Tasso Ribeiro Jereissati (Fortaleza, 15 de dezembro de 1948) é um administrador, empresário e político brasileiro filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira. Com base no Ceará, foi eleito três vezes governador e duas vezes senador.
Nascido na capital cearense Fortaleza, é filho de Maria de Lourdes Ribeiro Jereissati e Carlos Jereissati, industrial que havia exercido cargos de deputado federal e senador pelo estado. É formado em Administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas, líder empresarial e governou o estado do Ceará em três gestões: 1987–1991, 1995–1999 e 1999–2002. Eleito senador da república pelo PSDB em outubro de 2002, com 1.915.781 votos, Tasso Jereissati exerceu o mandato no período de 2003 a 2011. Como candidato nas eleições de 2010 ao Senado, não conseguiu ser reeleito, sendo a primeira vez que perdeu uma eleição.
Na condição de uma das principais lideranças nacionais do PSDB, Tasso Jereissati foi presidente nacional do Partido em duas oportunidades: 1991 a 1993 e 2005 a 2007. No seu primeiro mandato, exerceu importante papel na consolidação da candidatura de Fernando Henrique Cardoso à Presidência da República. Em 27 de maio de 2011, assumiu a presidência nacional do Instituto Teotônio Vilela, órgão de formação política do PSDB, o qual coordenou até 15 de julho de 2015. Em 2014, voltou à política como candidato a senador do Ceará, numa aliança com Eunício Oliveira. Foi eleito senador outra vez, com 2.314.796 votos, correspondendo a 58,06% dos votos válidos.
Nascido em 15 de dezembro de 1948, em Fortaleza, Tasso Jereissati é filho do senador Carlos Jereissati, falecido em 1963, e de Maria de Lourdes Ribeiro Jereissati, falecida em 2006. Com a morte do pai, foi orientado pela mãe para as atividades na empresa da família, formando-se em administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas. Tasso é neto de neto de imigrantes sírio-libaneses.
Em 1973, casou-se com Renata Queiroz, filha do empresário Edson Queiroz, e, no ano seguinte, como diretor do Grupo Jereissati no estado, inaugurou o primeiro shopping center de Fortaleza, o Shopping Center Um.
No fim dos anos 70, integrou um grupo de jovens empresários preocupados com a crise institucional que ameaçava alongar o período autoritário. Presidiu o Centro Industrial do Ceará – CIC, transformado na época em fórum de debates das questões econômicas, sociais e políticas da região e do país.
Em 1982, Tasso inaugurou o Iguatemi Fortaleza, que foi o primeiro grande shopping do Ceará.
Em maio de 2011, o Grupo Jereissati, por intermédio da holding Calila, lançou o Shopping Bosque dos Ipês, na cidade de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Tal empreendimento marcou o início do processo de expansão de shopping centers do Grupo Jereissati.
Em 1986, Tasso Jereissati, então com 38 anos, começou a liderar o chamado "Governo das Mudanças" do Ceará, assumindo a narrativa de ruptura com o clientelismo e assistencialismo. Foi eleito governador pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). No entanto, no início do mandato, participou da criação do PSDB no Ceará, partido para o qual migraria.
Implantou um projeto de moralização, austeridade e transparência na gestão pública, sendo o seu governo reconhecido pela UNICEF como modelo no combate à mortalidade infantil e pela ONU, como o estado brasileiro que mais cresceu no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). O Ceará, no seu governo, sofreu grandes mudanças políticas, e, por isso, tal período ficou marcado pela denominação de "Projeto das Mudanças".
Conforme lembra o jornalista Egídio Serpa, o jovem Tasso se deparou com uma realidade de terríveis índices de pobreza, concentração de renda e fome, além de uma verdadeira "falência do tesouro estadual (toda a receita não era suficiente para pagar a folha do pessoal, três meses atrasada: faltavam ainda 20% do seu valor)".
Gilberto Dimenstein, em coluna na Folha de S.Paulo, lembra que o primeiro governo de Tasso representou um "projeto pioneiro de agentes de saúde", que foi reconhecido e premiado. "Em pouco tempo, os índices de mortalidade infantil despencaram 30%, com baixos investimentos. Anos depois o agente comunitário foi encampado nacionalmente e foi um dos responsáveis pela baixa dos índices de mortalidade infantil". Esse tipo de política pública foi continuada nos governos que sucederam essa primeira experiência, aprimorando e ampliando a cobertura de saúde e assistência social.
Com boa aprovação do mandato, Tasso colaborou na vitória de Ciro Gomes para governador do Ceará nas Eleições de 1990. Sem disputar eleições naquele ano, Tasso Jereissati voltou a atuar na iniciativa privada e passou a ser Presidente Nacional do PSDB.
Presidência Nacional do PSDB (1991–1994)
Em 1991, Tasso Jereissati foi escolhido para presidir nacionalmente o PSDB. Foi o primeiro nordestino a exercer a função. Antes dele, o PSDB havia sido presidido por uma Comissão Provisória composta por políticos de São Paulo, Minas Gerais e Paraná (1989) e pelo ex-governador Franco Montoro (1989-1991).
Durante a crise do Governo Collor, Fernando Henrique Cardoso foi convidado para ser ministro das Relações Exteriores e Tasso foi convidado para o Ministério de Minas e Energia. No entanto, o PSDB decidiu atuar na oposição.
Para as eleições de 1994, antes de vingar a pré-candidatura de Fernando Henrique Cardoso, Tasso foi considerado pelos "tucanos" (membros do PSDB) para ser o candidato a vice na chapa presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva.
Anos depois, após a crise do mensalão, Tasso voltou a ocupar a presidência nacional do partido entre 2005 e 2007 e organizou a campanha de Geraldo Alckmin para a presidência.