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Zagallo

Futebolista brasileiro (1931–2024)

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Mário Jorge Lobo Zagallo (Atalaia, 9 de agosto de 1931 — Rio de Janeiro, 5 de janeiro de 2024) foi um treinador e futebolista brasileiro que atuou como ponta-esquerda.

É o maior vencedor de Copas do Mundo da história, com quatro títulos conquistados no total. Como jogador, conquistou as edições de 1958 e 1962. Posteriormente, venceu a Copa do Mundo de 1970 como treinador e a edição de 1994 como coordenador técnico da Seleção Brasileira. Além de ter sido finalista na Copa do Mundo de 1998 como técnico.

Foi a primeira pessoa a vencer a Copa do Mundo tanto como jogador quanto como treinador, feito mais tarde repetido apenas pelo alemão Franz Beckenbauer e pelo francês Didier Deschamps. Em 2013, foi eleito pela revista World Soccer o 9.º maior treinador de todos os tempos. É o único a comandar uma seleção em mais de cem partidas.

Recebeu em 1992 a Ordem de Mérito da FIFA, a maior honraria atribuída pela entidade, por suas contribuições ao futebol. Em 2020, foi eleito o 2.º maior treinador da história do futebol brasileiro pela Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS), atrás apenas de Tele Santana.

Mário Jorge Lobo Zagallo nasceu em Atalaia, Alagoas, filho de Haroldo Cardoso Zagallo e Maria Antonieta de Sousa Lobo, também alagoanos. Seus avós paternos eram ambos portugueses. Pelo lado materno, descendia de luso-brasileiros assentados no Nordeste há muitas gerações.

Sua família transferiu-se para o Rio de Janeiro — então capital federal — quando Mário Jorge tinha poucos anos de vida. Já mostrava aptidão para os esportes desde os tempos de escola, em especial o futebol. À época, ele já sabia que iria seguir carreira na modalidade. No entanto, seu pai, Haroldo, queria que o filho fizesse um curso de contabilidade para ajudá-lo na fábrica de tecidos da família. Coube a seu irmão mais velho, Fernando, convencer o pai a deixá-lo fazer o que ele mais gostava.

Ainda jovem, residiu na rua Professor Gabizo, na Tijuca.

Como era sócio do America Football Club, seu clube do coração, foi lá que Zagallo iniciou sua carreira nas divisões amadoras, além de arrumar tempo para jogar vôlei entre uma partida e outra. Nesta época, chegou também a jogar tênis de mesa, ganhando títulos na categoria juvenil.

Em 1949, o jovem venceu o Campeonato de Amadores do Rio de Janeiro, conquistando seu primeiro título. No mesmo ano ajudou o clube a conquistar o Torneio Início do Campeonato Carioca.

Em 1950 transferiu-se para os juniores do Flamengo, clube pelo qual assinou seu primeiro contrato profissional, em 1951, onde conquistou, dentre outros, o tricampeonato carioca (1953, 1954 e 1955). O ponta-esquerda deixou a equipe rubro-negra logo após a conquista da Copa do Mundo de 1958 com a Seleção Brasileira. Zagallo não queria sair do Flamengo, mas a demora da diretoria fez com que ele assinasse com o rival Botafogo.

Segundo números do "Almanaque do Flamengo", de Roberto Assaf e Clóvis Martins, o "Formiguinha", como era conhecido na época, disputou pelo clube 205 jogos, com 128 vitórias, 38 empates e 39 derrotas, marcando 29 gols.

Zagallo foi bicampeão carioca (1961 e 1962) e do Torneio Rio-São Paulo (1962 e 1964) pelo Botafogo, clube onde também veio a conquistar a Taça Brasil e outros títulos internacionais com treinador. O ponta-esquerda participou da fase áurea do time, jogando ao lado de astros como Garrincha, Didi e Nílton Santos.

Apesar de também ter uma passagem vitoriosa no Flamengo, foi em General Severiano que Zagallo se consolidou como ídolo. Não à toa, o "Dia do Botafoguense" é comemorado em 9 de agosto, data de aniversário do "Velho Lobo".

O vínculo do Zagallo com o alvinegro começou com um chapéu. O ponta-esquerda foi contratado pelo clube após a Copa do Mundo de 1958, na Suécia, vindo do Flamengo. O Rubro-Negro demorou para renovar o passe do atleta, que optou por continuar no Rio de Janeiro e aceitou a proposta do rival. O camisa 13 chegou e não saiu mais do Botafogo, clube no qual se aposentou, em 1965.

De temperamento forte, Zagallo tratava o "Clube da Estrela Solitária" de outra maneira. Em 1959 foi puxado para o time de aspirantes do Botafogo para recuperar ritmo de jogo após ficar afastado quatro meses por lesão. Não reclamou, aceitou a ordem, foi campeão carioca de juniores e retornou à equipe profissional no ano seguinte.

Mesmo sem ter tanto talento quanto os assombrosos Garrincha, Didi e Nilton Santos, o Velho Lobo gravou seu nome na história pela forma surpreendente como atuava na época: era um ponta que voltava para marcar, aparecendo no meio-campo e dando suporte ao lateral.

Seus títulos cariocas e a conquista da Taça Brasil o levaram à Seleção Brasileira. Com ele, o Brasil inovou taticamente e jogou em 1958 no esquema 4-3-3, pois Zagallo era um ponta-esquerda que recuava para ajudar no meio-campo. Já na Copa seguinte, a de 1962, realizada no Chile, Zagallo foi titular devido à lesão de Pepe, grande astro do Santos e companheiro de ataque de Pelé.

Características e estilo de jogo

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