Neste Dia

Usain Bolt

O homen mais rapido do mundo

Anúncio

Usain St. Leo Bolt, OJ, OD, OLY (Trelawny, 21 de agosto de 1986) é um ex-velocista jamaicano multicampeão olímpico e mundial nessa modalidade. É o único atleta na história a tornar-se tricampeão em duas modalidades de pista em Jogos Olímpicos de forma consecutiva (100 metros rasos e 200 metros rasos) e bicampeão também de forma consecutiva na modalidade revezamento 4 x 100 metros. É também o único atleta a conquistar oito medalhas de ouro em provas de velocidade, sendo dez vezes campeão mundial.

É considerado o homem mais rápido do mundo, e suas conquistas no atletismo o fizeram ser chamado de Lightning Bolt (relâmpago, raio) pela imprensa internacional. Entre os muitos prêmios que já recebeu, tem como mais expressivos os de Atleta do Ano da IAAF e o Prêmio Laureus do Esporte Mundial de atleta masculino do ano, que recebeu por quatro vezes. Entre as honrarias que recebeu fora do atletismo estão a (OJ) Ordem da Jamaica e a (OD) Ordem de Distinção, outorgadas pelo governo do seu país.

O mais bem pago atleta da história do atletismo recebendo de acordo com a Forbes 20,3 milhões de dólares por ano, ele é considerado por Jacques Rogge, ex-presidente do Comitê Olímpico Internacional, por especialistas e por ex-atletas, como uma lenda viva do esporte e o maior velocista de todos os tempos.

Depois de deixar o atletismo, passou a atuar também como jogador de futebol. Em janeiro de 2019 decidiu abandonar também a carreira de futebolista.

Nascido numa pequena cidade da Jamaica, seus pais Wellesley e Jennifer Bolt tinham um pequeno mercado na área rural onde ele passava o tempo na rua jogando críquete e futebol com seu irmão Sadiki – ele também tem uma irmã, Shirine. Ainda criança, cursou a escola primária Waldensia, onde começou a demonstrar seu potencial para a velocidade e aos 12 anos era o mais rápido aluno nos 100 metros rasos. Depois de entrar na escola secundária, passou a praticar outros esportes mas seu técnico de críquete notou a velocidade do garoto no campo de jogo e insistiu que ele se dedicasse ao atletismo. A escola já tinha um histórico de sucesso com estudantes anteriores e Bolt passou a ser treinado por um ex-velocista olímpico jamaicano, Pablo McNeil. Ele ganhou sua primeira medalha no campeonato interescolar em 2001, aos 15 anos, uma prata nos 200 metros rasos, com um tempo de 22s04. McNeil se tornou seu primeiro técnico efetivo e a dupla fez uma boa parceria, apesar das reclamações do técnico com a falta de dedicação de Bolt aos treinamentos e sua propensão para brincadeiras quando elas eram indevidas.

Neste mesmo ano de 2001 ele disputou sua primeira competição internacional pela Jamaica, ganhando duas medalhas de prata nos 200 m e nos 400 m da categoria sub-17 dos CARIFTA Games, uma competição regional no Caribe, realizados em Bridgetown, Barbados; nestes Jogos, com 16 anos, marcou 21 s 81 para os 200 m, a que seria sua prova favorita; ele ainda não levava o atletismo nem a si próprio muito a sério e levou essa incorreção a novas alturas quando se escondeu na traseira de uma van quando deveria estar se preparando para as finais dos 200 m; Bolt foi detido pela polícia pela brincadeira e a comunidade local culpou McNeil pelo incidente.

Sua primeira aparição no cenário global foi disputando o Campeonato Mundial Juvenil de Atletismo de 2001, na Hungria, onde não se classificou para a final dos 200 metros mas mesmo assim abaixou sua melhor marca pessoal para 21s73; em 2002, continuou quebrando recordes pessoais vencendo os 100 e os 200 m do Campeonato Júnior de Atletismo do Caribe e América Central em 2002. Foi neste ano que ele começou a ganhar proeminência, ao vencer os 200 m no Campeonato Mundial Juvenil de Atletismo realizado em Kingston, na Jamaica. Com 15 anos e 1,96 m, muito mais alto que seus adversários, venceu em 20s61, O mais jovem medalhista de ouro num campeonato júnior de atletismo. A expectativa da multidão no estádio com seu jovem atleta o deixou tão nervoso que ele colocou as sapatilhas de corrida nos pés trocados; esta experiência, porém, foi reveladora para Bolt que jurou que nunca mais se deixaria afetar por tensões pré-corrida.

