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Teerã

Capital do Irão

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Teerã (português brasileiro) ou Teerão (português europeu) (em persa: تهران; na convenção internacional: Tehrān, AFI: [tehˈɾɒːn]) é a capital e a maior cidade do Irã. Também é o centro administrativo da província e do condado homônimos. Com uma população de cerca de 9,8 milhões de pessoas em 2025 e cerca de 16,8 milhões na área metropolitana, Teerã é a cidade mais populosa da Ásia Ocidental, a segunda maior região metropolitana do Oriente Médio depois do Cairo e a 24ª área metropolitana mais populosa do mundo.

Na antiguidade clássica, parte do território da atual Teerã foi ocupado por Rages (hoje Rey), uma importante cidade dos medos quase totalmente destruída nas invasões medievais árabes, turcas e mongóis. A Rey atual foi absorvida pela área metropolitana de Teerã,que foi escolhida pela primeira vez como capital do Irã por Maomé Cã Cajar, da dinastia Cajar, em 1786, devido à sua proximidade com os territórios iranianos no Cáucaso, então separados do Irã nas Guerras Russo-Iranianas, para evitar as facções rivais das dinastias iranianas anteriormente governantes. A capital foi transferida diversas vezes ao longo da história e Teerã se tornou a 32ª capital do país. As obras de construção em grande escala começaram na década de 1920 e Teerã tornou-se um destino para migrações em massa de todo o Irã no século XX.

A maior parte da população é da etnia persa, com cerca de 99% deles falando a língua persa, ao lado de outros grupos etnolinguísticos da cidade que se tornaram persianizados e assimilados. Teerã foi descrita como um "caldeirão cultural" e há mais azerbaijanos em Teerã do que em qualquer outra cidade do mundo e a população curda na cidade é de mais de 2 milhões de pessoas. A cidade abriga muitos locais históricos, incluindo o Palácio de Gulistão, Patrimônio Mundial da dinastia Cajar, e o Palácio de Sadabade, Niavarão e o Palácio de Marmar, da dinastia Pahlavi. Os marcos locais incluem a Torre Azadi, um memorial construído em 1971 para marcar o 2.500º aniversário do Império Persa, a Torre Milad, a sexta torre autossustentável mais alta do mundo, concluída em 2007, outro marco famoso em Teerã é a Ponte Tabiat, concluída em 2014.

Planos para transferir a capital de Teerã para outra área devido à poluição do ar e terremotos não foram aprovados até agora. Uma pesquisa realizada em 2016 pela Mercer a 230 cidades em todo o mundo classificou Teerã no 203.º lugar em termos de qualidade de vida. De acordo com o Índice Global de Cidades de Destinos de 2016, a cidade está entre os dez destinos turísticos com crescimento mais rápido. Em 2016, o Conselho Municipal declarou 6 de outubro como o Dia de Teerã, celebrando a data em 1907 em que a cidade se tornou oficialmente a capital do Irã.

Várias teorias sobre a origem do nome Teerã foram propostas. O linguista iraniano Ahmad Kasravi, em um artigo "Shemiran-Tehran", sugere que Tehran e Kehran significam "o lugar quente", e que "Shemiran" significa "o lugar frio". Ele lista cidades com a mesma base e sufixo e estudou os componentes da palavra em antigas línguas iranianas, chegando à conclusão de que Tehran e Kehran significavam a mesma coisa em diferentes famílias de línguas iranianas, já que as consoantes "t" e "k" são próximas entre si nessas línguas. Ele também apresentou evidências de que cidades chamadas "Shemiran" eram mais frias do que aquelas chamadas "Tehran" ou "Kehran". Ele considerou outras teorias que não levam em conta a história antiga das línguas iranianas, como a teoria "Tirgan" e a teoria "Tahran" de etimologia popular.

O site oficial da Cidade de Teerã afirma que "Tehran" vem das palavras persas "Tah", que significa "fim" ou "base", e "Ran", que significa "encosta [de montanha]"; a base da montanha (ته کوه), referindo-se à posição de Teerã ao pé das montanhas Alborz.

