Taguatinga (tupi: Ta’wa’tinga, «Barro Branco»)? é uma região administrativa do Distrito Federal brasileiro. A região administrativa foi criada através da Lei 4.545, de 10 de dezembro de 1964, que reestruturou administrativamente o Distrito Federal.
Em 1967, Taguatinga passou a adotar como data de fundação o dia 5 de junho de 1958, em alusão ao dia ao qual a Novacap prometeu aos moradores da Vila Sarah Kubitschek a criação de Taguatinga, que foi planejada por Lúcio Costa, porém inicialmente planejada para ser construída em 1970. Inicialmente recebeu o nome Santa Cruz de Taguatinga, e também já foi conhecida como Nova Taguatinga pelo fato de Taguatinga do Tocantins ser mais antiga. A região administrativa também é conhecida popularmente como Taguá.
Por volta de 1749, nas proximidades do Córrego Cortado, surgiu um pequeno povoado, formado por bandeirantes e tropeiros que buscavam estabelecer sesmarias na Capitania de Goiás. Este foi o primeiro pouso do homem branco nas futuras terras da cidade de Taguatinga, antes ocupada por indígenas do tronco linguístico macro-jê, como os acroás, os xacriabás, os xavantes, os caiapós, os javaés etc. No entanto, alguns desses aventureiros se fixaram, animados pela possibilidade de ouro e diamantes próximo ao Cortado. Às margens do mesmo córrego foi instalada a sede da Fazenda Taguatinga, de propriedade de Gabriel da Cruz Miranda. Em 1781, a Fazenda Taguatinga foi vendida a Antônio Couto de Abreu, filho do Bandeirante Urbano Couto e Menezes.
A consolidação de Taguatinga se deu bem mais tarde, quase dois séculos após esse período, gerada principalmente pelo grande contingente populacional atraído pela construção de Brasília. Alguns meses depois de os primeiros moradores terem se mudado para Taguatinga, já funcionavam no local, escolas; hospitais; estabelecimentos comerciais, etc.
Taguatinga desenvolveu-se especialmente em função do comércio e dos empregos que sua população obtinha. Tornou-se um importante centro comercial dentro do Distrito Federal e polo de atração para a população das cidades próximas, abrigando shopping centers de grande porte. Taguatinga, atualmente, é uma das regiões mais ricas do Distrito Federal, sendo considerada a capital econômica do Distrito Federal. Algumas regiões administrativas que antigamente faziam parte da região administrativa de Taguatinga são: Ceilândia, Samambaia, Águas Claras e Vicente Pires.
A padroeira da cidade é Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, cuja festa litúrgica se dá em 27 de junho.
Taguatinga insere-se na porção oeste do Distrito Federal, do ponto de vista geográfico. Suas coordenadas são 15°50′00 (S), 48°03′23 (O), ficando a uma altitude de 1 200 metros acima do nível do mar, cujo relevo é em sua maior parte plano, apresentando algumas leves ondulações. A flora corresponde à predominantemente típica do domínio do cerrado. Em alguns lugares da cidade é possível observarem-se espécies de gimnospermas, como os pinheiros e também diversos tipos de árvores provenientes de outros biomas brasileiros.
A compartimentação topográfica, apresentada pelo IGA/DF para a região administrativa, revela os seguintes dados: relevo plano (60%) e ondulado (40%). Formado em sua grande maioria por solos Latossolos, e ainda solos cambissolos, hidromórficos-plintossolos e solos gleis indiscriminados.
O clima é tropical com estação seca (tipo Aw na classificação climática de Köppen-Geiger), com um verão úmido e chuvoso e um inverno seco e relativamente frio.
O Distrito Federal possui grande variedade de vegetação, reunindo 150 espécies. A maioria é nativa, típica do cerrado, e de porte médio, com altura de 15 a 25 m. Muitas são tombadas pelo Patrimônio Ecológico do Distrito Federal, para garantir sua preservação. Algumas das principais: pindaíba, paineira, ipê-roxo, ipê-amarelo, pau-brasil e buriti.
A preservação da vegetação no Distrito Federal é um tema recorrente, principalmente pela preocupação em conservar a flora original. O desmatamento provocado pela expansão da agricultura é um dos problemas enfrentados na região de Taguatinga e no Distrito Federal, sendo que, segundo a Unesco, desde sua criação, nos anos 1950, 57% da vegetação original do Distrito Federal não existe mais. Para colaborar com a preservação, são realizados programas de conscientização e de reformas estruturais para diminuir a degradação da vegetação e também da fauna e rios da região.
A população taguatinguense distribui-se num território cuja extensão corresponde a 121,34 km². Considerando-se as constantes perdas de território que Taguatinga sofreu nos últimos anos, o seu índice de crescimento populacional se reduziu bastante. Considerando sua área e a população atualizada da região administrativa, a densidade demográfica é de 1.828,82 hab./km².
Taguatinga possui cerca de 221 909 habitantes (PDAD 2010/2011).
Taguatinga é dividida nas áreas de Taguatinga Norte, Taguatinga Sul e Taguatinga Centro, sendo formada por setores de quadras residenciais, comerciais e industriais.
Os setores são identificados por siglas, que formam o endereçamento da cidade.
Assim, em Taguatinga Norte, há os setores Quadra Norte "A", Quadra Norte "B", etc., cujas quadras são costumeiramente referenciadas pelas siglas, seguidas da numeração da quadra: QNA 2, QNB 15, QNC 8, etc. Normalmente cada quadra corresponde a uma rua.
Em Taguatinga Sul, a identificação é análoga: Quadra Sul "A", Quadra Sul "B", etc., normalmente referenciadas pelas siglas: QSA 2, QSB 10, etc. Por ser esta região menor em extensão que a Norte, o último setor de Taguatinga Sul é o QSF (há ainda o setor CSG, comercial).
As quadras comerciais de cada setor são identificadas pela letra "C" no início da sigla. Assim, temos: CNA 1, CNB 13, CSB 8, CND 2, etc.