Vagner Carmo Mancini (Ribeirão Preto, 24 de outubro de 1966) é um treinador e ex-futebolista brasileiro que atuava como volante. Atualmente comanda o Red Bull Bragantino.
Iniciou sua carreira no Guarani, em 1988. Chamou a atenção dos dirigentes corintianos em 1989, mas o negócio não fora concretizado. Logo após, passou por um drama, quando fraturou o braço e ficou um bom tempo inativo.
O auge de sua carreira como jogador foi atuando pelo Grêmio, onde foi campeão da Libertadores de 1995.
Também vestiu as camisas da Portuguesa, onde atuou ao lado de Dener; Bragantino (1992); Coritiba; Ponte Preta; Sãocarlense; Ceará; Figueirense, onde foi campeão catarinense de 2003; Sport; Ituano e Paulista de Jundiaí.
Mancini iniciou a carreira como treinador em 2004, no Paulista, após ter se aposentado dos gramados. Ex-atleta e muito identificado com o clube, Mancini foi capitão durante três anos, conquistando a série A2 Paulista e o Brasileiro da Série C, ambos em 2001.
Em 2004 aceitou o convite do clube para assumir o posto de Zetti, que havia se transferido para o Guarani. No ano de 2005, o treinador entrou para a história do clube ao conquistar o título da Copa do Brasil sobre o Fluminense, após um empate por 0–0 em São Januário. O título levou o clube da cidade de Jundiaí à sua primeira competição internacional: a Libertadores de 2006.
Depois de uma passagem pelo Al-Nasr, dos Emirados Árabes, Mancini foi confirmado como novo treinador do Grêmio no dia 2 de dezembro de 2007, assinando contrato para a temporada de 2008. Em sua apresentação, dez dias depois, Mancini prometeu um time forte e competitivo.
Mesmo com a equipe invicta, o desempenho não agradou aos dirigentes e Mancini foi demitido no dia 14 de fevereiro, após apenas cinco partidas pelo Campeonato Gaúcho e uma, que seria a última, pela Copa do Brasil, contra o Grêmio Jaciara. Pouco depois, o Grêmio oficializou a demissão do treinador. Em uma entrevista coletiva depois da sua saída, Mancini relatou a intromissão de dirigentes no seu trabalho como um dos motivos para que fosse despedido.
Em 28 de março do mesmo ano, Vagner assumiu o comando técnico do Vitória substituindo Vadão. Mancini fez seu time conquistar o Campeonato Baiano, vencendo o quadrangular final. Durante uma entrevista após a conquista, o treinador declarou:
Após um início não muito entusiasmante no Brasileirão, o time conseguiu ficar por seis jogos invicto, vencer quatro partidas consecutivas e alcançar a segunda colocação na competição. No dia 10 de julho, Mancini chegou a falar até em conquistar uma vaga à Copa Libertadores, tamanho era o otimismo do treinador.
Entretanto, a equipe caiu de produção e no segundo turno do campeonato chegou a ficar sete jogos sem vencer. Mesmo com este jejum de vitórias, Vagner Mancini continuava obstinado atrás de um sucesso. Com os últimos resultados, o seu time poderia ficar fora da Copa Sul-Americana. No dia 23 de novembro, Mancini teve a chance de se reabilitar, justamente contra o clube que o havia dispensado no início do ano, o Grêmio. Nesta partida, o Vitória venceu o Tricolor Gaúcho, que lutava pelo título, por 4–2. Com a derrota, o clube do sul viu suas chances, então, diminuídas para chegar à conquista da competição. Mancini, contudo, negou que fosse uma vingança. Após a vitória e a garantia do seu clube na Copa Sul-Americana, o treinador garantiu que havia interesse dele em continuar treinando o time em 2009.
Enquanto ainda disputava o Campeonato Baiano, deixou o clube para aceitar o convite do Santos em 14 de fevereiro de 2009.
Mancini estreou pelo Peixe no dia 18 de fevereiro, contra o Rio Branco, pela Copa do Brasil. Sob seu comando, o Alvinegro se manteve invicto por oito jogos. A única derrota santista nesse período foi contra o Corinthians, no dia 22 de março.
Porém, após um excelente Paulistão, onde foram vice-campeões sendo derrotados pelo Corinthians na final, Mancini e sua equipe começaram a ter atuações desastrosas no Brasileirão, assim como brigas entre o elenco e demissão de funcionários internos, causando um enorme mal estar no elenco, com acusações da existência de um "dedo-duro" no elenco pelo próprio treinador.
Pesou também contra o treinador a decepcionante eliminação do Santos na Copa do Brasil diante do CSA, perdendo o jogo de volta em plena Vila Belmiro.
Tudo isso, somando a goleada histórica sofrida justamente diante do seu ex-clube Vitória, no Barradão, por 6–2, foi demitido em 13 de julho de 2009 após desembarcar em Santos, tendo sido, porém, elogiado pelo presidente, Marcelo Teixeira.
Com a demissão de Paulo César Carpegiani, retornou ao Vitória em 12 de agosto. Levou a equipe ao 13º lugar com 48 pontos.
No dia 12 de dezembro, foi contratado pelo Vasco da Gama para a temporada de 2010.