Yves Bonnefoy (Tours, Indre-et-Loire, 24 de junho de 1923 - Paris, 1 de julho de 2016) foi um poeta francês, autor de inúmeros livros de poemas, além de ensaios sobre arte e literatura. Foi também tradutor de peças - como A Tempestade, Hamlet e Macbeth, dentre outras, de William Shakespeare - e poemas de William Butler Yeats, John Donne e Giacomo Leopardi.
Sua obra teórica, de grande abrangência, buscou desde cedo interrogar, em livros como L'Improbable (1958), as tensões entre o mundo e a representação poética. Ela busca a sua filiação no existencialismo de Jean Wahl, de quem foi aluno, mas também numa leitura original que propõe de poetas como Charles Baudelaire e Arthur Rimbaud.
Inicialmente ligado ao surrealismo, desliga-se do movimento em 1947, criticando a gratuidade do imaginário surrealista.
Além do surrealismo, suas principais influências são Charles Baudelaire, Arthur Rimbaud, Stéphane Mallarmé et Gérard de Nerval, que realizaram, segundo ele, a verdadeira revolução poética da nossa modernidade.
Yves Bonnefoy foi também professor do Collège de France na cátedra de Estudos comparados da função poética. Em 1995 recebeu o Prêmio Balzan.
Yves Bonnefoy morreu em 1º de julho de 2016, aos 93 anos.
Du mouvement et de l'immobilité de Douve (1953)
Dans le leurre du seuil (1975)
Poèmes (1947–1975) (1978), reunião dos quatro livros anteriores
Ce qui fut sans lumière (1987)
Là où retombe la flèche (1988)
Les Planches courbes (2001), reúne os dois livros anteriores
La Longue Chaîne de l'ancre (2008)
La Vie errante, suivi de Une autre époque de l'écriture (1993)
“Savoir vivre”, Le Miroir infidèle, Bruxelles, 1946, republicado em Yves Bonnefoy, Le temps qu’il fait, cahier 11, 1998.
“L’Éclairage objectif”, Bruxelles, Les Deux sœurs, no 3, maio de 1947, republicado em Yves Bonnefoy, Le temps qu’il fait, cahier 11, 1998.
“Donner à vivre”, Le surréalisme en 1947, exposition internationale du surréalisme, apresentação de André Breton e Marcel Duchamp, Maegh, Pierre à feu, 1947, republicado em Yves Bonnefoy, Le temps qu’il fait, cahier 11, 1998.
“Sur le concept de lierre”, Troisième Convoi, no 5, junho 1951, p. 24-28, republicado em Yves Bonnefoy, Le temps qu’il fait, cahier 11, 1998.