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Wagner Moura

Ator brasileiro

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Wagner Maniçoba de Moura (Salvador, 27 de junho de 1976) é um ator, diretor, roteirista, produtor e músico brasileiro. Reconhecido por suas atuações em filmes e séries nacionais e internacionais, é um dos atores brasileiros mais aclamados fora do país.

Começou fazendo teatro em Salvador, onde trabalhou com diretores como Fernando Guerreiro, e logo teve algumas participações em filmes. Em 2003, estrelou em Deus é Brasileiro e O Caminho das Nuvens, além de ter tido papel de destaque em Carandiru, o que o propulsionou para o cenário principal do cinema brasileiro. Seguiu estrelando em longas-metragens nacionais, incluindo os sucessos de bilheteria Tropa de Elite e Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora É Outro, com o personagem Capitão Nascimento. Em 2007, foi o antagonista da novela Paraíso Tropical, sendo elogiado por sua atuação tanto pelo público quanto pela crítica.

Em 2013, integrou o elenco do longa-metragem de ficção científica estadunidense Elysium, marcando sua estreia internacional; por seu trabalho, recebeu elogios dos críticos. Em 2015, passou a estrelar na série Narcos, interpretando o narcotraficante Pablo Escobar, papel pelo qual foi indicado a diversos prêmios, incluindo o Globo de Ouro. Em 2025, por sua interpretação em O Agente Secreto, tornou-se o primeiro ator sul-americano a ganhar o prêmio de Melhor Ator do Festival de Cannes e os prêmios New York Film Critics Circle Awards e Festival Internacional de Cinema de Chicago de melhor ator principal, além de indicações ao Critics Choice Awards, Gotham Awards, The Astra Awards e ao Oscar na mesma categoria, se tornando o primeiro brasileiro a ser nomeado ao Oscar. Também é o primeiro ator brasileiro a vencer o Globo de Ouro de Melhor Ator em Drama em 2026.

Com carreira internacional consolidada, é parte do movimento que busca representatividade positiva para latinos em Hollywood e fuga dos estereótipos, e assim trabalha como ator e produtor fora do Brasil.

Nasceu em Salvador, mas foi criado em Rodelas, a 540 km da capital. Essa época de sua vida foi fundamental, e Wagner teve uma infância muito ligada à natureza, ao local onde cresceu. Como José Moura, seu pai, era militar, a família, constituída ainda da mãe, Alderiva, e da irmã mais nova, Lediane, habituou-se a mudar de cidade e até mesmo de estado, indo para o Rio de Janeiro certa vez. Sua relação com o teatro se deu graças a uma colega de escola que fazia teatro. Wagner quis seguir o mesmo caminho para tentar achar uma turma que se encaixasse.

Nesta época da adolescência, conheceu Vladimir Brichta, com quem trabalhou um inúmeras peças e Lázaro Ramos, que contou que Wagner era uma figura "esquisita" e que os dois ficaram amigos após Moura visitar seu camarim pós apresentação pedir, quando tinham 16 anos. Ramos relatou também que o amigo foi grande incentivador de sua carreira e o convenceu a participar das temporadas da peça A Máquina fora da Bahia quando estava relutante em sair do estado. O ator acabou indo e chegando no Rio de Janeiro para as apresentações, fez testes para 8 filmes e passou em todos, o que deu inicio na sua carreira no cinema.

Tem três filhos: Bem, Salvador e José, com a jornalista e fotógrafa Sandra Delgado. Wagner e Sandra se conheceram na Universidade mas só começaram a se relacionar depois de formados, durante o Carnaval em Salvador. Na época, ele estava de mudança para o Rio de Janeiro e a convidou para ir junto. Ela aceitou, apesar de namoro muito recente. Os dois nunca se casaram formalmente. A família tem residências em Salvador, Los Angeles e Rio de Janeiro, porém o ator afirma que moram onde trabalham, tendo passado temporada na Colômbia e grande parte do tempo em Los Angeles, e que considera a Bahia como sua casa.

É padrinho de João, filho de Taís Araújo e Lázaro, que por sua vez é padrinho de seu filho Bem Moura. Também é padrinho de casamento de Vladimir e Adriana Esteves. Torce para o Vitória e é membro do Movimento Humanos Direitos.

Wagner Moura é praticante de jiu-jítsu; atualmente é faixa marrom, concedida por Rigan Machado.

