Władysław Szpilman (Sosnowiec, 5 de dezembro de 1911 — Varsóvia, 6 de julho de 2000) foi um pianista e compositor clássico polonês de etnia judaica. Szpilzman é vastamente conhecido como a figura central no filme de 2002 de Roman Polanski, O Pianista, que foi baseado na autobiografia de Szpilman de como ele sobreviveu à ocupação alemã de Varsóvia e o Holocausto.
Szpilman estudou piano nas academias de música em Berlim e Varsóvia. Ele tornou-se num artista popular na rádio polaca e em concerto. Confinado no gueto de Varsóvia depois da invasão alemã, Szpilman passou dois anos escondido. Perto do fim do seu esconderijo, ele foi ajudado por Wilm Hosenfeld, um oficial alemão que detestava as políticas alemãs. Depois da II Guerra Mundial, Szpilman continuou a sua carreira na rádio polaca. Szpilman também foi um compositor prolífico; a sua produção inclui centenas de músicas e muitas peças orquestrais.
Szpilman começou o seu estudo do piano na Academia Chopin de Música em Varsóvia, Polónia, onde ele estudou piano com Aleksander Michałowski e Józef Śmidowicz, alunos de primeira e segunda geração de Franz Liszt. Em 1931 ele estudava na prestigiosa Academia de Artes em Berlim, Alemanha, onde ele estudou com Artur Schnabel, Franz Schreker e Leonid Kreutzer. Depois de Adolf Hitler ser nomeado Chanceler da Alemanha em 1933, Szpilman voltou a Varsóvia, onde ele rapidamente se tornou num celebrado pianista e compositor de tanto música clássica como popular. Primariamente um solista, ele também era o parceiro de música de câmara de violinistas aclamados como Roman Totenberg, Ida Haendel e Henryk Szeryng, e em 1934 ele fez uma tour pela Polónia com o violista dos Estados Unidos Bronislav Gimpel.
A 5 de abril de 1935, Szpilman juntou-se à Polskie Radio, onde ele trabalhou como pianista a tocar música clássica e jazz. As suas composições nesta altura incluíam trabalhos orquestrais, peças de piano, e também músicas para filmes, como também cerca de 50 canções, muitas das quais se tornaram bastantes populares na Polónia. Na altura da invasão alemã da Polónia a setembro de 1939, ele era uma celebridade e um artista destacado na Polskie Radio, que foi bombardeada a 23 de setembro de 1939, pouco depois de transmitir o último recital de Chopin tocado por Szpilman. O ocupantes nazi estabeleceram o Governo Geral, e criaram guetos em várias cidades polacas, incluindo em Varsóvia. Szpilman e a sua família ainda não precisavam de encontrar uma nova residência, como o seu apartamento já estava na área do gueto.
Sobrevivência durante o Holocausto
Władysław Szpilman e a sua família, junto com todos os outros judeus que viviam em Varsóvia, foram forçados a mudar-se para um "bairro judeu" — o Gueto de Varsóvia — a 31 de outubro de 1940. Uma vez que todos os judeus estavam confinados no gueto, um muro foi construído para os separar do resto da cidade ocupada por alemães nazi. Szpilman conseguiu encontrar trabalho como músico para sustentar a sua família, que incluía a sua mãe, pai, irmão Henryk, e duas irmãs, Regina e Halina. Primeiro trabalhou no café Nowoczesna, onde algumas vezes os clientes ignoravam a sua música para realizar negócios, como ele relembrou na sua autobiografia.
Szpilman tocou mais tarde num café na Rua Sienna e depois em 1942 no café Sztuka na Rua Leszno. Nestes últimos dois cafés, ele atuou música de câmara com o violinista Zygmunt Lederman, tocou no duo de piano com Andrzej Goldfeder,e tocou com outros músicos.
Toda a sua família foi deportada em 1942 para Treblinka, um campo de extermínio dentro da Polónia ocupada pela Alemanha mais ou menos 80.5 km nordeste de Varsóvia. Um membro da Polícia dos Guetos Judeus ajudou com as deportações, que o reconheceu numa linha de pessoas—incluindo os seus pais, irmãos, e duas irmãs—sendo carregadas para um comboio no local de transporte (que, como nos outros guetos, era chamado de Umschlagplatz). Nenhum dos familiares de Szpilman sobreviveu à guerra. Szpilman continuou no gueto como trabalhador. e ajudou a contrabandear armas para o Levante do Gueto de Varsóvia. Szpilman continuou no gueto de Varsóvia até 13 de fevereiro de 1943, pouco antes de ser abolido depois da deportação da maioria dos seus habitantes em abril—maio de 1943.
