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Ederson Honorato Campos

Futebolista italiano

4 min01/01/2024
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Ederson Honorato Campos nasceu em Parapuã, no interior do estado de São Paulo, em 13 de janeiro de 1986, e desde a adolescência revelou um talento fora do comum como meia criativo. Profissionalizou-se muito jovem, aos dezesseis anos, pelo RS Futebol Clube, em 2001, e suas atuações chamaram atenção rápida dos olheiros das seleções de base. Com habilidade técnica refinada, visão de jogo privilegiada e precisão nos passes, Ederson reunia as características ideais para o cargo de armador, a função de quem conecta defesa e ataque e é responsável por dar ritmo e direção ao jogo.

Sua qualidade nas categorias de base logo o projetou para a Seleção Brasileira sub-17, onde participou de competições continentais de alto nível. O resultado mais expressivo desse período foi o bicampeonato que construiu junto com a geração dourada do futebol jovem brasileiro: vice-campeão sul-americano e campeão mundial na categoria sub-17 em 2003. Essa conquista com a camisa canarinha foi mais do que um título; foi o certificado que acelerou seu caminho em direção ao futebol europeu.

No início de 2004, Ederson foi emprestado ao Internacional, mas teve pouco espaço no clube gaúcho. Na sequência, foi cedido ao Juventude, onde encerrou o Campeonato Brasileiro daquele ano pelo time da serra gaúcha, então treinado por Ivo Wortmann. Foram experiências de passagem que não consolidaram sua posição no Brasil, mas mantiveram o jovem meia em atividade enquanto seu destino europeu se desenhava.

Em janeiro de 2005, com apenas dezenove anos, Ederson cruzou o Atlântico para jogar pelo Nice, clube da Côte d'Azur francesa. A movimentação rápida para o futebol europeu nessa faixa etária é um sinal do potencial que ele representava. E o meia correspondeu: marcou seu primeiro gol no terceiro jogo pelo clube, justamente numa vitória de 2 a 1 no clássico da Costa Azzura contra o Monaco, um dos confrontos mais emocionantes do futebol regional francês. Com a camisa 10 já na temporada seguinte, Ederson foi se tornando peça fundamental, somando 19 gols em 90 jogos ao longo de três temporadas e meia de Nice.

O salto de qualidade na carreira veio em janeiro de 2008, quando o Lyon, um dos clubes mais poderosos da França naquele período, desembolsou 14,9 milhões de euros para contratá-lo. O investimento tinha uma razão estratégica: o clube buscava um substituto para Juninho Pernambucano, o meia brasileiro que havia sido ídolo absoluto de Lyon por anos antes de deixar o clube ao final daquela temporada. Apresentado junto com o goleiro Hugo Lloris, que mais tarde se tornaria um dos melhores do mundo na posição, Ederson recebeu a camisa 7 e logo se destacou.

Com o Lyon, o meia brasileiro viveu duas temporadas de alto nível no futebol europeu. Foi um dos jogadores mais consistentes da equipe na disputa da Liga dos Campeões da UEFA, competindo contra os melhores clubes do continente. Em 82 jogos, marcou oito gols e forneceu doze assistências, números que traduzem bem o perfil de um meio-campista criativo que trabalha tanto para si quanto para os companheiros. Em julho de 2012, após o término do contrato, foi anunciado como reforço da Lazio, clube romano da Série A italiana, numa operação sem custo de transferência.

A passagem pela Lazio foi marcada por uma sequência de lesões que comprometeram seu rendimento. Logo no início, chocou-se com o compatriota Hernanes durante um treino e lesionou o joelho direito, ficando dois meses afastado. Depois de retornar, outra lesão grave na coxa direita em janeiro de 2014 o deixou fora do restante da temporada e o colocou em situação difícil para o ciclo seguinte. As lesões em sequência são o pesadelo de qualquer atleta de alto rendimento, e para Ederson representaram um período de frustração após anos de consistência na Europa.

Em julho de 2015, acertou com o Flamengo, voltando ao Brasil depois de uma década no exterior. Chegou como a grande contratação do clube, recebendo a camisa 10 com grande expectativa da torcida rubro-negra. A estreia no Maracanã, em 12 de agosto de 2015, foi promissora: jogou 65 minutos na vitória de 3 a 2 sobre o Atlético Paranaense e foi muito aplaudido. No segundo jogo pelo clube, marcou dois gols contra o Palmeiras, e em 23 de agosto balançou as redes no Maracanã contra o São Paulo.

Mas o destino impiedoso das lesões voltou a persegui-lo. Em setembro de 2015, num jogo contra o Vasco, sofreu lesão no ligamento colateral lateral do joelho direito. Em julho de 2016, após uma sequência de boas atuações que animava comissão técnica e torcida, um carrinho do lateral corinthiano Fagner iniciou uma sequência que culminou em lesão óssea no joelho esquerdo, submetendo o meia a uma artroscopia em setembro daquele ano e afastando-o por dez meses. A carreira de Ederson Honorato Campos é, em muitos aspectos, a história de um talento genuíno que encontrou nas lesões seu principal obstáculo, mas que nos momentos de saúde sempre demonstrou o futebol refinado de quem carregou o número 10 nos maiores clubes da França e na camisa canarinha de uma geração campeã mundial.

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