No ano seguinte, Bolt continuou a ganhar medalhas no CARIFTA, sendo considerado o atleta do torneio depois de ganhar quatro medalhas de ouro e ganhou outra nos 200 m do Campeonato Mundial Juvenil de Atletismo de 2003, marcando 20s40. Seu foco passou a ser apenas esta prova e no mesmo ano igualou o recorde mundial júnior para a distância, marcando 20s13 no Campeonato Pan-americano Júnior de 2003, em Barbados. Esta performance atraiu a atenção da imprensa especializada e suas marcas ,tanto nos 200 quanto nos 400 m, o fizeram ser apontado como um possível sucessor de Michael Johnson; aos 16 anos, seus tempos nestas provas eram superiores aos de Johnson antes dos 20 anos e a marca dos 200 m era melhor que a do velocista americano Maurice Greene, campeão olímpico dos 100 m em Sydney 2000, naquele ano.

Sua popularidade começou a aumentar em seu país, a ponto do Defensor Público da Jamaica, Howard Hamilton, pressionar a Federação Jamaicana para nutri-lo e evitar o desgaste prematuro, chamando-o de "o mais fenomenal velocista que esta ilha já produziu". A popularidade crescente e as atrações da cidade grande – ele havia se mudado da pequena Trelawny para a capital, Kingston – começaram a fazer efeito sobre o corredor ainda adolescente. Cada vez mais ele perdia a concentração no atletismo e preferia comer fast-food, jogar basquetebol e ir a festas na cidade. Na ausência de um estilo de vida disciplinado, ele se tornou cada vez mais dependente de sua habilidade natural ao invés dos treinamentos para bater seus concorrentes na pista. Mesmo sendo ainda um atleta júnior, foi escalado para disputar o Campeonato Mundial de Atletismo de 2003, em Paris, mas uma conjuntivite no período anterior ao campeonato arruinou seus treinos e a Federação jamaicana o proibiu de participar.

Em 2004, aos 17 anos, Bolt virou profissional e se tornou o primeiro velocista júnior a quebrar os 20s para os 200 m rasos, fazendo 19s93 nas Bermudas. Sua primeira participação olímpica, Atenas 2004, foi, entretanto, arruinada por uma contusão no tendão que o impediu de avançar além das eliminatórias. Universidades americanas lhe ofereceram diversas bolsas de estudo, mas Bolt recusou todas preferindo ficar em sua terra natal. Em 2005, trabalhando com novo técnico, Glen Mills, que lhe fez ter uma atitude mais comprometida e profissional com a carreira, fez sua melhor marca da temporada nos 200m em Crystal Palace, Londres, 19s99. Em 2005, Bolt começou a enfrentar lesões mais constantemente, tendo apenas 18 anos, e que o impediu de realizar o treinamento planejado em sua totalidade. No Campeonato Mundial de Atletismo de Helsinque naquele ano, foi o último na final dos 200 m, sentindo uma contusão durante a prova; mesmo assim, era então o mais novo atleta a correr uma final num Mundial. Passou os anos de 2005 e 2006 melhorando suas marcas e lutando com contusões. Uma destas, na panturrilha, o deixou fora dos Jogos da Commonwealth de 2006. Depois de sua recuperação, sempre focado nos 200 m e recusando os pedidos de seu técnico de que passasse também a tentar os 400 m, começou novamente a vencer, batendo o recorde anterior de Justin Gatlin do meeting de Ostrava, na República Tcheca, e marcando 19s88, recorde pessoal, em Lausanne, na Suíça, numa prova em que chegou em terceiro atrás de Xavier Carter e Tyson Gay.

Nesta época, Bolt insistia com seu técnico para correr também os 100 m rasos, com o que Mills não concordava, o achando mais adequado para os sprinters mais longos, 200 e 400 m, mas diante da insistência prometeu que o deixaria disputar os 100 m em provas de nível internacional se ele quebrasse o recorde nacional da Jamaica nos 200 metros – 19s86 – que pertencia a Donald Quarrie desde 1971. Quarrie era o ídolo de Bolt e o campeão olímpico dos 200 m em Montreal 1976. No campeonato nacional jamaicano de atletismo de 2007, Bolt venceu os 200 m em 19s75, quebrando o recorde de 36 anos de Quarrie em 0,11s. Mills cumpriu a promessa e o inscreveu nos 100 m de um meeting em Creta; Bolt venceu em 10s03, derrotando os americanos Leroy Dickson e Wallace Spearmon, e aumentou o entusiasmo pela distância.

Anúncio

Em breve no aplicativo World in Stories

Áudio, download offline, sem anúncios e muito mais.

Conhecer Premium
Usain Bolt | World in Stories