Szpilman encontrou lugares para se esconder em Varsóvia e sobreviveu com a ajuda dos seus amigos da Polskie Radio e músicos Andrzej Bogucki e a sua mulher Janina, Czesław Lewicki, e Helena Lewicka apoiada por Edmund Rudnicki, Witold Lutosławski, Eugenia Umińska, Piotr Perkowski, e Irena Sendler. Ele evitou a captura várias vezes. Começando em agosto de 1944, Szpilman escondia-se num edifício abandonado na Rua Aleja Niepodległości 223. Em novembro, ele foi descoberto por um oficial alemão, Capitão Wilm Hosenfeld. Para a surpresa de Szpilman, o oficial não o prendeu ou matou; depois de descobrir que o Szpilman emancipado era um pianista, Hosenfeld pediu-lhe para tocar algo no piano que estava no rés-do-chão. Szpilman tocou o Nocturne No. 20 em Dó♯ menor de Chopin. Depois disso, o oficial trouxe-lhe pão e compota em várias ocasiões. Ele também ofereceu a Szpilman um dos seus casacos para o manter quente nas temperaturas gélidas. Szpilman não sabia o nome do oficial alemão até 1951. Apesar dos esforços de Szpilman e dos Polacos para o salvar, Hosenfeld morreu num campo de prisioneiro de guerra soviético em 1952.
Szpilman começou a tocar para a Polskie Radio em 1935 como o seu pianista residente. Em 1939, a 23 de setembro, Szpilman estava no meio de uma transmissão quando os alemães abriram fogo no estúdio e ele foi forçado a parar de tocar. Esta foi a última transmissão ao vivo de música que foi ouvida até ao fim da guerra. Quando Szpilman continuou o seu trabalho na rádio em 1945, ele fez-lo continuando onde ele ficou à seis anos: pungentemente, ele abriu a primeira transmissão tocando mais uma vez Nocturne No. 20 em Dó♯ menor.[carece de fontes?]
De 1945 a 1963, Szpilman foi o diretor do Departamento de Música Popular na Polskie Radio. Szpilman tocou ao mesmo tempo como um pianista de concerto e músico de câmara na Polónia, como também pela Europa, Ásia, e América. Durante este período, ele compôs vários trabalhos sinfónicos e cerca de 500 outras composições que ainda são populares na Polónia atualmente. Ele também escreveu música para peças de rádio e filmes e em 1961, ele criou o Concurso Internacional da Canção em Sopot, Polónia, que tem sido produzido todos os verões à mais de 50 anos. Szpilman e Bronislav Gimpel fundaram o Quinteto de Piano de Varsóvia em 1963 com o qual Szpilman atuou em mais de 2000 concertos pelo mundo até 1986 em locais como o Royal Festival Hall em Londres; Salle Pleyel e Salle Gaveau em Paris; Residência de Munique em Munique; como também no Festival de Salzburgo, Brahstage Baden-Baden, Musikhalle Hamburg a.o.[carece de fontes?]
Desde os seus anos iniciais em Berlim, Szpilman nunca desistiu da vontade de escrever música, até quando a viver no Gueto de Varsóvia. As suas composições incluem trabalhos orquestrais, concertos, peças de piano, mas também quantidades significativas de música para peças de rádio e filmes, como também cerca de 500 canções. Mais de 100 dessas são muito conhecidas como sucessos e atemporais na Polónia. Nos anos 50, ele escreveu cerca de 40 canções para crianças, pelas quais ele recebeu um prémio da União Polaca de Compositores em 1955.
O seu filho Andrzej comentou em 1998 que os trabalhos de Szpilman não chegavam a um público maior fora da Polónia, atribuindo-o à "divisão da Europa em duas metades culturalmente como também politicamente" depois da guerra. O seu pai "moldou o panorama da música popular polaca por várias décadas—mas a divisa ocidental da Polónia constituía uma barreira" para música dos países do bloco este.
As composições de Szpilman incluem a suite para piano "Vidas das Máquinas" 1932, Concerto de Violino 1933, "Waltzer no Estilo Velho" 1937, trilha sonora de filmes: " Świt, dzień i noc Palestyny" (1934), Wrzos (1938) e Doutor Murek (1939), Concertino para Piano e Orquestra (1940), Paráfrase de Temas Próprios (1948), "Ouverture para Orquestra Sinfónica" (1968) e muitas canções populares na Polónia. Os seus trabalhos estão agora publicados em edições impressas pela Editoras de Música Boosey & Hawkes/Bote & Bock em Nova Iorque, Berlim e Londres.