Wagner Moura tem um perfil político marcadamente de esquerda, defendendo publicamente ativismo e movimentos sociais tais como o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST). Em entrevista ao Roda Viva, relata que seus trabalhos cinematográficos, em particular os de direção, são diretamente influenciados por seu posicionamento político. Por conta disso, relata sofrer ataques de militantes opostos no espectro, tais como bolsonaristas. Relata ainda ter sofrido censura em seus trabalhos cinematográficos durante o Governo Jair Bolsonaro, particularmente nos alegados atrasos deliberados em pedidos "absolutamente corriqueiros" ao Fundo Setorial do Audiovisual junto à Ancine durante essa gestão relacionados ao filme Marighella, que atrasaram o lançamento do filme em dois anos.

Em 2023, deu depoimento para um documentário do Instituto Conhecimento Liberta que discute a questão do latifúndio e da reforma agrária, De quanta terra precisa o homem?.

Iniciou no teatro em 1996 no Colégio Mendel, no grupo formado pela professora Cristina Rodrigues, chamado Grupo Pasmem. Na Casa Via Magia passaria a estabelecer maior relação com a carreira que não tinha pretensão de seguir na época. Interessava-se por jornalismo e se formou na profissão na Universidade Federal da Bahia. No inicio dos anos 2000 foi repórter do Michelle Marie Entrevista, programa de entrevistas da TV Bahia – afiliada da Rede Globo – no mesmo estilo do Programa Amaury Jr.. Wagner cobria festas da alta sociedade e conversava com empresários e celebridades.

O êxito na carreira de ator surgiu quando seguiu com a peça A Máquina para o Rio de Janeiro junto com Lázaro Ramos e Vladimir Brichta, em uma temporada de grande sucesso. No cinema, começou com os curtas Pop Killer, de Victor Mascarenhas, e Rádio Gogó, de José Araripe Jr. Seu primeiro longa foi Sabor da Paixão (Woman on Top), da venezuelana Fina Torres, no qual fazia uma pequena participação com Lázaro, ao qual ajudou com os testes em inglês, já que Ramos não dominava a língua.[carece de fontes?]

Com a retomada do cinema brasileiro a abertura para novos atores, conseguiu papel em várias produções, tais como Abril Despedaçado, de Walter Salles; As Três Marias, de Aluizio Abranches; Deus é Brasileiro, de Cacá Diegues - papel que deveria ser de Selton Mello, que não pôde aceitar. Wagner mandou um email para o colega agradecendo o papel; Nina, de Heitor Dhalia; O Homem do Ano, de José Henrique Fonseca; O Caminho das Nuvens, de Vicente Amorim. Em Recife, filmava Deus é Brasileiro e lia o livro Estação Carandiru de Dráuzio Varella, quando ficou sabendo dos testes para o filme Carandiru. Por estar ocupado com as gravações e impossibilitado de aparecer nas audições presenciais em outro estado, pediu para o encarregado do making of lhe ajudar a gravar uma fita que seria enviada para a produção, a qual ficou muito escura, e só possibilitava ouvir o ator lendo trechos do livro. Tempos depois Hector Babenco o chamaria para um encontro em São Paulo pois ficou curioso em conhecer o dono da voz, o ator acabou integrando o elenco como o presidiário, traficante e viciado em drogas Zico.

Partiu para a televisão a convite de Antônio Fagundes que o chamou para a retomada do seriado Carga Pesada e fez Pedrinho, o filho de Bino (Stênio Garcia). Em seguida veio o seriado Sexo Frágil, peça que após virar quadro do Fantástico seguia a trilha para substituir Os Normais nas noites de sexta-feira. Com cerca de vinte episódios, dirigido por João Falcão, criado por Luís Fernando Veríssimo e adaptado por Guel Arraes, teve apenas a primeira temporada lançada em DVD.

A peça Dilúvio em Tempos de Seca ficou em cartaz no Rio de Janeiro, São Paulo e terminou sua temporada no Festival de Teatro de Curitiba no Teatro Guaíra para um público de mais de quatro mil pessoas nos dois dias em que se apresentou. Com texto de Marcelo Pedreira e direção de Aderbal Freire Filho, tinha Wagner como um escritor que utilizava uma modelo decadente, a atriz Giulia Gam, como musa inspiradora para um livro de amor, porém o casal entre tentativas de entendimento tinha ainda a presença da solidão. Com o término do trabalho, o ator se voltaria para a televisão e o cinema.[carece de fontes?]

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