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William George Armstrong

Empresário britânico

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William George Armstrong, 1.º Barão Armstrong, CB, FRS (Newcastle upon Tyne, 26 de novembro de 1810 – Rothbury, Northumberland, 27 de dezembro de 1900) foi um eficiente empresário de Tyneside, que fundou o império industrial Armstrong Whitworth.

Armstrong nasceu em Newcastle upon Tyne, no número 9 da Row Pleasant, Shieldfield, cerca de um quilômetro do centro da cidade. Embora a casa não mais exista, uma placa de granito com inscrições sinaliza o local onde ficava a casa em que nasceu. Naquela época, a área, ao lado do Pandon Dene, era rural. Seu pai, também chamado William, era um comerciante de milho no cais de Newcastle, que se tornou prefeito da cidade em 1850. Sua irmã mais velha, Anne, nascida em 1802, recebeu o mesmo nome de sua mãe, que era filha de Addison Potter.

Armstrong foi educado em escolas particulares de Newcastle e Whickham, perto de Gateshead, até a idade de dezesseis anos, quando foi enviado para estudar na Bishop Auckland Grammar School. Enquanto ali permaneceu, muitas vezes visitou as obras de engenharia de William Ramshaw, localizadas nas cercanias. Durante uma dessas visitas, conheceu sua futura esposa Margaret, filha de Ramshaw, seis anos mais velha que ele.

O pai de Armstrong queria que ele seguisse a carreira de advogado, e arranjou para que trabalhasse no escritório Armorer Donkin, pertencente a um seu amigo advogado. Morou cinco anos em Londres, estudando Direito e voltou para Newcastle em 1833. Em 1835 tornou-se sócio nos negócios da Donkin e a empresa passou a chamar-se Donkin, Stable and Armstrong. Armstrong se casou com Margaret Ramshaw em 1835, e eles construíram uma casa em Jesmond Dene, no extremo leste de Newcastle. Armstrong trabalhou por onze anos como advogado, mas durante o seu tempo livre, demonstrou grande interesse pela Engenharia.

Armstrong era um hábil pescador, e em certa ocasião, quando pescava no rio Dee, Dentdale, nos montes Peninos, viu uma roda d'água em ação, fornecendo energia para uma pedreira de mármore. Armstrong percebeu que grande parte da energia gerada estava sendo desperdiçada e quando retornou a Newcastle, projetou um motor giratório alimentado por energia hidráulica, cuja construção se deu na oficina de seu amigo Henry Watson em High Bridge. Infelizmente, o motor despertou pouco interesse. Armstrong, posteriormente, desenvolveu um motor a pistão em vez de um giratório e considerou que aquele poderia ser mais adequado para ser utilizado em um guindaste hidráulico. Em 1846, seu trabalho como cientista amador foi reconhecido ao ser eleito membro da Real Sociedade de Londres.

Em 1845, um projeto foi posto em ação para fornecer água encanada de reservatórios distantes para as famílias de Newcastle. Armstrong estava envolvido neste projeto e propôs para a Newcastle Corporation, que utilizasse o excesso de pressão da água encontrado na parte mais baixa da cidade para alimentar um guindaste portuário da região de Quayside especialmente adaptado por ele. Armstrong afirmou que seu guindaste hidráulico poderia descarregar os navios mais rapidamente e com custo mais barato do que os guindastes convencionais. A Newcastle Corporation concordou com a sugestão, e a experiência se mostrou tão bem sucedida que mais três guindastes hidráulicos foram instalados em Quayside.

O sucesso de seu guindaste hidráulico levou Armstrong a considerar a criação de uma empresa para fabricar guindastes e outros equipamentos hidráulicos. E assim, Armstrong abandonou a sua carreira de advogado. Donkin, seu antigo colega de profissão, apoiou sua mudança de carreira, fornecendo apoio financeiro para o novo empreendimento. Em 1847, a empresa W. G. Armstrong & Company comprou 22 000 m² de terra ao longo do rio em Elswick, perto de Newcastle, e começou a construção de uma fábrica no local. A nova empresa recebeu encomendas de guindastes hidráulicos de Edimburgo, Northern Railways e da Liverpool Docks, bem como de máquinas hidráulicas para os portões das docas em Grimsby. A empresa logo começou a se expandir. Em 1850 a empresa produziu quarenta e cinco guindastes e dois anos mais tarde, setenta e cinco. Uma média de cem guindastes por ano durante o restante do século. Em 1850, mais de trezentos homens foram empregados nas obras, mas em 1863 esta percentagem subiu para 3 800 homens. A empresa logo se ramificou na construção de pontes, sendo que um dos primeiros pedidos foi para a construção da ponte de Inverness, concluída em 1855.

