Márcia Lellis de Souza Amaral, de nome profissional Tata Amaral (São Paulo, 19 de setembro de 1960), é uma cineasta brasileira citada por vários críticos como uma das mais importantes realizadoras do cinema brasileiro a partir da década de 1990.
Tata Amaral estudou no colégio Equipe, em São Paulo. Entre os 17 e os 18 anos casou, entrou para a organização de esquerda Liberdade e Luta, teve uma filha e perdeu o marido num acidente. Foi aprovada nos vestibulares para jornalismo e história na Universidade de São Paulo mas, como não tinha concluído o segundo grau, não pôde seguir nenhum dos cursos. Em 1982 fez supletivo e passou a frequentar, como ouvinte, as aulas do curso de cinema na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Lá conheceu o professor Jean-Claude Bernardet, que viria a ser seu parceiro em vários roteiros.
Entre 1986 e 1994, realizou vários curtas-metragens, alguns deles em parceria com Francisco Cesar Filho, então seu companheiro. Recebeu vários prêmios nacionais e concorreu em festivais e mostras internacionais, participando ativamente do momento que ficou conhecido como Primavera do Curta Brasileiro. Realizou ainda diversas vídeo-instalações, destacando-se pela experimentação de linguagens e meios.
Em 1997 realizou seu primeiro longa-metragem, Um Céu de Estrelas, premiado nos festivais de Brasília, Boston, Trieste, Créteil e Havana e considerado pela crítica um dos filmes brasileiros mais importantes da década.
Em sociedade com sua filha Caru Alves de Souza, criou em 2006 a produtora Tangerina Entretenimento.
Seu terceiro longa, Antônia, filmado em São Paulo em 2005 e lançado em 2006, retrata grupo de cantoras de rap de Brasilândia, formado por Negra Li, Cindy Mendes, Leilah Moreno e Quelynah, lidando com um cotidiano de violência, pobreza e machismo para realizar o sonho de viver da música. Gerou a série de mesmo nome, produzida pela O2 Filmes e exibida pela Rede Globo, que continuava a história do filme, sendo exibida em duas temporadas entre 2006 e 2007, e indicada ao prêmio Emmy Internacional em 2007.
Ainda em 2007, Tata Amaral publicou pela editora O Nome da Rosa, o livro Hollywood: Depois do Terreno Baldio, de contos e relatos colhidos na pesquisa para a produção de Antônia.
Trago Comigo, a minissérie que dirigiu para TV Cultura e SescTV, concorreu a 4 prêmios no Prêmio Qualidade Brasil em 2009: melhor minissérie, melhor autor, melhor ator e melhor diretora. Em 2016, Trago Comigo foi lançado como longa-metragem, com a metade da duração, mas com algumas cenas que não haviam sido incluídas na minissérie.
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