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Virgínia

Estado dos Estados Unidos

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Virgínia (em inglês: Virginia) é um dos 50 estados dos Estados Unidos. Localiza-se na região sudeste do país. Seu nome oficial é Comunidade da Virgínia (em inglês: Commonwealth of Virginia). Foi a primeira área do país a ser colonizada pelos britânicos. Jamestown, uma de suas cidades, foi o primeiro assentamento britânico permanente nas Américas, fundado em 1607. Ali também os colonos britânicos fundaram a segunda instituição de poder legislativo nas Américas, em 1619, seguindo o Conselho da Villa de São Vicente (Brasil, 1547). A região foi nomeada como Virgínia em 1584, pelo explorador britânico Walter Raleigh, em homenagem à rainha Isabel I de Inglaterra, que, à época, também era conhecida como a Rainha Virgem.

Foi uma das Treze Colônias que se rebelaram contra o domínio britânico da região, durante a guerra da independência dos Estados Unidos. O conflito terminou em Virgínia quando forças britânicas, lideradas por Lord Cornwallis, renderam-se em Yorktown, no ano de 1781. Foi o décimo estado a fazer parte da União, em 25 de junho de 1788. Posteriormente, a Virgínia participaria ativamente ao lado dos Estados Confederados da América, na Guerra de Secessão, sendo que a capital confederada, Richmond, localizava-se em seu território. A guerra civil oficialmente terminou quando a principal força confederada, liderada por Robert E. Lee, rendeu-se em Appomattox.

Possui diversos cognomes. O mais conhecido deles é Old Dominion (velho domínio), tendo assim sido cognominada pelo rei Charles II da Inglaterra, por causa da lealdade da população da colônia ao rei. Outra denominação é Mother of Presidents, pois oito presidentes norte-americanos são naturais do estado. São eles George Washington, Thomas Jefferson, James Madison, James Monroe, William Henry Harrison, John Tyler, Zachary Taylor e Woodrow Wilson. Washington, Jefferson, Madison e Monroe são quatro dos cinco primeiros presidentes dos Estados Unidos. Estes e Wilson foram reeleitos para o cargo.

Outro apelido, menos conhecido, é Mother of States (mãe de estados), pois faziam parte da Virgínia os atuais estados de Kentucky e Virgínia Ocidental. Kentucky emancipou-se em 1792, já a atual Virgínia Ocidental separou-se durante a guerra civil.

Diversas tribos nativos norte-americanas, pertencentes às nações dos algonquinos e os siounianos, viviam no local onde hoje é o Estado de Virgínia, muito tempo antes da chegada dos europeus.

Os primeiros colonizadores foram jesuítas espanhóis, que exploraram a região e estabeleceram uma missão católica, durante a década de 1570. Um ataque indígena destruiu a missão e forçou a retirada dos jesuítas. Em 1584, a rainha Elizabeth I da Inglaterra, deu permissão a Walter Raleigh para explorar e colonizar a região. Em nome da rainha, Raleigh fez algumas incursões na costa americana e reivindicou a área que se estende da Carolina do Sul até o Maine, para o Reino Unido. Em homenagem à soberana, também conhecida como Rainha Virgem, Raleigh nomeou esta imensa área, que posteriormente desenvolveria-se em doze distintas colônias, como Virginia. Porém, ele falhou em seus esforços, por falta de suprimentos e pelos constantes ataques indígenas.

Em 1606, o rei James I da Inglaterra fundou a Companhia Londrina da Virgínia, que seria responsável pela nova colônia britânica. Em maio de 1607, um grupo de colonizadores britânicos, liderados por John Smith, fundou Jamestown, o primeiro assentamento britânico permanente no continente norte-americano. Eles enfrentaram inúmeras dificuldades no início, especialmente a falta de comida, invernos rigorosos e inúmeros ataques dos algonquinos. Smith foi obrigado a voltar para a Inglaterra em 1609, e tantos colonos morreram, que os 60 restantes, desmotivados, decidiram voltar para a Inglaterra no verão de 1610. Porém, no verão deste mesmo ano, um novo líder, De La Warr, desembarcou com suprimentos e mais colonos.

