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Tupolev Tu-160

Bombardeiro estratégico russo

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O Tu-160 (designação NATO, Blackjack) é um bombardeiro estratégico, supersónico desenvolvido na ex União Soviética.

Construído em pequenas quantidades, ainda no tempo da ex URSS estima-se que cerca de 32 unidades foram produzidas incluindo protótipos, em finais de 2010 apenas 16 apresentavam capacidade operacional. Embora várias aeronaves de transporte civis e militares tenham dimensões maiores, o Tu-160 é a maior aeronave de combate, a maior aeronave supersônica e a maior aeronave com asas de geometria variável.

A génese do Tu-160 remonta ao ano de 1965, quando três importantes acontecimentos coincidem no tempo:

O afastamento da vida política activa de Nikita Khrushchev, o qual nunca vira com bons olhos a arma aérea e parara a maioria dos programas de desenvolvimento da aviação militar da ex URSS.

A formulação de uma nova doutrina de emprego de aeronaves para bombardeamento estratégico (Advanced Manned Strategic Aircraft (AMSA)),pela Força Aérea Norte-Americana a qual irá originar o Rockwell B-1A.

O desenvolvimento já em curso do XB-70 Valkyrie.

A 28 de Novembro de 1967 é iniciada uma competição para a construção de um bombardeiro estratégico, com especificidades técnicas elevadas, como:

Alcance bélico entre 11 000 e 13 000Km

Velocidade máxima entre 3 200 e 3 500Km/h

Alcance em velocidade subsónica e alta altitude entre 16 000 e 18 000m

Armamento constituído por mísseis de cruzeiro nucleares Kh-45 e Kh-2000.

Sukhoi apresentou um projecto com asa de geometria variável o qual designou T-4M, mas que rapidamente evoluiu, porque a disposição dos motores não permitia o transporte de armamento em casulos internos. Foi assim apresentada uma nova versão designada T-4MS que nada tinha de comum com a anterior, mas capaz de transportar dois mísseis Kh-45 internamente e outros dois externamente.

O gabinete de Myasishchev trabalhou em quatro modelos diferentes sob a designação M-20, no período entre 1967-1968.

Tupolev juntou-se na demanda de um bombardeiro estratégico, optando por desenhar um projecto que não visava as especificações pretendidas pelo governo, argumentando que o esforço tecnológico e financeiro para obter um bombardeiro de mach 3.0 não compensava, em comparação com um capaz de mach 2.3. Todos os seus projectos designados 160M foram baseados na asa delta do avião supersónico de transporte comercial Tupolev Tu-144.

Em 1972 a Força Aérea o escolheu o gabinete de Sukhoi como vencedor, que no entanto se mostrou incapaz de atingir as especificações exigidas, obrigando à abertura de uma segunda fase da competição, na qual foi diminuída a velocidade máxima para mach 2.3, possibilitando assim o regresso de Tupolev com o seu projecto 160M. Sukhoi retirou-se do projecto decidindo concentra-se no desenvolvimento de caças.

Nesta segunda fase o projecto M-18, uma derivação dos esboços elaborados por Myasishchev e designados M-20, foi declarado vencedor, pela Força Aérea com o apoio do TsAGI e do Conselho Científico-Tecnológica do Ministério da Indústria que apostaram na utilização de uma asa de geometria variável. Devido à equipe de desenvolvimento do gabinete de Myasishchev ter sido considerada demasiado pequena, para assegurar a grandeza do projecto, foi o departamento Tupolev encarregue do desenvolvimento, também mas não só devido à experiência acumulada desde 1930 no fabrico e desenvolvimento de bombardeiros. Com o auxílio dos respectivos departamentos governamentais e institutos de investigação científica foram escolhidos os sistemas da aeronave, bem como os motores que numa fase inicial seriam os Kuznetsov NK-25 que equipavam o Tu-22M3 Backfire, mas que devido à alta taxa de consumo de combustível foram preteridos a favor de um novo modelo (NK-32) desenvolvido especificamente para o Tu-160.

Em 1977 o projecto preliminar e uma maqueta à escala real, foram apresentados para apreciação da comissão estadual de aceitação, nesta fase Tu-160 seria equipado com dois mísseis nucleares Kh-45, no entanto o desenvolvimento do míssil de cruzeiro Americano AGM-86 ALCM, desencadeou na parte Russa uma contra resposta materializada no

míssil de cruzeiro nuclear de longo raio de acção Kh-55SM ou Kh-55 com carga explosiva convencional os quais passaram a ser a arma primária do Tu-160. Posteriormente os Kh-55 foram adaptados para ogivas nucleares. Os mísseis de cruzeiro convencionais usados são os Kh-555 e Kh-101.

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