Em inglês, também é grafado "Teheran", com ambas as variantes sendo usadas em livros desde pelo menos 1800, e "Teheran" sendo a forma dominante do pós-Segunda Guerra Mundial até pouco antes da Revolução Islâmica.

Apesar da região onde se encontra haver sido habitada desde a mais remota antiguidade, Teerão se desenvolveu como cidade independente apenas em tempos relativamente recentes. Viria a tornar-se a capital da Pérsia aos fins do século XVIII.[carece de fontes?]

Escavações demonstram a existência de assentamentos no local já em 6 000 a.C. Teerã era conhecida como uma aldeia no século IX, mas era de menor importância que a cidade de Rages que floresceu na vizinhança durante a era pré-mongólica. No século XIII, após Rages haver sido arrasada pelos mongóis, muitos de seus habitantes refugiaram-se em Teerã.[carece de fontes?]

Dom Ruy Gonzáles de Clavijo, um diplomata castelhano, foi provavelmente o primeiro europeu a visitar a cidade, durante sua jornada rumo a Samarcanda, à época a capital dos mongóis. Neste tempo, a cidade não era murada, o que indica sua pouca importância.[carece de fontes?]

No século XVI, Teerã tornou-se a residência dos soberanos safávidas. Tamaspe I ordenou a construção de um bazar, assim como a de um muro ao seu redor. Porém, a cidade perdeu o favor real quando Abas I adoeceu ao passar pela cidade a caminho de a uma guerra contra os uzbeques.[carece de fontes?]

No início do século XVIII, Carim Cã decretou a construção em Teerã de um palácio, um harém, e de escritórios governamentais, possivelmente com a intenção de declará-la sua capital, mas ao final optou por Xiraz. Desde 1795 é a capital do Império Persa, quando o xá Aga Maomé Cã da dinastia Qajar lá foi coroado.[carece de fontes?]

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Grã-Bretanha e a União Soviética forçosamente ocuparam a cidade, assim como o resto da Pérsia, por suspeitar que o xá Reza Pahlavi fosse secretamente um simpatizante nazista. Em 1943, os ocupantes lá organizaram a conferência de cúpula frequentada por Josef Stalin, Franklin Roosevelt e Winston Churchill.[carece de fontes?]

No período pós-guerra, muitos dos antigos monumentos e edifícios da cidade foram demolidos por ordem de Mohammad Reza Pahlavi, o qual havia sucedido seu pai, Reza Pahlavi. O soberano acreditava que a arquitetura tradicional não devesse ser parte de uma cidade moderna, e edifícios típicos dos anos 1950 e 1960 foram construídos em seu lugar, destruindo para sempre grande parte da herança cultural do país, assim como o visual da cidade. Por outro lado, essas reformas resultaram em melhorias na infraestrutura antiquada da cidade.[carece de fontes?]

A partir de 8 de setembro de 1978, começaram demonstrações populares contra a corrupção e repressão do regime imperial, que respondeu com um alto grau de violência, causando centenas de mortes, que por sua vez inspiraram novas demonstrações, ainda mais massivas. Em janeiro do ano seguinte, a monarquia caiu quando o Xá Mohammad Reza Pahlavi se viu obrigado a abandonar o país. A volta, alguns dias mais tarde, do Aiatolá Khomeini após um longo exílio inaugurou a era da República Islâmica.[carece de fontes?]

Em 4 de novembro de 1979, estudantes partidários de Khomeini invadiram a embaixada norte-americana na cidade, a qual suspeitavam corretamente de ser a sede das atividades ilícitas da FBI no país. Os funcionários e fuzileiros navais capturados pelos demonstrantes acabaram sendo detidos por um período de 444 dias.[carece de fontes?]

Durante a Guerra Irã-Iraque entre 1980 e 1988, Teerã foi repetidamente atacada por mísseis tipo scud, resultando em milhares de mortes e ferimentos entre a população civil.[carece de fontes?]

Teerã localiza-se a 1 190 m de elevação em uma região de grande variação geográfica. Seus arredores encontram os sopés da Cordilheira Elbruz, cujo mais alto pico, o Damavand, atinge 5 610 m e pode ser facilmente avistado da cidade.[carece de fontes?]

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Teerã | World in Stories