O turismo no Brasil é um setor crescente e fundamental para a economia de várias regiões do país. Em 2025, o país recebeu 9 287 196 turistas estrangeiros, marcando um recorde histórico e um aumento de 37,1% em relação aos cerca de 6,7 milhões de visitantes de 2024, consolidando o Brasil como um dos principais destinos da América Latina, ultrapassando o México em chegadas internacionais. O país também superou a meta do Plano Nacional de Turismo (PNT) 2024–2027 de alcançar 6,9 milhões de chegadas em 2025 — número superado em 34,6% — e antecipou a meta de 8,1 milhões prevista para 2026. As receitas do turismo internacional atingiram 41,5 bilhões de reais, aumento de 7,1% sobre 2024, segundo o relatório de estatísticas do setor externo do Banco Central (Bacen).
De acordo com o Ministério do Turismo, o estado de São Paulo mantém sua posição e consolida-se como a maior porta de entrada dos estrangeiros no Brasil, com 2,7 milhões de visitantes internacionais, seguido pelo Rio de Janeiro (2,1 milhões) e pelo Rio Grande do Sul (1,5 milhões) em 2025. A receita gerada pelos turistas internacionais também bateu recorde no país no mesmo ano, ultrapassando 7,17 bilhões de dólares.
O Brasil oferece aos turistas nacionais e internacionais uma ampla gama de opções, sendo que as áreas naturais são o seu produto turístico mais popular, uma combinação de ecoturismo com lazer e recreação, principalmente sol e praia e turismo de aventura, bem como o turismo histórico e cultural. Entre os destinos mais populares estão: praias do Rio de Janeiro e Santa Catarina, praias e dunas da região Nordeste, as viagens de negócios, culturais, de entretenimento, eventos e lazer na cidade de São Paulo, além do ecoturismo e turismo de aventura e diversão no interior do estado, as Cataratas do Iguaçu, o turismo cultural e histórico de Minas Gerais, a Floresta Amazônica na Norte e o Pantanal no Centro-Oeste. A maioria dos visitantes internacionais que chegaram em 2011 vieram da Argentina (30,8%), dos Estados Unidos (11,5%) e do Uruguai (5,0%), sendo o Mercosul e os países vizinhos da América do Sul os principais emissores de turistas. O turismo interno é um segmento de mercado fundamental para a indústria, uma vez que 51 milhões de pessoas viajaram pelo país em 2005.
No Índice de Competitividade em Viagens e Turismo (TTCI - sigla em inglês) de 2024, que mede os fatores que tornam atraente o desenvolvimento de negócios na indústria de viagens e turismo de cada país, o Brasil ficou em 26º lugar no ranking mundial e em terceiro lugar nas Américas, atrás apenas do Canadá e dos Estados Unidos. As principais vantagens competitivas do Brasil avaliadas pelo TTCI são seus recursos naturais, critério no qual o país ficou em primeiro lugar entre todos os países considerados, e seus recursos culturais, onde o país foi classificado na 23.ª posição, devido a seus muitos sítios do Patrimônio Mundial. O Best in Travel 2014, uma classificação anual dos melhores destinos feita pelo guia de viagens Lonely Planet, classificou o Brasil como o melhor destino turístico do mundo em 2014.
O Brasil registrou em 2025 um recorde histórico de turistas estrangeiros, com 9.287.196 chegadas internacionais, um aumento de 37,1% em relação a 2024 e bem acima da meta de 6,9 milhões prevista no Plano Nacional de Turismo 2024–2027. Em dezembro, o país também teve crescimento nas entradas internacionais, com quase 900 mil visitantes, e os principais portões de entrada foram São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, enquanto a Argentina, Chile e os Estados Unidos lideraram como países emissores.
