Unaí é um município brasileiro no noroeste do estado de Minas Gerais. Foi fundada em 1873 com a denominação de Rio Preto e, em 1943 foi elevado a cidade e seu nome mudado para Unaí. Sua população, conforme o censo de 2022, era de 86 619 habitantes.
A palavra "Unaí" que designa o nome do município é uma anagrama feito a partir da palavra Tupi-Guarani "Iuna", nome dados pelos índios ao rio que corta a região, cujo significado é Água-Escura. Essa foi a solução dada pelos antigos moradores da região para evitar confusão com nomes de outra cidades da região, que já haviam utilizado o termo, como o caso de Rio Preto.
Em Unaí (Minas Gerais) destaca-se o sítio arqueológico Gruta do Gentio II, que registra vestígios de povos caçadores-coletores de mais de 10 000 anos, e de povos horticultores de quase 4 000 anos, que cultivavam, segundo abundantes vestígios vegetais: milho, amendoim, cabaça e abóbora. No município, se tem o registro da mais antiga cerâmica brasileira fora da Amazônia, datada de 3 500 anos.
Na época da chegada dos primeiros europeus ao território brasileiro, a porção central do Brasil era ocupada por indígenas do tronco linguístico macro-jê, como os acroás, os xacriabás, os xavantes, os caiapós, os javaés, entre outros povos.
Ao longo dos séculos XVI, XVII e XVIII, inúmeras expedições compostas por descendentes de portugueses (os chamados bandeirantes) percorreram a região em busca de ouro, pedras preciosas e mão de obra escrava indígena.
No século XIX, o fazendeiro Domingos Pinto Brochado se instalou, junto com seus familiares, numa área perto do Rio Preto chamada Capim Branco. Em 1873, esse povoado foi elevado à categoria de distrito pertencente a Paracatu, com o nome de Rio Preto. Em 1923, o distrito teve seu nome alterado para Unaí, que é uma tradução, para a língua tupi, do antigo nome do distrito, Rio Preto. Em 1943, Unaí se emancipou do município de Paracatu.
Em 28 de janeiro de 2004, três auditores fiscais do trabalho e o motorista que os conduzia foram assassinados na zona rural do município durante uma fiscalização em fazendas da região, num crime que ficou conhecido nacionalmente como a Chacina de Unaí.
Situado na mesorregião do Noroeste de Minas Gerais e na microrregião de Unaí, tem uma área de 8 492 quilômetros quadrados, representando 1,443 por cento do estado, 0,9155 por cento da Região Sudeste do Brasil região e 0,0996 por cento de todo o território brasileiro.
Entre os principais acidentes geográficos, destacam-se:
Gruta do Tamboril, com aproximadamente 1 178 metros de desenvolvimento;
Lapa do Sapezal ou Gruta da Moeda;
Cachoeira da Jiboia (140 metros de queda livre);
Cachoeira do Rio Preto (dois quilômetros do centro do município);
Gruta do Quilombo (o nome teve origem ainda no século XIX, quando os negros descontentes com as severas condições de trabalho nas minas de ouro de Paracatu refugiavam-se na gruta);
Pedra do Canto – Localiza-se na Fazenda Pedra. Tem o formato do chapéu de Napoleão.
Serra Geral do Rio Preto – Divisor das micro bacias dos rios Preto e Urucuia.
Serra do Pico e Serra do Jataí – Alongadas e paralelas, separam vertentes do Ribeirão Roncador e do Canabrava. Além da Gruta do Gentio II, destacam-se as grutas Gentio I, Gruta do Tamboril e a Gruta Sapezal ou Lapa da Moeda, de cerca de 80 metros de diâmetro com várias formações de estalactites e estalagmites, além de um lago de água azul. Dista quarenta quilômetros da cidade de Unaí e se localiza dentro de uma montanha em terras particulares.
Grande ênfase pode ser dada à Cachoeira da Jiboia, que está localizada a cerca de oitenta quilômetros de Unaí. A cachoeira é formada pelo Ribeirão Jiboia e possui aproximadamente 140 metros de queda livre.