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Tabuleiro do Norte

Município brasileiro do estado do Ceará

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Tabuleiro do Norte é um município brasileiro, situado a leste do estado do Ceará, na divisa com o Rio Grande do Norte, mais especificamente na Mesorregião do Jaguaribe, na Microrregião do Baixo Jaguaribe, no Vale do Jaguaribe, a 211 km da capital cearense, Fortaleza-CE, e a 115 km de Mossoró-RN. Sua população, conforme o Censo de 2022 do IBGE, era de 30 652 habitantes.

O município é conhecido, no estado, por abrigar um dos mais significativos centros de peregrinação do Ceará, a Romaria de Nossa Senhora da Saúde. A romaria ao Santuário de Nossa Senhora da Saúde é vista, sob o aspecto da popularidade, como o terceiro polo religioso do Ceará.

Diversas produções de caráter memorialista atribuem ao município a alcunha de "terra dos caminhoneiros" ou "cidade dos caminhoneiros". Pelo menos outras quatro cidades atribuem-se este mesmo título: São Marcos-RS, Itabaiana-SE, Rondonópolis-MT e Iconha-ES.

O topônimo Tabuleiro é uma alusão ao tipo do solo encontrado no município, o solo arenoso (tabuleiro) e o Norte para diferenciar este do município de Tabuleiro, no estado de Minas Gerais. Sua denominação original era Tabuleiro de Areia, depois Ibicuipeba e desde 1951, Tabuleiro do Norte.

As terras ao oeste do rio Quixeré, uma área de elevação arenosa e plana que estende-se até a Chapada do Apodi eram habitadas por diversas etnias Tapuias, entres elas os Paiacu,

Os indígenas Paiacu residiam na localidade hoje conhecida Aldeia Velha, situada a 3 km do centro da cidade.

Com a definitiva ocupação do território do Ceará na segunda metade do século XVII, chegaram os portugueses oriundos de Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco nesta região, a qual a exploraram em seus mínimos detalhes. Depois dos combates da Guerra dos Bárbaros, a construção da Fortaleza Real de São Francisco Xavier da Ribeira do Jaguaribe e o deslocamentos dos indígenas, nestas terras foi implementada a pecuária. Os colonizadores travaram lutas incessantes contra os índios para instalarem suas fazendas de gado. Muitos indígenas morreram e os poucos que restaram foram absorvidos pela economia pastoril.

Da Guerra dos Bárbaros ou a expulsão dos indígenas, ainda hoje os moradores mais antigos daquela comunidade (Aldeia Velha) relembram as historias contadas por seus pais a respeito da expulsão dos indígenas da comunidade. Contam os mais velhos que: eles fugiram para um local onde hoje fica situada a comunidade do Tapuio por uma estrada por dentro que ia em linha reta distante da mesma uns 13 km; e que a belíssima lagoa da Aldeia Velha também era a fonte de lazer e para a prática da piscicultura para seus habitantes.

Os primeiros relatos datam do século XVIII, entre os anos de 1720 e 1730, quando o fazendeiro e Padre Francisco Alves Maia, vigário de Pau dos Ferros (RN) instala-se nesta localidade e fica de posse da fazenda São José. Depois entregou a Fazenda para seu parente Francisco Alves Maia Alarcon administrá-la. Em 1770, este senhor construiu uma capela nestas terras, depois foi criado o primeiro estabelecimento escolar funcionando até a morte de Maia Alarcon em 1796.

Tudo iniciou com a promessa feita por Luiza Maria Maciel, esposa de Maia Alarcon, que se ficasse curada de um câncer, construiria uma capela. A graça foi alcançada e a capela foi construída toda em pedra de 1765 a 1770, tendo a imagem de Nossa Senhora das Brotas. A restauração e ampliação da capela foi realizada em 1785. A igreja foi demolida no ano de 1944 e construída uma nova igreja em seu lugar, sendo a atual igreja matriz.

Tabuleiro de Areia passou a ter categoria de Vila através do decreto lei nº448, de 20 de dezembro de 1938. O município foi criado de acordo com a lei nº3.815, de 13 de setembro de 1957, tendo sua emancipação política em 8 de junho de 1958, deixando de ser vila do município de Limoeiro do Norte.

Com o sucesso econômico do Ciclo da Carne do Ceará, Tabuleiro do Norte, destacou-se como um movimentado cruzamento da Estrada Geral do Jaguaribe, no qual passavam as boiadas do Sul Cearense e do Rio Grande do Norte para Aracati e vice-versa com produtos para as fazendas de boi.

O desenvolvimento com urbano deu-se ao redor da capela de Nossa Senhora da Conceição, construída entre de 1765 a 1770, e a Estrada Geral do Jaguaribe.

A Fazenda Quingombê também denota importante valor histórico, através das figuras ilustres de Aldonso Chaves e de Laura Chaves Maia, sua esposa. Tiveram 7 filhos (Edvardo, José Lauro, Edna, Cleomilde, Maria Laise, Maria Elaine e Francisco Hilton).

Tropical quente semiárido com pluviometria média de 725,6 mm com chuvas concentradas de fevereiro a maio.

Hidrografia e recursos hídricos

As principais fontes de água fazem parte da bacia do Baixo Jaguaribe e Médio Jaguaribe, sendo o principal afluente o rio Quixeré, o riacho do Bezerra e tantos outros. Diversas lagoas encontram-se no município, entre estas a do Lima e das Salina. Existem ainda diversos açudes, dentre eles: Gangorrinha, Olho D’água e VaiQuem Quer. Completando o sistema de abastecimento de água potável, existe a Adutora Saco Verde/Pedra Preta e trinta e um poços tubulares.

As terras de fazem parte da bacia sedimentar do Apodi, que é constituída por formações Jandaíra(calcários intercalados por margas, siltitos e folhelhos); e do Açu, com arenitos com intercalações de siltitos, folhelhos e lentes de calcário no topo. A planície aluvionar do rio Jaguaribe, ao longo dos principais cursos d’água que drenam o município, possui coberturas aluvionares, quaternárias, formadas por areias, siltes, argilas e cascalhos. Por fazer parte do planalto sedimentar da Chapada do Apodi, encontra-se altitudes que não ultrapassam os 250 m. Fazendo ainda parte da planície fluvial do Jaguaribe possui elemento de destaque na composição geomorfológica com variados os tipos de solos: Cambissolos, Argissolos (podzólicos), vertissolos, Neossolos Flúvicos (solos aluviais) e Neossolos Litólicos.

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