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Wilma de Faria

Professora, política brasileira, e 52.ª Governadora do Rio Grande do Norte

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Wilma Maria de Faria GOMM (Mossoró, 17 de fevereiro de 1945 — Natal, 15 de junho de 2017), também conhecida como Wilma Maia, foi uma professora e política brasileira, tendo como sua última agremiação partidária o Partido Trabalhista do Brasil, atual Avante. Sua trajetória política é marcada por importantes conquistas, sendo a primeira mulher a ocupar o cargo de prefeita de Natal, onde exerceu sua gestão em Três mandatos: de 1989 a 1993 e de 1997 a 2000 quando foi reeleita, mas renunciou ao cargo em Abril de 2002, quando decidiu se candidatar ao governo do estado. Além de sua atuação como prefeita, Wilma fez história ao se tornar a primeira mulher governadora do Rio Grande do Norte, ocupando o cargo de 2003 a 2010.

Antes de assumir esses papéis de destaque, Wilma foi primeira-dama do estado, sendo casada com Lavoisier Maia, o 44.º governador potiguar, de 1979 a 1983. Sua experiência e engajamento político a levaram a se tornar vereadora em Natal, cargo que ocupava até o momento de seu falecimento.

A trajetória de Wilma é significativa para a política potiguar, especialmente na luta pela representação feminina em cargos de liderança, onde seu legado perdura na memória da sociedade e na política do Rio Grande do Norte. Sua vida e carreira são lembradas pela relevância de suas conquistas e pelo impacto que tiveram na promoção da igualdade de gênero e na inclusão feminina na política.

Wilma de Faria nasceu em uma família de destaque, filha de Morton Mariz de Faria e Francisca Sally Paraguaio de Faria, e neta de Paulina Engrácia de Medeiros Mariz, irmã do ex-governador Dinarte de Medeiros Mariz. Sua ligação familiar com a política é ainda mais reforçada pelo seu primo legítimo, Gurgel de Faria, que se tornou Ministro do Superior Tribunal de Justiça.

Casou-se aos 17 anos com o médico Lavoisier Maia em 1959, com quem teve quatro filhos: Ana Cristina, Márcia, Lauro e Cíntia. Após um longo relacionamento, o casal se separou em 1992. Posteriormente, Wilma contraiu matrimônio com Hérbat Spencer Batista Meira, ex-chefe da Casa Civil de Natal.

Wilma também tinha dois irmãos gêmeos, Nelson Newton de Faria e Newton Nelson de Faria.

Primeira-dama do Rio Grande do Norte

Wilma de Faria começou sua trajetória pública em 1979 ao se tornar primeira-dama do Rio Grande do Norte, período em que se destacou por seu engajamento em diversas causas sociais. Coordenando o Programa Nacional do Voluntariado (Pronav), assumiu a presidência da Legião Brasileira de Assistência (LBA) no estado, onde implementou iniciativas voltadas para a assistência e a inclusão social. Além disso, sua liderança na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) demonstrou seu compromisso com a defesa dos direitos de pessoas com deficiência, e a criação do Movimento de Integração e Orientação Social (MEIOS) consolidou sua atuação na promoção da cidadania.

Em 1979, sua participação no seminário internacional sobre o problema populacional na América Latina, realizado no México, proporcionou uma visão ampla sobre os desafios enfrentados na região, reforçando a importância de políticas públicas eficazes para a gestão populacional e o desenvolvimento sustentável. A viagem de estudos ao Centro Agronômico Tropical de Investigação e Ensino, na Costa Rica, a convite do Instituto Interamericano de Ciências Agrícolas, expandiu ainda mais sua compreensão sobre questões agrárias e ambientais, influenciando suas futuras decisões políticas.

Em 1983, Wilma de Faria foi nomeada Secretária de Trabalho e Bem-Estar Social durante o primeiro governo de José Agripino Maia, onde desempenhou um papel fundamental na implementação de políticas sociais voltadas para a população mais vulnerável do Rio Grande do Norte. Durante seu tempo à frente da secretaria, Wilma se dedicou a desenvolver programas que promoviam a inclusão social e o acesso a serviços essenciais.

No entanto, em 15 de julho de 1985, Wilma desvinculou-se da secretaria para lançar sua candidatura à prefeitura de Natal, filiada ao Partido Democrático Social. Embora tenha feito uma campanha ativa, ela não conseguiu vencer as eleições, sendo derrotada pelo então deputado estadual Garibaldi Alves Filho.

A derrota nas eleições municipais não desanimou Wilma. Em 1986, ela foi eleita deputada federal pelo Rio Grande do Norte, conquistando a cadeira com o número 1111. Durante seu mandato na Câmara dos Deputados, ela se destacou na Assembleia Constituinte, contribuindo significativamente para a elaboração da nova Constituição Brasileira de 1988. Seu compromisso com os direitos sociais e dos trabalhadores a levou a votar a favor de diversas propostas que beneficiavam essas áreas, o que a destacou entre seus pares.

De fato, sua atuação parlamentar a fez figurar entre os deputados considerados "nota 10" pelo Departamento Intersindical de Assuntos Parlamentares (DIAP), um reconhecimento que evidencia a eficácia em temas relacionados a políticas públicas e direitos sociais.

Em 1988, Wilma, já filiada ao PDT, fez história ao vencer a eleição para a prefeitura de Natal, tornando-se a primeira mulher a assumir o cargo. Durante seu mandato de quatro anos, ela implementou diversas políticas públicas voltadas para a educação, saúde e infraestrutura, o que contribuiu para elevar sua popularidade junto à população natalense. Ao final de seu mandato, com sua imagem consolidada e aprovada, Wilma conseguiu eleger Aldo Tinoco Filho como seu sucessor nas eleições de 1992.

Nesse período, sua vida pessoal também passou por mudanças significativas, pois ela já estava separada de Lavoisier Maia, seu ex-marido e ex-governador do estado. Essa separação marcou um novo capítulo em sua trajetória política, levando-a a ingressar no PSB. Em 1994, Wilma tentou uma nova candidatura ao governo do estado, mas obteve apenas a quarta colocação nas eleições, um resultado que não diminuiu sua determinação em continuar na vida pública.

Em 1996, após um rompimento político com Aldo Tinoco, ela decidiu voltar a disputar a Prefeitura de Natal. Com o apoio de José Agripino Maia, Wilma obteve sucesso nas urnas e venceu a eleição, retornando ao cargo de prefeita. Essa vitória reafirmou seu status como uma líder política de destaque na cidade e demonstrou sua resiliência e capacidade de adaptação em um cenário político desafiador.

Governadora do Rio Grande do Norte

Em 1999, Wilma de Faria rompeu politicamente com José Agripino Maia, uma decisão que refletiu mudanças no cenário político do Rio Grande do Norte. No ano 2000, ela obteve o apoio do então governador Garibaldi Alves Filho em sua candidatura à reeleição para a Prefeitura de Natal, o que contribuiu significativamente para sua vitória. Em abril de 2002, Wilma renunciou ao cargo de prefeita para concorrer ao governo do estado. Sua campanha foi bem-sucedida, e ela foi eleita governadora com 820.541 votos, equivalentes a 61,05% dos votos válidos, consolidando-se como uma figura central na política potiguar.

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