Tabata Claudia Amaral de Pontes, mais conhecida como Tabata Amaral (São Paulo, 14 de novembro de 1993), é uma politóloga, ativista pela educação e política brasileira filiada ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). Exerce mandato como deputada federal pelo estado de São Paulo desde 2019. Nas eleições de 2018, foi a sexta candidata mais votada no estado. Em fevereiro de 2026 casou-se com João Campos, tornando-a primeira-dama do Recife até o marido renunciar ao cargo em abril.
Foi eleita enquanto filiada ao Partido Democrático Trabalhista (PDT) como a sexta candidata mais votada no estado, com 264 mil votos, nas eleições de 2018. Em maio de 2021 Tabata entrou com recurso para se desfiliar do PDT, sem perda do mandato, que acabou ganhando. Em setembro anunciou a filiação ao Partido Socialista Brasileiro (PSB).
Tabata é cofundadora do Movimento Mapa Educação e do Movimento Acredito, que busca a renovação do congresso. Em outubro de 2017, foi uma das onze lideranças a participar de um encontro com o ex-presidente americano Barack Obama em sua passagem por São Paulo. Em julho de 2018, foi a mais jovem liderança a participar de um debate com a ativista paquistanesa e Nobel da Paz Malala Yousafzai em sua primeira visita ao Brasil. Em 2019, foi indicada pela BBC como uma das 100 mulheres mais influentes do mundo.
É formada pela Universidade Harvard e representou o Brasil em cinco competições internacionais de ciências, tendo sido também colunista da Rádio CBN em São Paulo e da revista Glamour. Desde abril de 2019, é colunista do jornal Folha de S.Paulo e do Nexo Jornal.
Foi a candidata do PSB à prefeitura de São Paulo nas eleições de 2024, terminando a disputa em 4º lugar com 9,91% dos votos válidos, contabilizando 605.552 votos. No segundo turno declarou apoio a Guilherme Boulos.
Tabata Cláudia Amaral de Pontes é filha da baiana Maria Renilda Amaral Pires, diarista, e do paraibano Olionaldo Francisco de Pontes, cobrador de ônibus, e irmã de Allan Thales Amaral de Pontes. Foi criada na Vila Missionária, bairro pobre localizado na Zona Sul de São Paulo, periferia da cidade.
Iniciou seus estudos na Escola Estadual Prof. João Ernesto de Souza Campos e, no 6º ano, ingressou na Escola Estadual Prof. Isaltino de Melo, pela qual participou pela primeira vez da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas. Em 2005, foi medalhista de prata na competição. Por conta do bom desempenho escolar, obteve uma bolsa de estudos no Colégio ETAPA. Em 2006, foi medalhista de ouro na OBMEP e nos anos seguintes representou o Brasil em olimpíadas internacionais de química, astronomia e astrofísica.
Em 2012, Amaral foi aprovada em seis prestigiosas universidades estadunidenses, sendo ofertada bolsa integral para todas: Harvard, Yale, Columbia, Princeton, Pensilvânia e Caltech, e no vestibular da Universidade de São Paulo.
É graduada em Ciências Políticas pelo Departamento de Governo da Universidade Harvard. Em sua dissertação, elaborou uma análise política de reformas educacionais em municípios brasileiros, na qual argumentava sobre a expansão do acesso à educação no Brasil nas duas últimas décadas, como resultado de uma reforma educacional federal, porém sua qualidade permaneceria pobre, de acordo com os padrões internacionais.
Segundo a parlamentar, os países da América Latina têm sido capazes de alcançar progressos importantes no provimento de seguro social, assistência social e determinados serviços sociais. No entanto, a educação permanece com uma qualidade muito baixa ao longo de toda a região. Sua tese traça um novo conjunto de dados sobre os 5.570 municípios do Brasil e é resultado de um trabalho de campo em sete deles para explicar os níveis de variação municipal nos resultados educacionais. Defende que as reformas na educação são mais prováveis de serem introduzidas, sustentadas e bem-sucedidas quando há continuidade política no governo municipal. Além disso, segundo ela, a competição política não afeta a implementação de reformas educacionais difíceis, e níveis mais altos de disputa têm efeitos negativos nos resultados educacionais nas cidades pequenas.
Amaral graduou-se com honras máximas e recebeu o Prêmio Kenneth Maxwell em estudos brasileiros e o Prêmio Eric Firth para o melhor ensaio sobre o tema de ideais democráticos por sua tese. Logo após a sua graduação, retornou ao Brasil para dedicar-se ao seu ativismo social.
É casada desde fevereiro de 2026 com o atual prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, com quem começou a namorar em 2019, enquanto ele ainda era deputado federal. Ficaram noivos em 2025. A cerimônia de casamento foi realizada na Praia dos Carneiros, em Pernambuco, e contou com a presença de autoridades políticas, como o presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz (PDT).
Fundou em 2014, com os colegas Lígia Stocche e Renan Ferreirinha, o Movimento Mapa Educação, um movimento social que tem como missão engajar os jovens na luta por uma educação de qualidade para todos os brasileiros. O movimento se propõe a trabalhar para que a educação seja prioridade na agenda política nacional e para que o jovem seja o protagonista dessa mudança.
Em sua primeira iniciativa, o Manifesto Mapa do Buraco, o grupo entrevistou mais de cem líderes educacionais para a construção de um documento apontando os principais problemas da educação brasileira, apresentando, também, algumas soluções criadas e implementadas em diferentes cidades pelo país afora. Depois do lançamento do Manifesto Mapa do Buraco, foram realizados debates educacionais durante o período das eleições de 2014 almejando que aquelas fossem as "eleições da educação". Com o fim das eleições, o Movimento passou a desenvolver uma série de projetos, como documentos, conferências e formações, com vistas a formar lideranças regionais engajadas com a causa da educação.
Em 2017, Tabata Amaral foi cofundadora do Movimento Acredito, junto com José Frederico Lyra Netto, Bruno Santos, Felipe Oriá e Renan Ferreirinha. Segundo o movimento, seu objetivo é a "renovação política", conforme manifesto divulgado em julho de 2017. O movimento se define como suprapartidário, e alega ter entre seus objetivos, uma nova política antiprivilégios, um Congresso Nacional transparente e participativo, redução de desigualdades e políticas sociais universais.
Tabata Amaral é membro titular da Comissão de Educação, da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e membro suplente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática. Foi membro titular da Comissão Especial da PEC 015/15, que tornou o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) instrumento permanente de financiamento da educação básica.
Tabata, juntamente com o ex-deputado federal Felipe Rigoni e com o senador Alessandro Vieira, parlamentares também ligados ao Movimento Acredito, formou o Gabinete Compartilhado "onde parlamentares de diferentes estados e partidos, que compartilham de valores comuns, se reúnem para criar um espaço qualificado, com o apoio de equipe multidisciplinar, trabalhando em prol de uma política feita a partir de dados e evidências." A iniciativa atualmente conta, para além da deputada Tabata Amaral e do senador Alessandro Vieira, com outros 5 parlamentares, representando 7 estados e 5 partidos.
Após ser criticada por alguns militantes de esquerda, que não a consideravam como representante de suas ideologias, Amaral afirmou que era progressista e que estava na política para "renovar as práticas, e que o mais importante é dar menos atenção para essa guerra entre esquerda e direita, os dois extremos, e falar que está ali pelos princípios, pelos valores."