Segundo números da Organização Mundial do Turismo (OMT), os esforços no sentido de desenvolver a atividade no Brasil têm surtido o resultado esperado. No século XXI, conforme mostra a tabela abaixo, os números foram recordes na série histórica para o país e o turismo brasileiro cresceu em 2004 e 2005 mais do que os principais países no ranking da OMT. Porém, em 2006, foi registrada uma queda, mantendo-se quase constante o fluxo de turistas internacionais ao decorrer de 2006 a 2008. Entretanto, as receitas do turismo internacional continuam crescendo, passando de 3,9 bilhões de dólares em 2005 para 4,9 bilhões em 2007 e 5,7 bilhões em 2008. Em 2010, o gasto de turistas estrangeiros no Brasil cresceu 11,05%, comparando com 2009. Estes resultados foram considerados uma grande conquista para o setor, principalmente, em virtude da forte valorização do câmbio do Real perante o Dólar americano que aconteceu até agosto de 2008, o que fazia do Brasil um destino mais caro para os estrangeiros; dos problemas causados pela crise aérea nos aeroportos brasileiros; e da crise financeira da Varig, considerada responsável pela desistência estimada de perto de 400 mil turistas estrangeiros em 2006. Esta tendência de crescimento mudou em 2009, quando o número de visitantes aumentou para 4,8 milhões e as receitas caíram para US$ 5,3 bilhões como resultado da Grande Recessão.
Embora as receitas advindas do turismo internacional continuem batendo recordes, o número de turistas brasileiros no exterior tem crescido significativamente nos últimos anos, provocando um balanço negativo quando comparadas as receitas do turismo internacional com as despesas dos brasileiros fora do país. A despesa cambial turística aumentou de US$ 5,764 bilhões em 2006, para US$ 8,211 bilhões em 2007 (+42,45%), o que representou um déficit em 2007 de 3,258 bilhões de dólares, contra 1,448 bilhão de dólares em 2006, ou seja: um aumento de 125% no último ano. Esta tendência crescente tem se mantido desde 2003 e é devida ao fato dos brasileiros estarem aproveitando a valorização do real para viajar e realizar maiores gastos no exterior. A proporção de brasileiros que realizou viagens internacionais em 2006 foi de 3,9% da população.
Principais destinos turísticos
Comparação com outros destinos da América Latina e Caribe
Notas: Verde indica o país com o indicador mais alto.Amarelo corresponde aos indicadores brasileiros.
O turismo doméstico representa uma parcela fundamental do turismo brasileiro. Com mais de 50 milhões de viagens anualmente, gerou quase dez vezes mais viagens que o turismo internacional receptivo e receitas diretas 5,6 vezes superiores que as advindas do mercado turístico internacional. A receita direta gerada pelo turismo interno em 2010 foi de 33 bilhões de dólares – quase seis vezes mais do que é captado pelo país em relação ao turismo estrangeiro.
Em 2005, os principais estados receptores foram São Paulo (27,7%), Minas Gerais (10,8%), Rio de Janeiro (8,4%), Bahia (7,4%) e Santa Catarina (7,2%). Os três principais estados de origem foram São Paulo (35,7%), Minas Gerais (13,6%) e Rio de Janeiro (8,2%). Em termos de receita gerada, os principais estados são São Paulo (16,4%) e Bahia (11,7%). Os três principais motivos de viagem em 2005 foram visitar amigos e parentes (53,1%), sol e praia (40,8%), e turismo cultural (12,5%).
Ao contrário do turismo internacional, os principais meios de transporte utilizados em 2005 para viajar foram: carro (45,7%), ônibus de linha (25,5%), avião (12,1%), ônibus de excursão ou fretado (7,9%) e carona (5,2%). Outra diferença marcante é o tipo de hospedagem. 60,2% dos turistas domésticos hospedaram-se em casas de amigos ou parentes, seguidos por hotel, pousadas ou resorts (25,1%) e imóvel alugado (6,4%). Como diferencial, o imóvel alugado representa uma importante alternativa de hospedagem apenas nas viagens com destino às regiões Sudeste e Sul. Estas características do turismo doméstico explicam porque em 2005 o gasto médio dos brasileiros foi de apenas 429 dólares em comparação com a média de 860 dólares dos turistas internacionais.
Em 2020, as cidades de Rio de Janeiro, São Paulo, Maceió, Gramado, Fortaleza, Natal, Foz do Iguaçu, Porto de Galinhas, Salvador e Florianópolis se destacaram como os principais destinos por turistas domésticos à lazer no país.
Em 2023, segundo o ranking "Melhores Parques de Diversões e Aquáticos", do prêmio "Travelers' Choice", do site TripAdvisor, o Brasil teve 4 dos 25 melhores parques de entretenimento do mundo: Beto Carrero World (2º), em Santa Catarina; Beach Park (3º), no Ceará; Parque Terra Mágica Florybal (13º), no Rio Grande do Sul; e Hot Park (18º), em Goiás. Thermas dos Laranjais, em Olímpia, interior paulista, destaca-se como 2.º parque aquático mais visitado mundo (dados de 2023).