Estela Aranha é uma advogada brasileira formada pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (FDUSP), ingressando na instituição em 1995 e concluindo a graduação em 1999. Atualmente, ela atua como pesquisadora no Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) e é especialista em direito digital, além de desempenhar papel docente na pós-graduação do departamento de direito digital.
A carreira profissional de Estela Aranha abrange diversos campos. Entre 2011 e 2020, ela trabalhou na área governamental da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Posteriormente, foi presidente da comissão de proteção de dados e direito à privacidade da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Rio de Janeiro. No governo federal, Aranha atuou como secretária especial dedicada a assuntos digitais, diretamente vinculada ao gabinete do Ministro Flávio Dino (PSB). Em março de 2024, com o afastamento de Dino para o Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski assumiu o Ministério da Justiça, substituindo Aranha por Lílian Cintra de Melo. Após ser desligada do ministério em outubro do mesmo ano, foi indicada como assessora especial do Presidente Lula (PT) por Rui Costa.
Antes de seu ingresso no governo federal, Estela Aranha atuou como advogada de Lindbergh Farias e também integrou o Grupo Prerrogativas. Além disso, ela coordenava a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia em São Paulo. Em fevereiro de 2025, assumiu as funções de assessora do gabinete da Presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A cerimônia de posse como ministra do TSE ocorreu no dia 5 de agosto de 2025.
Em outubro de 2026, durante um debate presidencial, Aranha concedeu uma liminar proibindo a TV Globo de exibir o púlpito vazio e permitir perguntas direcionadas ao candidato ausente. Essa decisão mudou as regras estabelecidas para o evento e gerou controvérsias com a emissora e entidades da imprensa, levantando questões sobre insegurança jurídica e interferência judicial.
Além de suas realizações profissionais, Estela Aranha tem um histórico de doações eleitorais. Segundo registros do DivulgaCand do TSE publicados pelo jornal O Tempo, ela contribuiu com campanhas de candidatos do Partido dos Trabalhadores (PT) e do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), incluindo R$ 800 para Nabil Bonduki em 2004, R$ 1.000 para Jean Wyllys em 2018 e R$ 750 para Erika Hilton em 2022.
Em um vídeo gravado no segundo turno das eleições presidenciais de 2022, Aranha declarou seu voto em Luiz Inácio Lula da Silva, associando a escolha à defesa do Estado Democrático de Direito e ao apoio dos advogados à candidatura do ex-presidente.