A colônia passou a prosperar a partir da década de 1610, com o cultivo de tabaco. O pioneiro nas técnicas de plantio e processamento, bem como o autor da ideia de exportar tabaco para o Reino Unido, foi John Rolfe. Este casou-se com Pocahontas, a filha de um líder indígena. Pocahontas tinha salvo a vida de John Smith quando este foi capturado pelos Opchanacanough, uma tribo algonquina. Pocahontas também havia ajudado os colonos por diversas vezes com água potável e alimentos. O casamento trouxe um período de paz entre os indígenas e os colonos.

Em 1619, a primeira instituição britânica de poder judiciário nas Américas foi fundada na Virgínia. Era a Casa dos Burgesses, ou Assembleia General da Virgínia. Outro fato ocorrido em 1618, foi a doação de terras livres a todos os colonos. Um ano antes, o líder dos Opchanacanough morrera. O seu sucessor liderou sucessivos ataques indígenas a partir da década de 1620, que mataram centenas de habitantes. Em 1624, James I fez da Virgínia uma colônia real, submissa diretamente às ordens da coroa britânica, o que revoltou seus habitantes. Mesmo assim, os colonos continuaram leais ao rei. Em 1652, Oliver Cromwell tornou-se ditador e de fato monarca do Reino Unido. Este permitiu aos habitantes da Virgínia maior liberdade política, mas Cromwell nunca foi popular entre os colonos, que apoiavam Carlos II da Inglaterra. Este cognominou a colônia de Old Dominion, graças à lealdade da população à coroa britânica. Em 1660, Carlos II tornou-se o novo rei do Reino Unido.

Em 1699, a colônia de Virgínia havia se expandido graças a fazendeiros e exploradores. Ocupava, então, inteiramente os atuais estados de Kentucky e da Virgínia Ocidental, além de áreas em outros oito atuais Estados norte-americanos. Tinha então cerca de 58 mil habitantes, sendo a mais populosa das Treze Colônias britânicas. Neste ano, a capital da Virgínia, que era anteriormente Jamestown, passou a ser Williamsburg.

Em 1774, quando o porto de Boston foi fechado por ordem da Coroa Britânica, após um incidente conhecido como a Festa do Chá de Boston, a Casa dos Burgesses, num ato de simpatia aos colonos de Massachusetts, fez do dia da Festa do Chá um feriado estadual, o que revoltou os britânicos, que ordenaram seu fechamento. Mesmo assim, os membros dos Burgesses continuaram a encontrar-se em outros lugares. Numa destas reuniões, Patrick Henry, em seu famoso discurso, disse: Dê-me liberdade ou dê-me a morte!. Esta frase tornou-se um dos gritos de guerra da Guerra da Independência dos Estados Unidos, que teria início ainda em 1775.

Os representantes das Treze Colônias escolheram naquele ano o fazendeiro e político George Washington, como comandante-em-chefe das forças rebeldes norte-americanas. Ao longo da guerra, a maior parte da população da Virgínia era a favor da independência, e contra os britânicos, sendo a colônia sulista com maior percentual de habitantes favoráveis à causa. Em 1780, sua capital passou a ser Richmond. Um ano antes, forças da Virgínia capturaram uma imensa área, o Território do Noroeste, que constitui atualmente os estados de Illinois, Ohio, Indiana, Ohio e Wisconsin. Em 1781, a última batalha da guerra aconteceu em Virgínia, em Yorktown, onde tropas britânicas comandadas por Lord Cornwallis renderam-se para as tropas norte-americanas, lideradas por Washington.

Em 1784, a Virgínia, atendendo exigências de Maryland, cedeu o território do noroeste para o governo norte-americano. Em 25 de junho de 1788, ratificou a constituição norte-americana, tornando-se o décimo estado dos Estados Unidos. Ainda no mesmo ano, cedeu uma pequena área às margens do rio Potomac, para a criação do Distrito de Columbia.

Em 1792, os condados que compunham o oeste do Estado de Virgínia secederam. No mesmo ano, eles organizaram-se no atual Estado de Kentucky, que entrou à União. Dos cinco primeiros presidentes americanos, quatro vieram da Virgínia. O primeiro deles, George Washington, eleito em 1789, presidiu o país até 1797. Outros três políticos nativos do estado governariam o país, entre 1801 e 1825.

Em 1831, Nat Turner liderou uma das maiores revolta escravas da história dos Estados Unidos. Junto com outros 40 escravos, foram de casa em casa, matando todos os brancos que encontravam e liberando os escravos das propriedades. A rebelião durou dois dias e, no total, 55 brancos morreram. Turner e outros 200 escravos - muitos deles inocentes - foram executados.

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