Armstrong foi o responsável pelo desenvolvimento do acumulador hidráulico. Quando a pressão da água não era suficiente no local para o uso de guindastes hidráulicos, Armstrong geralmente construía altas caixas-d'água para aumentar a pressão da água. Porém, quando recebeu encomenda para fornecer guindastes a serem utilizados em New Holland, no estuário do Humber, percebeu que seria impossível se utilizar dessa técnica, uma vez que o solo do local era muito arenoso e não suportaria essas construções. Depois de muito pensar, construiu o acumulador hidráulico, um cilindro de ferro fundido equipado com um êmbolo capaz suportar um grande peso. O êmbolo seria erguido lentamente, submerso em água, até que a força descendente do peso fosse suficiente para forçar a água abaixo dele a entrar nas tubulações submetida a uma grande pressão. O acumulador foi uma invenção muito significativa, mas não espetacular, que encontrou muitas aplicações nos anos seguintes.

Em 1854, durante a Guerra da Crimeia, Armstrong leu sobre as dificuldades que o Exército Britânico encontrou ao manobrar os seus pesados canhões. Decidiu então, criar uma arma para ser usada no campo de batalha que fosse mais leve, de fácil movimentação, com maior alcance e precisão. Construiu um canhão de carregamento pela culatra, com um tambor forte, raiado, feito de ferro forjado ao redor de um revestimento interno de aço, projetado para disparar um projétil em vez de uma bola de ferro. Em 1855, Armstrong tinha um canhão de cinco libras pronto para ser inspecionado por uma comissão governamental. A arma foi bem sucedida nos testes, mas o comitê achou necessário que a arma tivesse um calibre maior, e então Armstrong construiu uma de 18 libras no mesmo projeto. Após os testes, este canhão foi declarado ser superior a todos os seus rivais. Armstrong cedeu a patente da arma para o governo britânico, em vez de lucrar com a sua invenção. Em decorrência disso, recebeu a honra britânica de Cavaleiro Celibatário e em 1859 foi apresentado a Rainha Vitória.Armstrong foi contratado como engenheiro na Seção de Rifles do Departamento de Guerra.A fim de evitar um conflito de interesses caso sua própria empresa fosse contratada para a fabricação de armamentos, Armstrong criou uma empresa separada, chamada Elswick Ordnance Company, na qual ele não tinha qualquer envolvimento financeiro. A nova empresa concordou em fabricar armamentos para o governo britânico e para nenhum outro. Durante o tempo em que ocupou o seu novo cargo, Armstrong buscou modernizar o obsoleto Woolwich Arsenal para que ele pudesse construir armas projetadas em Elswick.

Porém, quando tudo indicava que a nova arma estava prestes a se tornar um grande sucesso, surgiu uma grande oposição a sua produção, dentro do próprio exército britânico e entre os fabricantes de armas rivais, particularmente por parte de Joseph Whitworth de Manchester. Surgiram boatos de que a nova arma era muito difícil de ser manuseada, que era muito cara, que era perigosa sua utilização, que necessitava frequentemente de manutenção e assim por diante. Tudo isso era proveniente de uma campanha contra Armstrong. Ele foi capaz de refutar todas essas afirmações perante diversas comissões do governo, mas considerou as constantes críticas algo muito cansativo e deprimente. Em 1862, o governo decidiu parar de encomendar a fabricação da nova arma e voltou a utilizar o canhão carregado pela boca. Além disso, por causa da queda na demanda, as encomendas futuras de armas seriam fornecidas pelo Woolwich Arsenal, deixando Elswick sem novos negócios. A compensação foi posteriormente acordada com o governo para a perda de negócios com a empresa. Infelizmente, o governo não liberaria a empresa do seu acordo de não vender armamentos no exterior, de modo que a única solução possível seria o seu fechamento. Posteriormente, a restrição foi relaxada, e a empresa foi autorizada a vender armas para ambos os lados na Guerra Civil Americana.

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