treinador Cristóvão Borges, no entanto, optou por mantê-lo e oferecer suporte público ao jogador — um gesto que Madson não esqueceu. O Bahia sobreviveu ao rebaixamento na penúltima rodada, e o lateral seguiu em frente com a experiência amarga, mas enriquecida.
Em 2014, sem espaço garantido no Bahia, Madson foi emprestado ao ABC. No Nordeste, longe dos holofotes, ele encontrou um ambiente propício para recuperar a confiança. Marcou seu primeiro gol como profissional numa vitória por 2 a 1 sobre o Vasco da Gama na Arena das Dunas, pela Copa do Brasil, e se tornou um dos destaques da campanha do Alvinegro Potiguar na Série B, onde sua velocidade se tornou uma arma difícil de ser neutralizada sem a utilização de faltas.
Janeiro de 2015 marcou uma virada significativa: Madson deixou o Bahia e assinou por três temporadas com o Vasco da Gama. Em Cruz Maltino, o lateral floresceu. Conquistou o Campeonato Carioca de 2015, liderou a equipe em assistências na competição e foi eleito o melhor lateral-direito do torneio. Sua velocidade na subida pela lateral transformou-o em peça ofensiva fundamental para o time de São Januário. Ainda assim, o Vasco foi rebaixado ao término daquele mesmo ano — uma contradição típica do futebol, onde a excelência individual não basta para evitar o fracasso coletivo.
O contrato com o Vasco foi renovado até julho de 2019, mas 2016 trouxe um episódio simbólico: no dia em que completou cem jogos com a camisa cruzmaltina, em 1.º de outubro, Madson finalmente marcou seu primeiro gol pelo clube, descontando na derrota por 3 a 1 diante do Náutico. Um gol de consolação, mas de significado pessoal considerável para quem havia esperado tanto por aquele momento com aquela camisa. A passagem pelo Vasco incluiu ainda a Taça Rio de 2017 e as Taças Guanabara e o Carioca de 2016, além de momentos de alternância com o lateral Yago Pikachu.
Em janeiro de 2018, Madson acertou com o Grêmio por quatro temporadas e conquistou o Campeonato Gaúcho de 2018. Em fevereiro de 2019, foi emprestado ao Athletico Paranaense, onde viveu uma de suas melhores temporadas: contribuiu com cinco gols e duas assistências em 32 jogos, e sagrou-se campeão da Copa do Brasil de 2019 — o título mais relevante de sua carreira até aquele ponto. O troféu foi conquistado junto com a Copa Suruga Bank no mesmo ano, colocando o Furacão em um ciclo de conquistas que o lateral integrou com protagonismo.
A transferência para o Santos, em dezembro de 2019, veio por meio de uma troca com o Grêmio: Victor Ferraz seguiu para o Sul, e Madson foi para a Vila Belmiro. No clube praiano, permaneceu por três temporadas e acumulou números expressivos: 127 jogos, 14 gols e 12 assistências, com destaque para 2022, quando disputou 42 partidas e contribuiu com cinco gols e quatro assistências só no Campeonato Brasileiro. Foi um período de consistência e maturidade para um jogador que havia passado por altos e baixos consideráveis ao longo da carreira.
Em março de 2026, aos 34 anos, Madson foi anunciado como reforço do Sport Recife, equipe que disputava a Série B e a Copa do Nordeste. A chegada ao Sport representava mais um capítulo de uma trajetória que percorreu grandes clubes brasileiros de norte a sul, com títulos estaduais, conquistas nacionais e a experiência acumulada de quem jogou em diferentes sistemas táticos, treinadores e pressões. Um lateral que construiu sua identidade na velocidade e no apoio ofensivo, Madson escreveu uma história longa e plural no futebol brasileiro.

