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Tatiana Nikolaevna da Rússia

Grã-duquesa da Rússia, segunda filha do czar Nicolau II e de Alexandra Feodorovna

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Tatiana Nikolaevna Romanova da Rússia (em russo: Великая Княжна Татьяна Николаевна Романова, transl. Velikaya Knyaginya Tatiana Nikolaevna Romanova) foi Grã-Duquesa da Rússia, sendo a segunda filha de Nicolau II e Alexandra Feodorovna, nascida no dia 10 de junho (29 de maio de acordo com o calendário juliano) de 1897 no Palácio de Peterhof em São Petersburgo.

Ela era a mais conhecida de suas três irmãs e chefiou comités da Cruz Vermelha durante a Primeira Guerra Mundial. Foi enfermeira de soldados feridos em um hospital militar de 1914 a 1917, até a prisão de sua família seguida da Revolução Russa de 1917.

O seu assassinato por revolucionários, em julho de 1918, resultou em sua canonização juntamente com sua família, como Portadores da Paixão pela Igreja Ortodoxa Russa. Após a sua morte muitas pessoas disseram ser membros da família que haviam conseguido sobreviver. O autor Michael Occleshaw alegou que uma mulher chamada Larissa Tudor era Tatiana, no entanto em agosto de 2007 foram descobertos dois esqueletos, perto de Ecaterimburgo, montes Urais que provaram por testes de DNA em abril de 2008 ser do czarevich Alexei e da grã-duquesa Maria.

A entrada no diário de Nicolau II, no dia 29 de maio de 1897 lembra:

Tatiana era irmã mais nova da grã-duquesa Olga e irmã mais velha das grã-duquesas Maria e Anastásia, bem como do czarevitch Alexei.

Os seus pais deram-lhe o nome de Tatiana em honra das irmãs Olga e Tatiana Larina do livro Eugene Onegin de Alexandre Pushkin, com a diferença de que na novela-poema Tatiana era mais velha. O seu dia do nome era celebrado a 25 de janeiro (12 de janeiro no calendário antigo)

O título oficial de Tatiana, "Grã-Duquesa", traduzido literalmente significa "Grande Princesa", ou seja, como uma "alteza imperial" estava num patamar superior a outras princesas europeias que eram apenas tratadas por "alteza real". Contudo, os seus amigos, familiares e criados, no geral, tratavam-na apenas pelo seu primeiro e segundo nome, Tatiana Nikolaevna, ou então pelas suas alcunhas como "Tanya", "Tatya", "Tatianochka" e "Tanushka". De acordo com uma história, Tatiana, habituada a ser tratada apenas pelo seu nome e alcunhas, ficou desorientada quando a baronesa Sofie Buxhoeveden a tratou por "Vossa Alteza Imperial" e perguntou-lhe: É maluca para me tratar assim? Tatiana também era religiosa e gostava de ponderar ideias abstractas. Os seus ideais eram geralmente vistos como poéticos e espirituais.

Anna Vyrubova, a amiga da sua mãe recordou:

A baronesa Sophie Buxhoeveden escreveu que Tatiana era mais alta que a mãe, mas era muito delicada e bem proporcionada, e, por isso sua altura não era notada. Tinha traços finos e regulares, lembrando seus ancestrais, que foram famosos por sua beleza.

Tal como as restantes crianças Romanov, Tatiana foi criada com alguma austeridade. Ela e as irmãs dormiam em camas amovíveis, sem almofadas, tomavam banhos frios de manhã e esperava-se sempre que estivessem ocupadas com bordados ou tricô nos seus tempos livres. Os seus trabalhos eram oferecidos a bazares de solidariedade.

Tatiana e Olga eram conhecidas como "O Par Grande" na família. Enquanto as duas mais novas, formavam "O Par Pequeno". As quatro irmãs mandavam presentes e assinavam cartas usando a alcunha "OTMA". E elas sempre compartilhavam as suas coisas umas com as outras, e com os seus amigos.

Tatiana foi apelidada pelos irmãos de "a Governanta" porque era ela quem intercedia aos pais caso eles quisessem pedir alguma coisa. Tatiana era descrita como alta,com cabelos castanhos claros e olhos azuis acinzentados. Era a cópia de sua irmã mais velha, mas bem mais alegre e alta.

Tatiana e a irmã mais velha, Olga, eram conhecidas como "O Par Grande". Tal como as duas irmãs mais novas, as duas mais velhas partilhavam o quarto e eram muito próximas uma da outra desde a infância.

Na primavera de 1901, Olga teve febre tifoide e ficou restringida a um quarto durante várias semanas, longe das suas irmãs. Quando começou a melhorar, foi-lhe dada autorização para ver Tatiana durante 5 minutos, mas esta não a reconheceu. Quando a sua governanta, Margaretta Eagar, lhe disse que a criança com quem tinha estado a falar era Olga, Tatiana de quatro anos começou a chorar amargamente e protestou dizendo que a pálida criança não podia ser a sua adorada irmã. Eagar teve dificuldade em persuadi-la de que Olga podia recuperar. O tutor francês, Pierre Gilliard, escreveu que as duas irmãs eram apaixonadamente devotas uma à outra.

Apesar de ser 18 meses mais nova do que Olga, esta não tinha objecções quando Tatiana decidia tomar conta da situação. Ela era também mais próxima da mãe do que qualquer das outras irmãs e era considerada, por muitos que a conheciam, a filha preferida da czarina.

Alexandra escreveu a Nicolau no dia 13 de março de 1916 que Tatiana era a única das suas quatro filhas que compreendia logo quando ela explicava a sua visão das coisas. O coronel Kobylinsky, guarda da família em Tsarskoye Selo e Tobolsk, sentia que Tatiana não tinha nenhuma ligação com arte. Talvez fosse melhor para ela ter sido um homem. Outros tinham a impressão de que os talentos artísticos da grã-duquesa eram mais visíveis em trabalhos manuais e na moda, tanto no vestuário como no cabelo. Anna Vyrubova, escreveu mais tarde que Tatiana tinha um grande talento para desenhar roupa e crochê e que era ela quem penteava o longo cabelo da mãe como um cabeleireiro profissional. Tatiana gostava de costurar, bordar e outros trabalhos manuais e de roupas e perfumes.

O seu perfume era o Jasmine de Corse de Coty. Ela também gostava de ler novelas e revistas de moda. Era considerada uma boa pianista.

Adolescência, juventude e Primeira Guerra Mundial

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